Ontem, o Tigres recebeu o River Plate na partida de ida da final da Libertadores e ficou no empate sem gols. Mesmo tendo a segunda melhor campanha de toda a Libertadores, o regulamento esdrúxulo da Conmebol obriga os times mexicanos a jogarem fora a decisão independente da campanha. Só os tequilas, porque são ‘convidados’.
E por que convida então? Ah, para qualificar uma competição que tem times venezuelanos, peruanos, bolivianos. Enfim, a discussão não é essa. Foi o que aconteceu. O Tigres novamente jogou em casa e não foi bem contra o River, assim como na primeira fase. Os times se enfrentaram na primeira fase e empataram no México e na Argentina.
Não sei bem o que aconteceu com o River, mas parece uma mistura de Palmeiras da década de 1970 com Corinthians dessa década. Eles assumira o apelido Galinha, assim como o Palmeiras fez com o Porco, e caíram e subiram da segunda divisão muito mais fortes do que antes, assim como fez o Corinthians.
Não é que o Tigres tenha virado um gatinho, até jogou bem, pressionou, meteu bola na trave, mas o River está acostumado com esse negócio de Libertadores. É meio complicado ganhar essa competição. Jogaram muito bem fora de casa, não correram muitos riscos e a defesa estava extremamente segura.
O River tem dois canecos, acho que terá o terceiro. Decidir contra time argentino é sempre difícil e não sei bem como os mexicanos lidam com pressão de verdade, pressão do Monumental lotado, pressão de final de Libertadores, pressão de time argentino.
Além disso, o time é bom. Tem o Sanchez no meio, um dos melhores dessa Libertadores, Mora no ataque, Barovero no gol, Viudez, e Kranevitier e Ponzio com suas caixas de ferramenta sempre à disposição. Além disso se reforçou com ídolos experientes: Aimar, Lucho, Saviola…
Não dá para cravar River campeão, até porque o Tigres já provou que é bom, se reforçou com jogadores de qualidade e é final. Mas, se tivesse que apostar meu dinheiro, eu colocaria na terceira Libertadores das galinhas. Festa no galinheiro.





