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PAN AMERICANO DE 2019. VÔLEI MASCULINO. BRASIL. ELIMINADO. CUBA. CLASSIFICADA. CHILE. ELIMINADO. ARGENTINA. CLASSIFICADA. BRONZE. BRASIL OU CHILE. OURO. ARGENTINA OU CUBA.
Análise

Agora em busca do bronze

Em dia ruim, Brasil sofre com domínio de Cuba, cai na semi e brigará por bronze no vôlei no Pan.

Em atuação apagada, seleção cai diante dos cubanos, liderados por Melgarejo e López Castro.

Éder Carbonera tem indisposição, chega ao ginásio no fim da primeira parcial e joga no sacrifício.

De um lado, a seleção brasileira, com média de idade de 24,5 anos.

Do outro, a seleção cubana, com 22 de média de idade.

Duas equipes jovens entraram em quadra neste sábado para buscar a classificação para a final do vôlei masculino nos Jogos Pan-Americanos de Lima, no Peru.

Mas o que se viu na Villa Desportiva del Callao, em Lima, foi uma atuação de gente grande de Cuba, muito mais entrosada e determinada.

Dessa forma, foram os cubanos que saíram com a vitória pelo placar de 3 a 0, parciais de 25/16, 25/22 e 25/21.

Na final, Cuba enfrentará a Argentina, atual campeã, que derrotou o Chile por 3 a 1 (25/21, 23/25, 28/26, 25/17), a partir das 22h30 (horário de Brasília).

Na disputa pelo bronze, brasileiros e chilenos vão se reencontrar às 18 horas (horário de Brasília).

Na fase de grupos, o Brasil venceu o duelo por 3 sets a 1.

O SporTV2 transmite as duas partidas.

O Brasil teve um problema para o confronto.

O campeão olímpico da Rio 2016 e ouro no Pan de Guadalajara 2011, Éder Carbonera, de 35 anos, mais experiente da equipe, sentiu uma indisposição durante o dia e acabou se apresentando para o jogo somente no fim da primeira parcial.

Havia a dúvida de se ele poderia atuar, e o veterano acabou indo no sacrifício e entrando no segundo set.

Apesar da melhora do Brasil, não adiantou muito, e a vaga ficou para os cubanos.

Melgarejo e López Castro foram os destaques.

Após a partida, Lucas Lóh reconheceu o baixo rendimento e o excesso de erros da seleção brasileiro neste sábado (3).

“Acho que (o Eder) não (fez falta). Eu nem sei o que aconteceu ali direito. O Cledenilson é um atleta jovem, cheio de saúde, completamente preparado. Acho que isso não afetou nada o resultado. O que afetou foi o que se viu dentro de quadra. A gente um pouco abaixo do que podia apresentar, a gente errou muito saque (17 erros no total), não deixando a recepção deles correr um pouco de risco. E quando a gente acertava o saque, eles também estava controlando a recepção. Respeitamos muito o sistema de bloqueio deles, então eles estavam fazendo contra-ataques fulminantes, com muita potência. A gente não soube lidar com esse negócio. É triste para caramba porque a gente queria muito estar nessa final. Mas agora tem que ter a cabeça boa para deixar essa derrota para trás e lutar pelo bronze amanhã”, afirmou o camisa 5 após o jogo.

O duelo entre as duas equipes começou bem equilibrado.

Mas Miguel López Castro, de Cuba, se destacava na ponta.

E, por conta disso, os cubanos mantinham a ponta do primeiro set.

O Brasil não conseguia se encaixar e, aos poucos, a seleção rival foi se aproveitando da atuação ruim dos brasileiros para abrir vantagem.

No fim da parcial, melhor para o adversário da equipe verde e amarela, que saiu com o elástico placar de 25 a 16.

Éder Carbonera chegou no fim do primeiro set e aproveitou o intervalo entre as parciais para fazer um rápido aquecimento.

Quando estava 6 a 6 no segundo, o jogador foi chamado por Marcelo Fronckowiaki.

Na jogada seguinte, recebeu uma bola e mandou fora.

Thiaguinho forçava muito as jogadas com o veterano, que ainda parecia um pouco frio.

Mesmo assim, o Brasil estava um pouco mais vibrante e mais agressivo.

A cada ponto, os jogadores comemoravam bastante e mostravam vontade de reagir, mas Cuba não deixou que os brasileiros tomassem conta do jogo.

Com Melgarejo mais ativo, os cubanos viraram e foram em vantagem para a parada técnica.

Após ponto de Yant, Marcelo Fronckowiak se viu obrigado a parar o jogo, mas não adiantou muito.

Os erros brasileiros seguiram, e Cuba soube administrar a vantagem para fechar em 25 a 22, abrindo 2 a 0 no confronto.

Na terceira parcial, o Brasil tentava em alguns momentos, mas não parecia ter forças para reagir diante do domínio imposto pelos cubanos em quadra.

Nem a presença de Éder Carbonera parecia poder mudar o cenário que se desenhava.

O time verde e amarelo até cresceu um pouco do meio para o fim do set, e a torcida acompanhou.

Mas os rivais da seleção brasileira fecharam mesmo em 25 a 21 e se garantiram na decisão.

A campanha do Brasil:

Fase de grupos:

Brasil 3 X 1 México – 25/23, 25/19, 22/25 e 25/22

Brasil 3 X 1 Chile – 25/18, 22/25, 25/16 e 25/17

Brasil 3 X 2 EUA – 23/25, 21/25, 25/17, 25/19 e 15/9

Semifinal:

Brasil 0 X 3 Cuba – 16/25, 22/25 e 21/25

O Pan de Lima reúne cerca de 6.580 atletas de 41 países das Américas.

Dos 39 esportes, 22 valem como classificação para os Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2020.

No total, o Brasil terá 485 atletas em ação na capital do Peru.

E os canais SporTV transmitem ao vivo os principais eventos até o dia 11 de agosto.

Reportagem: Globoesporte.globo.com

Adaptação: Eduardo Oliveira

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

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