Rapaz, essa foto dá água na boca, né? Quase esqueci do que ia falar. Aliás, nem era para eu estar aqui hoje, mas o Estiva estva muito ocupado arrumando cargas no Porto de Santos, treinando boxe, batendo carteiras, comprando novas próteses em promoção na Black Friday, enfim… Não poderíamos deixar passar o assunto da semana: o titulo do Galo na Copa do Brasil. Aliás, imagino que para os atleticanos seja “O título”, pois bater no maior rival numa final nacional deve ter sido muito especial.
Dêem uma olhada no conjunto de façanhas que esse título representa para o Galo:
- Impediu uma nova tríplice-coroa do Cruzeiro;
- É um título inédito para o Atlético;
- O Galo não vencia um Campeonato nacional há mais de 40 anos;
- Garantiu uma vaga na próxima Libertadores;
Não são poucos os motivos para comemorar, não é? A forma como a competição foi conquistada foi ainda mais emblemática, com direito a viradas e surras históricas em Corinthians e Flamengo nas quartas e semi finais, respectivamente.
Tudo isso após uma reconstrução. O time que foi derrotado pelo Raja Casablanca em 2013 perdeu o técnico Cuca. Chegou Paulo Autuori, que não pôs ordem na casa. O primeiro semestre do Galo foi sofrível, com direito a eliminação na Libertadores e perda do Estadual para o Cruzeiro. No lugar de Autuori, o maluco do Kalil aposta em Levir Culpi, treinador de trabalhos decentes nas décadas de 90 e 00, mas que desde 2007 não atuava no cenário nacional.
Os primeiros meses foram difíceis, mas não impediram o Galo de vencer a Recopa Sulamericana, frente ao Lanus. O elenco passou por grande reformulação depois disso. O grande astro, Ronaldinho deixou a equipe rumo ao futebol mexicano. Os contratos de Jô, André e Emerson Conceição foram suspensos por atos de indisciplina. Crisa à vista? Que nada!!!
Levir lança jóias da base como Carlos, Marion, Alex Silva e Dodô, e faz um segundo semestre irretocável, chegando a ameaçar os líderes do Campeonato Brasileiro, numa arrancada surpreendente. O título da Copa do Brasil premiou a força do Galo, que vem mostrando crescimento a cada ano, mas o lado azul de Belo Horizonte não estánecessariamente frustrado. O tetra nacional premia a organização e a manutenção de um elenco forte e vencedor. A grande verdade é que o futebol mineiro está dando um verdadeiro baile, no famoso eixo Rio-São Paulo, mesmo obtendo menores cotas de TV e patrocínio. Os grandes de São Paulo, aliás, encerram o ano de 2014 sem NENHUM título, já que o poderoso Ituano faturou o estadual.
Viva o queijo Minas, Viva o Pão de Queijo!






