Itália bate a Turquia, é bicampeã mundial e unifica grandes títulos do vôlei.
Após vitórias nas Olimpíadas e na Liga das Nações, italianas faturam ouro que faltava sob o comando do experiente técnico Julio Velasco.
O Mundial feminino de vôlei consolidou o domínio da Itália no cenário internacional.
Neste domingo (7), a seleção europeia suou, mas derrotou a Turquia por 3 sets a 2, com parciais de 25/23, 13/25, 26/24, 19/25 e 15/8.
Com isso, chegou à trigésima sexta vitória consecutiva e se sagrou bicampeã mundial.
Assim, ainda unifica os principais títulos da modalidade, já que também é a atual vencedora das Olimpíadas e da Liga das Nações.
A Itália chegou ao Mundial como favorita, mas batalhou bastante na semifinal contra o Brasil, conquistando a vitória somente no tie-break, pela vantagem mínima de 15 a 13.
Na final, a vitória também veio de forma suada.
A maneira como os triunfos foram construídos mostraram fragilidades italianas, mas também resiliência e um poderio ofensivo que cresce em momentos decisivos.
O primeiro set foi bem equilibrado e terminou com a vitória da Itália por 25 a 23.
O ataque da Turquia mostrou eficiência, com sete pontos da oposta Vargas, mas erros acabaram pesando para o resultado final.
Foram 9 das turcas, contra apenas quatro das italianas, que tiveram a levantadora Orro caprichando na distribuição de bolas.
Sylla derrubou quatro bolas.
Ao contrário do primeiro, o segundo set foi todo da Turquia.
Em pouco tempo, o placar já apontava 10 a 2, e a virada italiana parecia praticamente impossível.
Vargas, Ergem e Karakurt quase não erraram no ataque, e o bloqueio turco também cresceu. Pela Itália, Antropova entrou no lugar de Egonu, mas pouco adiantou.
No fim, 25 a 13.
Mesmo com o duro revés, a Itália se recuperou rapidamente no terceiro set.
Egonu voltou, e, logo no início, a atual campeã olímpica já abriu vantagem.
Com um show de Vargas, a Turquia ainda saiu de um 21 a 24 para empatar a parcial.
Mas, no fim, a força de Egonu pesou para o triunfo italiano, por 26 a 24.
A oposta anotou 11 pontos no set.
A quarta parcial, assim como a segunda, foi inteira da Turquia.
Em um momento do set, a Itália até colocou suas duas opostas em quadra: Egonu e Antropova.
E de nada adiantou. Vitória turca por 25 a 19, com 7 pontos de Vargas e 4 pontos de Erdem.
O quinto set começou com a Turquia abrindo vantagem, e a Itália errando muitos ataques.
A entrada de Antropova na segunda metade da parcial mudou o rumo.
Bloqueou Vargas para o time abrir 9 a 7.
Com outros 3 tocos no fim, o time italiano fechou em 15 a 8 e soltou o grito de campeão.
Logo após a final entre Itália e Turquia, a Federação Internacional de Vôlei (FIVB) premiou as melhores atletas do Mundial.
Orro (Itália) foi eleita melhor levantadora e MVP da competição.
Gabi representou o Brasil na seleção.
De Gennaro (Itália) – líbero
Vargas (Turquia) – oposta
Orro (Itália) – levantadora e MVP
Gabi (Brasil) e Ishikawa (Japão) – ponteiras
Erdem (Turquia) e Danesi (Itália) – centrais
Comandante da seleção italiana feminina, o experiente Julio Velasco, de 73 anos, se tornou o primeiro técnico campeão do Mundial nos 2 naipes.
Ele já tinha conquistado títulos com a equipe masculina da Itália, em 1990 e 1994.
Eleita a melhor líbero do Mundial, Monica De Gennaro se despede da seleção italiana aos 38 anos.
A jogadora já tinha anunciado a decisão antes do campeonato e quer realizar o sonho da maternidade.
Curiosamente, ela é casada com Daniele Santarelli, técnico da equipe turca e adversário deste domingo (7).
Reportagem: Globoesporte.globo.com
Adaptação: Eduardo Oliveira
Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro





