Praia Clube bate Sesc-Flamengo e carimba vaga na final da Superliga.
Atual campeão da competição vai aguardar o confronto entre Minas e Osasco para saber quem enfrentará na decisão.
Praia Clube chega à sexta final seguida na Superliga.
Atual campeão da Superliga feminina, o Praia Clube ignorou a enorme torcida que compareceu ao Ginásio do Maracanãzinho nesta sexta para apoiar o Sesc-Flamengo e saiu com a vitória e a vaga para a grande final da temporada.
Com destaque para seu efetivo paredão, o time mineiro eliminou a equipe de Bernardinho no segundo jogo da semifinal por 3 sets a 1, com parciais de 25/23, 16/25, 20/25 e 21/25.
O Praia Clube chega à sexta final seguida da competição.
O time de Uberlândia aguarda o vencedor de Minas ou Osasco, confronto que será ainda nesta sexta-feira à noite, em Belo Horizonte-MG.
Sob clima de decisão, Sesc-Flamengo e Praia Clube começaram o jogo de maneira tensa.
Apoiado pela torcida, o Rubro-Negro, que contou com o retorno da levantadora Brie King, disputou ferrenhamente cada bola.
Uma derrota provocaria a eliminação da Superliga, o adeus à final.
As equipes caminharam próximas no placar, porém, o Praia Clube demonstrava mais organização para definir os pontos.
Quando Kuznetsova sacou errado, e acertou a companheira Adenizia, na rede, o Rubro-Negro empatou o jogo em 12 a 12.
A explosão tomou conta do Maracanãzinho quando, em um ataque certeiro, o Sesc-Flamengo anotou 15 a 13, levando o adversário a pedir tempo.
O Praia Clube chegou a igualar, o Flamengo voltou a ficar em vantagem, mas sem conseguir abrir uma distância segura.
Somente na reta final, ao anotar 22 a 19, o time da casa, enfim, ficou três pontos à frente.
No set point, deu brecha para a reação do Praia Clube, mas fechou em 25 a 23, após meia hora de jogo.
Pressionado a reagir, o Praia Clube iniciou o segundo set aproveitando as oportunidades.
O time visitante abriu 11 a 8 após Kuznetsova explorar o bloqueio rival e, em seguida, aumentou a vantagem para cinco pontos.
Com o jogo sob controle, o Praia Clube convertia todas as bolas, construindo um placar elástico: 17 a 9.
Técnico do Sesc-Flamengo, Bernardinho pediu tempo para corrigir o time.
Não surtiu efeito.
A torcida esfriou.
Quando Sabrina parou no bloqueio de Adenízia, o Praia Clube assinalou 19 a 9.
Bernardinho, então, substituiu Sabrina e Brie por Rose e Helena.
O time reagiu, mas voltou à formação anterior quando o Praia Clube estava a um ponto de fechar o set.
E, por 25 a 16, a equipe de Uberlândia empatou o confronto.
No terceiro set, o Praia Clube embalou novamente.
Em menos de quatro minutos, abriu 5 a 0.
Com dez minutos, porém, o Sesc-Flamengo encurtou a diferença para três pontos: 9 a 6 para a equipe mineira.
O Rubro-Negro tentou impedir que o adversário não deslanchasse.
Mas, após Perri parar duas vezes seguidas no bloqueio, viu o Praia Clube, mais organizado, abrir seis pontos: 14 a 8.
Eficiente no ataque e na defesa, o Praia Clube fez 20 a 13 e se aproximou da vitória.
O Sesc-Flamengo demonstrou poder de reação depois de dois ótimos saques de Michelle.
Com quatro pontos atrás (21 a 17), a torcida “acordou” para motivar as atletas, no melhor momento do time neste set.
O Sesc-Flamengo chegou a encostar no placar, mas sucumbiu nos momentos decisivos, levando a virada no duelo: 25 a 20.
No quarto set, o Praia Clube seguiu ditando o ritmo.
Não impôs uma diferença tão grande no placar quanto no começo das etapas anteriores, mas manteve o alto nível.
Em 21 minutos de jogo, o atual campeão da Superliga emplacou 19 a 13.
Na raça, o Rubro-Negro, sob os gritos de “eu acredito”, alcançou os 18 pontos, enquanto o adversário somou 20.
Na reta final, o Sesc-Flamengo ficou a um ponto do empate, mas Roni Perry desperdiçou a oportunidade.
E, no lance seguinte, por 25 a 21, o Praia Clube carimbou a vaga para a final, a sexta decisão seguida do time na Superliga.
Reportagem: Globoesporte.globo.com
Adaptação: Eduardo Oliveira
Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro





