No Dia do Árbitro, Fernando Henz comenta sobre os desafios da modalidade e a retomada das atividades oficiais do futsal.
Num país onde a bola é um dos primeiros brinquedos a ser apresentado às crianças, se tornar jogador é sonho comum entre milhares de meninos e meninas espalhados pelo Brasil.
Uma minoria, entretanto, acaba optando por ser aliado do apito e dos cartões.
A missão foi aceita por Fernando Luiz Henz (39), um lajeadense que se tornou um dos principais árbitros do futsal brasileiro e figurou entre os aspirantes ao escudo FIFA.
Ainda, de 2012 a 2018, fez parte do quadro da CBFS (Confederação Brasileira de Futsal, também conhecida como Confederação Brasileira de Futebol de Salão).
Atualmente no quadro nacional da Associação Brasileira de Ligas de Futsal, o árbitro esteve na primeira escala oficial do salonismo gaúcho neste período pandêmico, em partida válida pela Superliga Gaúcha, ocorrida em 29 de agosto, entre Atlântico de Erechim e Guarany de Espumoso.
Henz dedica-se a arbitragem há cerca de 15 anos e vive, em 2020, o momento mais desafiador da categoria nas últimas décadas, devido à pandemia do novo coronavírus e também pelas alterações na regra do jogo.
Hoje, 11, na passagem do dia árbitro, ele comentou sobre os desafios e como surgiu sua aptidão pela modalidade.
O Informativo do Vale: Como surgiu o interesse em trabalhar com arbitragem?
Fernando Henz: Cursava Educação Física e em 2003 fiz o primeiro curso para ter horas complementares.
Em 2005, tive a oportunidade de fazer o curso da Federação Gaúcha e tomei gosto pela atividade.
O Informativo: Você comandou o primeiro jogo oficial da retomada do futsal gaúcho. Como foi essa experiência?
Henz: Foi muito gratificante, pois todos estavam muito ansiosos pela volta.
Essa longa parada mexeu com o psicológico de todos os envolvidos, sejam árbitros, atletas e dirigentes.
Ter oportunidade de trabalhar na final da Superliga Gaúcha foi uma grande oportunidade proporcionada pela Liga Gaúcha de Futsal.
O Informativo: O futsal recebeu alterações bastantes significantes na regra do jogo.
Na prática, essas mudanças serão sentidas de que maneira?
Henz: O início sempre é difícil, pois requer um tempo de adaptação de todos os envolvidos.
O importante é a arbitragem se adaptar o mais rápido possível, assim como os atletas, pois a maioria das mudanças vêm para tornar a modalidade mais dinâmica.
O Informativo: Ainda sobre o retorno, o que muda em relação a ausência do torcedor?
Henz: O jogo com torcida presente é muito mais emocionante, com o ginásio vazio a gente escuta tudo o que está acontecendo dentro do jogo. Jogo com torcida tem muito mais adrenalina.
O Informativo: Qual os principais desafios encarados pela classe?
Henz: Hoje as pessoas compreendem que a figura do árbitro é importante e não mera necessidade no esporte.
Evidente que todo início é difícil.
Conseguir seu espaço e adquirir o respeito de atletas e treinadores é o principal desafio.
O Informativo: O que a arbitragem representa para você?
Henz: Estamos passando pela pior fase já vivida, mas é uma fase.
A arbitragem me proporcionou muitas coisas maravilhosas, como conhecer cidades e ginásios, considerados templos do futsal, além do mais importante que são os amigos.
Não me arrependo de ter ingressado nessa modalidade, que é a mais praticada no Brasil.
Reportagem: Informativo.com.br
Adaptação: Eduardo Oliveira
Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro





