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JOGOS PAN-AMERICANO DE 2023. SANTIAGO.
Análise

Abertura do Pan em Santiago

Pan de Santiago faz festa simples mas empolga público na abertura dos Jogos.

No mesmo palco do bicampeonato mundial de futebol do Brasil, em 1962, e também de prisões e torturas realizadas durante a ditadura, há 50 anos, os chilenos realizaram uma bela festa para abrir os primeiros Jogos de sua história.

Uma cerimônia simples mas empolgante. 

Com aplausos e mais aplausos. 

Enfim, chilenos e chilenas puderam abrir o que chamam de “evento esportivo mais importante da história do Chile”. 

A festa no “Sul do Mundo”, como definiu o ministro do esporte do país, Jaime Pizarro, foi mais tradicional e menos tecnológica. 

Um aperitivo do que deve ser a 19ª edição do Pan: menos grandiosa e mais ligada ao povo.

Os próprios atletas chilenos chegaram ao Estádio Nacional, para a cerimônia de abertura, de metrô, cantando da Vila Pan-Americana ao parque que vai receber grande parte das competições destes Jogos. 

No país que tem apenas duas medalhas de ouro olímpicas na história (dos tenistas Nicolas Massú e Fernando Gonzalez, em Atenas 2004), o ginasta Tomas Gonzalez (Quarto Lugar em Londres 2012) foi um dos atletas ovacionados na noite.

Os campeões olímpicos Massú e Gonzalez foram os últimos a carregar a tocha olímpica antes de Lucy Lópes, primeira chilena medalhista pan-americana (1951) e hoje voluntária dos Jogos, acender a pira no centro do estádio, aos 93 anos de idade, junto com os astros do esporte chileno. Simbolismos. 

O Pan de Santiago começou se apoiando neles.

BRASIL: No estádio em que o Brasil ganhou sua segunda Copa do Mundo de futebol, a brasilidade surgiu meia hora antes da cerimônia começar. 

Ao som de “Ou dá ou desce”, do grupo Boquinha da Garrafa, o público começou a dançar freneticamente em um requebrado digno de Garrinha naquele Mundial de 1962.

Cerca de uma hora depois, a tenista Luisa Stefani e o nadador Fernando Scheffer entraram juntos, segurando a bandeira brasileira, à frente da delegação que contou com cerca de 150 pessoas, entre atletas e oficiais, no desfile, uma das maiores da festa desta sexta-feira (20), atrás apenas dos Estados Unidos, México e, claro, do Chile. 

Nas arquibancadas, bandeiras brasileiras, assim como de Cuba, Colômbia entre outros, e muitos aplausos para todos os países (com destaque para a Venezuela). 

E não houve vaias. 

Ao todo, mais de 4 mil atletas passaram pelo desfile das delegações.

CHILE: Às 20h30, quando as luzes se apagaram e a noite escondeu as cordilheiras que emolduram o Estádio Nacional de Santiago, começou uma festa de ovação ao Chile. 

As rochas andinas foram levadas para o centro do gramado, onde dança e música exaltaram “la tierra y la gente” chilena. 

Logo no início da celebração, o presidente do Chile, Gabriel Boric, foi muito festejado quando teve o nome anunciado. 

Outro momento de forte patriotismo foi durante o hino chileno. 

O ápice mesmo foi na entrada da delegação do país, muito aplaudida e festejada, aquecendo todo o estádio na noite fria da capital chilena.

O espetáculo de duas horas e meia foi dirigido por Hansel Cereza, coreógrafo de “Love”, do Cirque du Soleil, e Lida Castelli, que já comandou outras cerimônias, com as dos Jogos Olímpicos de Inverno de Turim 2006 e Sochi 2014.

De citação a poema de Pablo Neruda aos tradicionais gritos de “Chi-Chi-Chi, le-le-le, Viva, Chile”, o público que acompanhou a festa não desanimou em momento algum. 

Assim como uma luz não foi apagada no estádio em um segundo sequer: a que ilumina a “Escotilla 8”, local preservado onde se lê a frase “Um pueblo sin memoria es um pueblo sin futuro”. 

A tocha pan-americana entrou no estádio por essa área das arquibancadas. 

Explica-se: o agora reformado Estádio Nacional, há 50 anos, foi palco de atrocidades da sanguinária Ditadura Militar que durou de 11 de setembro de 1973 a 11 de março de 1990 e deixou mais de 40 mil mortos.

Entre 12 de setembro (dia seguinte ao golpe de Estado que derrubou Salvador Allende do poder) e 9 de novembro de 1973, o local da cerimônia de abertura do Pan foi usado como campo de prisioneiros do regime ditatorial de Augusto Pinochet. 

Ali passaram cerca de 20 mil pessoas entre presas e torturadas. Ao todo, 200 mil pessoas foram forçadas a deixar o Chile rumo ao exílio.

Nesta sexta-feira, porém, o estádio recebeu mais de 40 mil pessoas que aplaudiram os mais de 4 mil atletas de 41 países. 

Ouviu muito rock e música tradicional chilena. 

E encerrou a festa com o astro colombiano Sebastian Yatra fazendo todo estádio cantar e dançar. 

