PARATLETISMO. BRASIL. 13 MEDALHAS DE OURO. UZBEQUISTÃO.

Momento histórico do Brasil!!!

Vale pontuação para o Mundial de Atletismo Paralímpico de 2027.

Brasil estreia no Uzbequistão com 13 ouros e marca inédita no paratletismo.

Delegação nacional sobe ao pódio 19 vezes na estreia em Tashkent e vê Wanna Brito alcançar marca continental no lançamento de club.

O Brasil teve uma grande estreia no Uzbekistan Para Athletics Open Championships 2026, realizado na cidade de Tashkent.

Na abertura das disputas nesta segunda-feira (2), a delegação somou 19 medalhas, sendo 13 medalhas de ouro e 6 medalhas de prata, com destaque para Wanna Brito, que estabeleceu a melhor marca continental no lançamento de club.

Competindo pela classe F32 (atletas com paralisia cerebral), Wanna Brito arremessou a 29,41 metros no lançamento de club.

A distância coloca a brasileira na segunda posição do ranking mundial, atrás somente da polonesa Roza Kozakowska, com 30,00m.

A marca, contudo, não entrará para as estatísticas como recorde das Américas, visto que o torneio em Tashkent não atende a todos os critérios da World Para Athletics para oficialização.

Com isso, o recorde vigente permanece em 28,98m, registrado pela própria Wanna em 2025, em São Paulo.

O evento funciona como o principal teste para o Campeonato Mundial de Paratletismo de 2027, agendado para as datas de 19 de junho a 27 de junho do ano, no Estádio da Cidade Olímpica de Tashkent.

A competição segue até a próxima quarta-feira (4).

Domínio brasileiro nas provas de campo: A prova de lançamento de club da classe F32 contou com dobradinha brasileira no pódio.

A paulista Giovanna Boscolo ficou com a medalha de prata ao cravar 26,35 metros, enquanto a anfitriã Maxliyo Akramova garantiu o bronze, com 22,98 metros.

Wanna Brito e Giovanna Boscolo repetiram a dobradinha no arremesso de peso F32. Wanna assegurou o topo do pódio com a marca de 8,33 metros, seguida por Giovanna, prata com 5,74 metros.

A uzbeque Farangizbonu Yoldasheva fechou em terceiro lugar, registrando 4,62 metros.

O primeiro ouro do dia veio com Alessandro da Silva no arremesso de peso da classe F11 (para atletas cegos), alcançando a marca de 10,61 metros.

No campo sentado, os paulistas Beth Gomes (classe F53) e Thiago Paulino (classe F57) também garantiram medalhas de ouro no arremesso de peso, com registros oficiais ainda sob confirmação.

100 metros T37 masculino: Ricardo Mendonça venceu ao anotar 11s16, repetindo o tempo que lhe rendeu o ouro mundial em Nova Déli. Christian Gabriel completou a dobradinha com a prata (11s21), à frente do uzbeque Sodik Mamadiev, medalha de bronze.

100 metros T13 masculino: Fabrício Perestrello garantiu a medalha ouro com 11s25, superando Botir Muxamedov, do Uzbequistão (11s82), e o polonês Pawel Pancewicz (12s01).

100 metros T45/46/47 feminino: Maria Clara Augusto dominou a disputa e levou o ouro com a marca de 12s46.

A polonesa Antonina Graca ficou com a prata (13s01) e a uzbeque Mexriniso Obidova com o bronze (15s54).

100 metros T45/46/47 masculino: Thomaz Ruan cruzou em primeiro lugar com o tempo de 10s86, batendo o anfitrião Omadbek Khasanov (11s14) e o polonês Michal Derus (11s19).

100 metros T42/44/63/64 masculino: Matheus de Lima venceu na marca de 11s34, superando o norte-americano Desmond Jackson (12s89) e o dinamarquês Daniel Wagner Jorgensen (13s14).

100 metros T12 feminino: Clara Daniele assegurou mais uma vitória ao cravar 12s29, deixando a atleta da casa Khusniya Olimijonova em segundo, com 12s80.

100 metros T36 feminino: Veronica Hipólito conquistou a prata com a marca de 14s52, melhorando os 14s77 que lhe renderam o bronze no Mundial de 2025.

Ela ficou atrás apenas da chinesa Shi Yiting (14s29).

100 metros T12 masculino: Kesley Josué Pereira Teodoro foi medalhista de prata com 11s02, em chegada vencida pelo norte-americano Noah Malone (10s97).

Dobradinha e mais dois ouros nos 5.000 metros: A programação na pista foi concluída com vitórias nas provas de fundo.

Nos 5.000 metros da classe T11 (deficiência visual), o Brasil emplacou os 2 primeiros lugares.

Yeltsin Jacques foi ouro com o tempo de 15min31s90, enquanto Júlio Cesar Agripino faturou a prata em 15min37s06.

Pelos 5.000 metros T12 e T13, o gaúcho Jean Oliveira da Silva cruzou a linha de chegada na ponta com a marca de 14min32s92 para levar o ouro.

O pódio foi completado pelo norte-americano Noah Scherf, prata em 16min06s49, e pelo atleta da casa Olimov Nishonboy, bronze com 17min12s73.

Reportagem: Olimpiadatododia.com.br

Adaptação: Eduardo Oliveira

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro