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Análise

A “inocência” de um(a) gigante

Espanto, tristeza, indignação, perplexidade e decepção. Mas não é só isso. Não existem muitas palavras que consigam expressar o que significa o caso de doping de Maria Sharapova.
Não pra mim que sou fã incondicional de esporte, admiradora do tênis e por fim, e não menos importante, uma fã da russa que arrasta multidões. Mesmo com 23 anos não existe desculpa que me console. Quem gosta de esporte, involuntariamente cria ídolos e independentemente da idade, as nossas vidas e as dele se misturam e se interligam.

Foi por causa dela que despretensiosamente me apaixonei por esse esporte. Meio sem querer, num jogo da sessão noturna do US Open de 2006.

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Ela, que sempre esteve na mídia pelos bons resultados, pela beleza, pelas inúmeras campanhas publicitárias, agora é destaque por causa de doping. Sim, doping! Por mais incrível e inacreditável que seja. A palavra que nunca pensei que veria atrelada a Maria Sharapova, que lutou tanto para se tornar quem se tornou, que sofreu tanto para conseguir fazer do tênis uma profissão, que mesmo com dificuldades técnicas conseguiu vencer todos os Grand Slams por pelo menos uma vez.

Acredito muito na ‘inocência’ dela. Mas é inadmissível que alguém do nível dela, com um staff gigantesco tenha cometido uma infantilidade desse tamanho. E sim, ela tem que ser punida pelo erro, como qualquer atleta que use de substâncias proibidas. Dentro desse turbilhão de emoções, só me resta esperar o julgamento para ver os próximos capítulos dessa história.

E assim como destacou Serena Williams – uma lenda do tênis – é importante ressaltar a coragem e a sinceridade de Maria perante os fãs, imprensa e profissionais do esporte ao convocar uma coletiva e dar a cara a tapa. Isso só me faz acreditar que tudo isso não passa de um lapso de atenção aos pequenos detalhes. Que venham muitos outros torneios para Sharapova. Que seja apenas uma pequena marca na sua carreira.

Será difícil mas pra quem está acostumada a enfrentar um leão como Serena Williams numa quadra central lotada talvez seja um pouco mais fácil. Que a foto que ilustra essa matéria volte a ser a cena vista nos jornais e sites mundo afora.

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