Uma memória que o povo chileno também não vai esquecer.

PORTA-BANDEIRAS POR PAÍS

Antígua e Barbuda – Tiger Tyson – Vela – Masculino

Argentina – Sabrina Ameghino – Canoagem velocidade – Feminino

Argentina – Marcos Moneta – Rugby sevens – Masculino

Aruba – Mikel Schreuders – Natação – Masculino

Aruba – Shanayah Howell- Ciclismo BMX Racing – Feminino

Bahamas- Zaylie-Elizabeth – Thompson – Natação – Feminino

Bahamas – Lamar Taylor – Natação – Masculino

Barbados – Michelle Elliot – Tiro – Feminino

Barbados – Kennie King – Badminton – Masculino

Bermudas – Emma Harvey – Natação – Feminino

Bermudas – Conor White – Ciclismo – Masculino

Belize – Trent Hardwick – Vela – Masculino

Belize – Ashantie Carr- Atletismo – salto em distância – Feminino

Bolívia – Conrrado Moscos – Raquetebol – Masculino

Bolívia – Noelia Zeballos – Tênis – Feminino

Brasil – Luisa Stefani – Tênis – Feminino

Brasil – Fernando Scheffer – Natação – Masculino

Ilhas Caimã – James Allison – Natação – Masculino

Ilhas Caimã – Sierrah Broadbelt – Natação – Feminino

Chile – Kristel Köbrich – Natação – Feminino

Chile – Esteban Grimalt – Vôlei de Praia – Masculino

Colômbia – Jenny Arias – Boxe – Feminino

Colômbia – Miguel Ángel Trejos – Taekwondo – Masculino

Costa Rica – Andrés Acuña – Raquetebol – Masculino

Costa Rica – Nishy Lindo – Taekwondo – Feminino

Cuba – Julio César La Cruz – Boxe – Masculino

Cuba – Idalys Ortiz – Judô – Feminino

Dominica – Delroy Jno Charles – Boxe – Masculino

Dominica – Yvonne Losos de Muñiz – Equestre – Feminino

República Dominicana – Robert Pigozzi – Esqui Aquático – Masculino

Guatemala – Lucero Mejia – Natação – Feminino

Guatemala – Emilio Flores – Escalada esportiva – Masculino

Equador – Daniel Pintado – Marcha atlética – Masculino

Equador – Angie Palacios – Levantamento de peso – Feminino

El Salvador – Amado Alvarado – Surfe – Masculino

Estados Unidos – Jordan Chiles – Gimnasia artística – Feminino

Estados Unidos – Vincent Hancock – Tiro – Masculino

ESA – Sindy Portillo – Surfe – Feminino

Granada – Lindon Victor – Atletismo – Masculino

Granada – Halle Hazzard – Atletismo – Feminino

Guiana – Desmond Amsterdam – Boxe – Masculino

Guiana – Priyanna Ramdhani – Badminton – Feminino

Haiti – Aliyah Aek – Taekwondo – Feminino

Haiti – Howard Darrius – Boxe – Masculino

Honduras – Julio Horrego – Natação – Masculino

Honduras – Natalie Espinal – Tênis – Feminino

Ilhas Virgens Americanas – Natalia Kuipers- Natação – Feminino

Ilhas Virgens Americanas – Nicholas D’Amour – Tiro com arco – Masculino

Ilhas Virgens Americanas – Adriel Sanes – Natação – Masculino

Ilhas Virgens Britâncias – Deya Erickson – Atletismo – Feminino

Jamaica – Samuel Ricketts – Badminton – Masculino

Jamaica – Tyesha Mattis – Ginástica – Feminino

Santa Lúcia – Luc Chevrier – Vela – Masculino

México – Karina Esquer- Basquete 3×3 – Feminino

México – Carlos Sansores – Taekwondo – Masculino

Panamá – Davis Romero – Beisebol – Masculino

Panamá – Hillary Herón – Ginástica artística – Feminino

Paraguai – Agua Marina Espínola – Ciclismo – Feminino

Paraguai – Derlys Ayala – Maratona – Masculino

Peru – ladys Tejeda – Atletismo – Feminino

Peru – Nicolas Pacheco – Tiro – Masculino

Porto Rico – Jean Pizarro – Tiro com arco – Masculino

Porto Rico – María Pérez – Judô – Feminino

São Cristóvão e Neves – Nadal Buntin – Atletismo – Masculino

São Vicente e Granadinas – Kennice Greene – Natação – Feminino

São Vicente e Granadinas – Nikolas Sylvester – Natação – Masculino

Suriname – Jair Tjon En Fa – Ciclismo – Masculino

Suriname – Tachana Dalger – Ciclismo – Feminino

Trinidad e Tobago – Nicholas Paul – Ciclismo – Masculino

Trinidad e Tobago – Tiana Guy – Boxe – Feminino

Uruguai – Camila Piñeiro – Boxe – Feminino

Uruguai – Rodrigo Chagas – Futebol – Masculino

Venezuela – Joselyn Brea – Atletismo – Feminino

Venezuela – KeydomarVallenilla – Levantamento de peso – Masculino

Reportagem: Globoesporte.globo.com

Adaptação: Eduardo Oliveira

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

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