Seguindo o ritmo alucinante que o Esquema de Jogo propõe para 2014, já é minha vez de postar de novo. Como hoje é dia de futebol na Geo, sacrificarei meu precioso horário de almoço para saciar seus anseios. Aliás, precisamos de estagiários para compor nosso time de notáveis. Café nunca é demais quando preparado e servido por terceiros. RH cuide disso, por favor. Enfim. Precisava de um assunto e a rodada de ontem do Paulistão não me deixa escolha. Vou falar sobre a situação e a real condição dos quatro grandes do Estado, que terão um primeiro semestre sonolento.
Como jornalista idôneo que sou, não começarei pelo São Paulo, que é meu time, como todos vocês sabem. Esforçar-me-ei para dedicar número semelhante de caracteres para cada um, visto que toda e qualquer discrepância de espaço nesse nobre veículo gera revolta e protestos nas ruas.
Por incrível que pareça, o Palmeiras é o mais encorpado entre os quatro grandes. A manutenção de Gilson Kleina no comando, ainda que tenha sido a última das opções, foi muito benéfica para o clube, que pôde se planejar antes que os rivais, já que garantiu com muita antecedência seu principal objetivo em 2013: voltar à Série A. A contratação de Bruno César dá consistência ao setor de criação, que sofria com as intermináveis e incontáveis lesões de Valdívia. Diogo e Marquinhos Gabriel, que é bom jogador, se unem aos muito bons Alan Kardec que faz gols espíritas e Leandro como opções para o ataque.
O problema do Verdão, porém, é o sistema defensivo. O clube acaba de se desfazer de Henrique e já tinha perdido Vilson e Marcio Araujo, que pode não ser nenhum fenômeno, mas era o dono da posição há anos. Chegaram o volante França famoso “Quem?”, Victorino e Lúcio que não engana mais ninguém nem se chorar no Fantástico. Paulo Nobre terá que se mexer para solucionar as deficiências no setor.
O Santos é aquela coisa. Não sabemos o que está fazendo. Pode estar montando um timaço, como pode estar vendendo a alma ao diabo. O Peixe pegou emprestados R$ 42 milhões para contar com Leandro Damião. QUARENTA E DOIS MILHÕES DE DILMAS. Por um atacante grosso que passou a última temporada INTEIRA em má fase. Eu não pagaria. Mesmo assim, pode dar certo. Pelo menos para conquistar títulos. RibeRildo também chegou e dá mais opções ao técnico Oswaldo de Oliveira.
Por falar no O.O., penso que o Santos acertou na contratação. Vem de um excepcional trabalho no Botafogo. Classificar o Fogão pra Libertadores não é tarefa fácil e ele o fez. Acredito que tenha o perfil certo para mesclar os experientes com os jovens das categorias de base, que sempre surgem no alvinegro praiano. Neto e Gustavo Henrique formam boa zaga. Cicinho e Mena são alas bem interessantes pelo nível do futebol brasileiro atualmente. Arouca, Thiago Ribeiro e Cícero têm boa rodagem para ajudar a equipe. Time forte, na minha opinião.
O São Paulo vive momentos de efervescência política. Situação e oposição travam guerras fora de campo como há tempo não víamos. O resultado sai em abril, portanto #Oremos. Dentro da esfera futebolística, o clube acertou em renovar com Muricy Ramalho. Que acerte em não pressioná-lo por resultados, principalmente com o plantel que tem nas mãos. O time não perdeu muitos jogadores, é verdade. Apenas Aloísio, o Boi Bandido, fará falta. Mais por sua raça do que pela técnica, aliás.
Sobre os reforços: Luis Ricardo, lateral-direito que apoia muito e é peladeiro não marca ninguém. Pode ser uma boa já que finalmente alguém vai barrar o Douglas dependendo do esquema de Muricy. Alvaro Pereira é muito bom jogador dado o nível técnico que vivemos. Além disso é versátil e pode atuar em diversas posições. Dorlan Pabón parece uma boa aposta. Segundo atacante rápido de chute forte. Veio de graça, então que seja bem vindo.
O Corinthians parece conviver com alguns problemas. Alexandre Pato, além de não render o que é esperado, ainda bate pênalti com cavadinha pra cima do Dida, compra briga com a torcida e responsabiliza o treinador. Mano Menezes não é o Adenor, portanto, possui bem menos crédito junto à fiel que seu antecessor. Politicamente, o clube também começa a sofrer algumas consequências do processo das eleições.
Dentro de campo, o time segue forte, porém envelhecido. As contratações dos bons laterais Fagner e Uendell foram pontuais para substituição do aposentado Alessandro e do sempre machucado Fábio Santos. Precisa se reforçar mais.
Em termos de elenco, os clubes paulistas estão atrás apenas dos mineiros e da Unimed do Fluminense. Façam suas apostas: quem vai se sair melhor em 2014?






