19/06/2012. Chega ao fim a carreira internacional de um dos maiores jogadores dos anos 2000. O ucraniano Andriy Shevchenko marcou uma geração no futebol mundial. Juntamente com Kaká, Seedorf, Inzaghi, Pirlo e Maldini comandou uma das melhores equipes que eu ví jogar. Ao todo, foram 129 gols em 244 jogos pelo time rossonero.
Depois foi vendido ao Chelsea da Inglaterra por um pedido de sua esposa. Todos sabemos que a guerra de ego nos blues é uma constante (Felipão e André Vilas Boas que o digam). Sheva disputou posição com o ídolo marfinense Didier Drogba. Quando jogou, raramente venceu a marcação da Premier League. Além disso, o ucraniano conviveu com uma série de lesões que o prejudicaram muito na terra da rainha. Em 46 jogos foram marcados apenas nove gols.
Na minha opinião, a passagem de Sheva pelo futebol inglês foi a única coisa que o impediu de ter uma carreira perfeita. Somando as duas passagens pelo Dínamo de Kiev, já são 83 gols em 170 partidas. Pela seleção ucraniana, e não é fácil jogar nesse time, foram 48 tentos em 110 jogos.
Desde que comecei a acompanhar o futebol europeu, poucos jogadores, sem contar brasileiros e argentinos, me impressionaram tanto quanto Andriy Shevchenko. Sua velocidade, oportunismo e estrela eram impressionantes. Nem o pênalti perdido contra o Liverpool na final da Champions League de 2005 tira o brilho de sua carreira.
Ele já havia se aposentado da seleção, mas a pedido do povo, voltou atrás para se despedir na Euro, disputada na Polônia e em sua casa, na Ucrânia. Mesmo tendo a seleção mais fraca do grupo D (França, Inglaterra e Suécia), Sheva anotou seus últimos gols na partida de estréia, que culminou na virada de 2 a 1 em cima dos suecos. Agora que as duas anfitriãs foram eliminadas, ele deve disputar sua última temporada como jogador profissional. Pelo Dínamo, clube que o revelou para o Mundo.
Para a geração do início dos anos 90, Sheva está no nível de jogadores como Figo, Zidane, Raul, Xavi, Henry, entre outros.
Um cara que vence uma Liga dos Campeões, uma Supercopa Européia, um Campeonato Italiano, uma Supercopa da Itália, uma Copa da Liga Inglesa, uma Copa da Inglaterra, cinco Campeonatos Ucranianos e quatro Copas da Ucrânia (UFA), merece respeito, não? Isso porque não mencionei os títulos individuais, que não foram poucos.
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