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AMISTOSO.
Análise

Amistosos internacionais

Seleções sul-americanas fecham 2020 sem amistosos de peso.

Pandemia restringe ainda mais as possibilidades de confronto contra as potências europeias, ocupadas com a Liga das Nações.

Brasil só encarou um europeu desde a Copa de 2018.

O calendário de jogos em 2020 das seleções masculinas de futebol se encerrou nesta semana, com a última data FIFA.

O ano atípico, marcado pela pandemia do coronavírus, agravou um cenário que já havia se tornado difícil recentemente para algumas equipes nacionais medirem forças contra as suas principais concorrentes no cenário mundial.

As seleções sul-americanas não participaram de nenhum dos 113 amistosos realizados em datas Fifa de 2020.

Os únicos compromissos foram pelas eliminatórias para a Copa de 2022.

O levantamento feito pelo globo esporte identificou que as equipes nacionais ao redor do mundo enfrentaram majoritariamente adversários do mesmo continente nesses amistosos, muito por conta das restrições de logísticas da pandemia.

Dos 46 amistosos que envolveram seleções europeias, em 82,6% deles o oponente também pertencia à mesma confederação (UEFA – União das Associações Europeias de Futebol).

Amistosos de seleções europeias em 2020:

Adversários da UEFA (União das Associações Europeias de Futebol): 38

Adversários da CONCACAF (Confederação de Futebol da América do Norte, Central e Caribe): 4

Adversários da CAF (Confederação Africana de Futebol): 2

Adversários da AFC (Confederação Asiática de Futebol): 2

Fonte: Fifa e Worldfootball.net

O percentual também foi alto na África (CAF): 75%, de 36 jogos.

No caso das seleções da Ásia (AFC), primeiro continente a ser afetado pela Covid-19, esse número foi de 53,3%, em 30 partidas.

Já na Concacaf, que envolve as Américas do Norte, Central e Caribe, o valor foi de 50%.

Enquanto isso, a confederação da Oceania (OFC – Confederação de Futebol da Oceania) suspendeu em março todos os jogos previstos até 11 de janeiro de 2021.

As qualificatórias por lá para o Mundial do Catar devem começar no dia 22 de março do ano que vem, mas isso ainda não está garantido.

Por causa da pandemia, diversos amistosos internacionais foram cancelados.

Além disso, o início das eliminatórias em vários continentes e a disputa da Eurocopa foram adiados.

O condicionante da pandemia piorou a situação do calendário já limitado para confrontos contra as principais seleções da Europa, desde a implementação da Liga das Nações, em setembro de 2018.

Atual campeã do mundo, a França disputou apenas cinco amistosos desde o título na Rússia.

Já a Bélgica, líder do ranking da FIFA, fez quatro.

No mesmo período, o Brasil teve 16, e a Argentina, 15.

O levantamento do globo esporte levou em consideração 586 amistosos internacionais chancelados pela entidade, desde 16 de julho de 2018, um dia depois da última Copa do Mundo, até hoje.

Normalmente, o calendário da FIFA apresenta cinco períodos para os jogos de seleções: março, junho, setembro, outubro e novembro.

Em relação ao ano que vem, o período entre junho e agosto contará com mais uma edição da Copa América, a Eurocopa e a Copa Ouro.

A Copa Africana de Nações foi transferida para janeiro de 2022.

Power Ranking: Qual é a melhor seleção do mundo atualmente?

Se em 2020 a seleção brasileira teve apenas os compromissos pelas eliminatórias, no ano passado foram 10 amistosos.

Mas apenas um contra uma equipe europeia, em março: a República Tcheca.

A adversária parou na quadragésima oitava posição do ranking da FIFA um mês depois.

Aquele foi o último jogo antes da convocação para a Copa América.

E também foi a última vez que o Brasil encarou um time europeu desde a eliminação nas quartas de final da Copa do Mundo de 2018, para a Bélgica.

No torneio, a Seleção também enfrentou a Sérvia e a Suíça.

Ainda na no primeiro semestre daquele ano, houve quatro amistosos contra europeus (Áustria, Croácia, Alemanha e Rússia), com 100% de aproveitamento, nove gols pró e nenhum contra.

Olhando todo o ciclo até a Copa mais recente, entre setembro de 2014 e junho de 2018, a seleção brasileira teve 24 amistosos, sendo oito contra equipes europeias (33,3%).

Agora, rumo ao Mundial Catar-2022, o Brasil realizou até aqui 16 partidas do tipo, e apenas a já citada diante da República Tcheca como exemplo de adversária europeia.

“A gente só fica projetando porque quase não há essa possibilidade, a não ser próximo da Copa do Mundo. A gente fica sempre relativizando a América do Sul e o nosso nível de enfrentamento, relativizando os europeus. Essa possibilidade desses amistosos se tornou menor ainda com a Liga das Nações. O calendário ficou mais apertado”, comentou Tite, em entrevista coletiva antes do jogo contra a Venezuela.

As eliminatórias das Américas do Norte, Central e Caribe (Concacaf) terão a primeira rodada em março de 2021, período da primeira data FIFA do ano que vem.

A entidade aprovou uma nova janela temporária para as seleções no início de 2022, para amistosos e jogos de eliminatórias, para todas as confederações exceto a UEFA.

A próxima Copa do Mundo será disputada entre 21 de novembro e 18 de dezembro de 2022.

Reportagem: Globoesporte.globo.com

Adaptação: Eduardo Oliveira

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

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