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Como a infraestrutura mudou os rumos do esporte mundial.
Diferente do que muitos imaginam, instalações esportivas não são estruturas estáticas, na verdade, elas evoluem constantemente.
Luisa Rosa: Arquiteta, gestora executiva e consultora de infraestrutura esportiva com 16 anos de experiência no esporte global.
Primeira mulher Diretora de Infraestrutura da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) e atualmente consultora da FIFA (Federação Internaiconal das Associações de Futebol), já atuou em Rio 2016, Copa do Mundo Qatar 2022 e Los Angeles 2028.
A infraestrutura do esporte é mais complexa, diversa e presente no nosso dia a dia do que a maioria imagina.
O setor engloba todos os espaços onde o esporte acontece e é praticado, desde os grandes estádios olímpicos às academias de bairro.
Se trata de um dos segmentos mais estratégicos e em crescimento dentro da arquitetura, engenharia e da indústria esportiva.
Quando se fala em infraestrutura esportiva, é comum se pensar imediatamente em grandes estádios de futebol ou arenas construídas para os megaeventos, como os Jogos Olímpicos e a Copa do Mundo de Futebol da FIFA.
Mas a verdade é que esse mercado vai muito além dessa visão, ele é mais complexo, mais diverso e mais presente no nosso dia a dia do que a maioria imagina.
A infraestrutura esportiva engloba todos os espaços onde o esporte acontece e é praticado: dos grandes estádios olímpicos às academias de bairro, dos centros de treinamento de alta performance às quadras escolares, dos parques públicos às arenas e ginásios multiuso que recebem shows, eventos e competições internacionais.
Estamos falando de um dos setores mais estratégicos e em crescimento dentro da arquitetura, engenharia e indústria global do esporte.
Isso porque os investimentos no setor esportivo e de entretenimento nas últimas décadas só vêm crescendo, e a experiência oferecida ao espectador vem se diversificando em uma curva de crescimento ascendente.
A infraestrutura esportiva se organiza em quatro grandes setores: as instalações de competição (venues esportivas até autódromos), os espaços dedicados a treinamento e performance (profissional, amadora ou fitness), as instalações esportivas educacionais (escolas, universidades, ensino da modalidade esportiva) e a infraestrutura esportiva de lazer.
Todos os ambientes e espaços, o que chamamos no mercado de instalações dessas diferentes tipologias, fazem parte do mercado de infraestrutura esportiva.
O estúdio de pilates, a quadra de pickleball, o estádio do seu time, o ginásio da sua cidade, o clube do seu bairro, a academia do seu edifício, assim como as quadras da escola dos seus filhos ou do parque que você frequenta nos finais de semana.
O mercado global de instalações esportivas vem crescendo de forma acelerada nos últimos anos, impulsionado pela expansão da indústria do esporte, turismo esportivo, entretenimento e bem-estar. Estudos de mercado estimam que o setor global de “sports facilities” possa ultrapassar US$ 1 trilhão de dólares na próxima década.
Dentro deste setor, há uma vertente que também vem recebendo grandes investimentos: o mercado de “smart stadiums”, que envolve arenas tecnologicamente integradas com conectividade, IoT, experiência digital e automação.
Segundo relatórios do setor, esse mercado deve praticamente dobrar até 2030.
O pipeline global de projetos de estádios e arenas em andamento já ultrapassa US$ 190 bilhões de dólares em desenvolvimento ao redor do mundo.
Diferente do que muitos imaginam, instalações esportivas não são estruturas estáticas, que após serem inauguradas irão permanecer daquela maneira por décadas.
Elas evoluem constantemente.
O ciclo de atualização encurtou de forma significativa: hoje, uma instalação dificilmente passa uma década inteira sem passar por reformas, modernizações ou expansões relevantes.
Mudanças nas regras esportivas, novas exigências de transmissão de televisão, avanços tecnológicos, padrões de conforto, segurança, sustentabilidade e experiência do público fazem com que arenas, centros de treinamento e estádios precisem passar por modernizações frequentes.
Hoje, um estádio não é mais apenas um local para assistir a um jogo.
Ele precisa funcionar como plataforma de entretenimento, experiência, hospitalidade e geração de receita durante os 365 dias do ano para os proprietários.
Somente assim o investimento financeiro em grandes instalações, que é altíssimo, se paga e se sustenta.
Mais do que concreto, cobertura ou arquibancadas, infraestrutura esportiva é sobre criar espaços capazes de transformar cidades: desenvolvem atletas, promovem a saúde da população e contribuem para a redução dos custos de serviços médicos, ao mesmo tempo em que geram pertencimento e ampliam o acesso ao esporte.
O Brasil, com sua paixão histórica pelo futebol e uma agenda crescente de eventos internacionais, está diretamente inserido nesse movimento global.
Novos projetos, reformas de arenas e a expansão de instalações esportivas em diferentes modalidades colocam o país em uma posição relevante dentro desse mercado que só cresce.
Porque antes de existir o espetáculo, existe a infraestrutura que torna o esporte possível.
Reportagem: M
Adaptação: Eduardo Oliveira
Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro