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Análise

A luta recomeça, companheiro!

sindicato

Paulo André e Alex começaram um movimento, nesta semana pedindo mudanças no calendário do futebol brasileiro. Paulo André, na verdade já vinha a algum tempo ensaiando algumas reclamações sobre isso e sobre aspectos do comando da CBF. Como o Nóia diz, o Paulandré é um cara diferenciado, que morou na França, pinta quadros e lê Schoppenhauer, era amigo do Sócrates. Ele e o Willian, não faziam o estilo de zagueiros históricos do Corinthians como Gralak e Batata.

Alex também, no jeito dele, bateu algumas vezes na insanidade do calendário do Brasil, só comparado ao também pornográfico calendário inglês, que mesmo assim tem menos jogos que o nosso. O grande problema no calendário brasileiro é que não podem acontecer anos “atípicos”, leia-se de Copa do Mundo.

Aqui no Brasil além disso, temos as 27 federações, que organizam os eletrizantes e empolgantes Estaduais, com o dobro de clubes e o triplo de datas que poderiam ter para deixar minha frase acima com a metade do sarcasmo que eu usei.

O grupo de 75 jogadores de elite vão contra um calendário de 2014, que vai começar em 2013, no dia 29 de dezembro, com a reapresentação dos elencos, treinos durante o reveillon e o Estadual começando no início de janeiro, para dar férias de 15 dias aos atletas durante a Copa do Mundo para compensar. Mas querem discutir o calendário nos outros três anos típicos do futebol, o que é importante.

Discute-se a adequação ou não ao calendário europeu, que na verdade é mais mundial que europeu, uma vez que a maior parte dos torneios Apertura da América do Sul são jogados no segundo semestre. Há dúvidas sobre o fim ou redução dos estaduais, mas a briga é pesada e do outro lado temos os patrões, que no futebol são vários.

Os dirigentes dos clubes, muito provavelmente, não discordam tanto dos jogadores, na maioria, mas não tem coragem de dizer isso. Os patrões dos Clubes, as federações não querem seus interesses com o poder em risco, são obviamente contra. A patroa de todas, ela, a emissora é contra isso, já que trata o futebol como um produto da sua grade, e como o produto é dela, ela manda. A briga dos atletas é exatamente essa. Deveria ter seu sindicato junto, mas sindicato não havia, não há e agora pode haver, é só tentar se fazer representar.

A luta dos atletas vai ser longa, vai ser boa, que eles, os trabalhadores, vençam.

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