Quando esse time acima passou pelo túnel do Estádio de Wembley, nada do que você conhece hoje sobre o Barcelona existia. O Barcelona era, para o mundo todo, um pouco mais que o rival do Real Madrid, com apenas taças menores na Europa ( a extinta Recopa). Difícil saber o quanto essa Copa dos Campeões (ela se chamava assim) fazia falta.
O Barcelona chegava, sem nenhuma conquista, á sua terceira final, enquanto o Real Madrid era, e ainda é, um dos dois maiores vencedores do torneio. O jogo foi contra a Sampdoria, empate de 0 x 0 no tempo normal, até que teve uma falta na prorrogação, e o Koeman foi bater:
Depois daquele gol, o Barcelona nunca mais foi visto do mesmo jeito, o “Dream Team” do Crujff mudou a forma como o mundo encarava o Barça. O Barça era um dos grandes da Espanha até aquele dia, depois tudo foi ficando maior. 20 anos depois, o Barcelona é um monstro de popularidade, arrecadação, venda de camisa, gols do Barcelona, desmoralização de santistas, gols do Barcelona, vendas de souvenirs do Camp Nou, gols do Barcelona e formação de atletas.
Amanhã, a situação é parecida, teremos um gigante do Brasil, mas com pouquíssimos títulos internacionais.
O que pode acontecer em uma derrota do Corinthians amanhã no Pacaembu é publico e conhecido, isso foi feito muitas vezes. Como disse um amigo “a piada está na UTI”.
E se o Corinthians for campeão mesmo?
Há quem diga que isso, somado ao título do Chelsea e a foto do Maluf abraçando o Lula desencadearão um processo de extermínio da raça humana. Outros dizem que o mundo acaba mesmo em 21 de dezembro, com o tal do Apocalipse Zumbi, porque Corinthians campeão da Libertadores é o fim do mundo. No mundo real, o negócio é outro.
O tal do fantasma a Libertadores tende a ser exorcizado e a tendência é que o Corinthians se acostume a torneios internacionais, e com o tamanho da sua torcida comece a crescer mais ainda, inclusive internacionalmente. Vai ficar nas mãos da diretoria o uso do título, isso se o Boca deixar.
O gol do Koeman ajudou a criar um monstro de 975 milhões de dólares, e se o Corinthians ganhar amanhã? Nasce um novo monstro?






É uma perspectiva ousada, mas pertinente. Tal como o Brasil protagoniza a pauta econômica mundial recentemente, (e até por isso) o futebol brasileiro pode sair do ostracismo em breve. O vira-latismo tem sido enfrentado com a profissionalização dos clubes¹, a contratação de jogadores emblemáticos² e até com o adiamento de promessas deixarem o país³.
PARECE que o futebol brasileiro está em franco crescimento. Ao mesmo tempo que o Corinthians se profissionalizou e agora colhe os frutos do choque de gestão pós-Kia. O potencial do Corinthians como máquina de fazer dinheiro e fenômeno midiático é inquestionável. Basta fazer.
1. Inter é um grande exemplo
2. Forlan vem aí! Há menos de dois anos vieram Luis Fabiano e Liedson. E todos sabemos que a história com Adriano poderia ser diferente, se ele quisesse.
3. A lista só aumenta. Se antes Neymar e Ganso eram clichê, juntam-se a eles Lucas e Oscar.
Bela análise! Eu penso parecido.
Acho que hoje é o Brasil quem dá as cartas do futebol mundial. Com excessão dos times de milionários como City, PSG, Chelsea… está cada vez mais difícil vermos times do velho continente gastando fortunas para contratar jogadores estrangeiros.