MUNDIAL DE GINÁSTICA. REBECA ANDRADE. DÉCIMA MEDALHA. GINÁSTICA ARTÍSTICA, SALTO.

Tricampeã mundial

No alto do pódio, Rebeca fez história em Roterdã.

Rebeca Andrade é tricampeã do salto e conquista décima medalha em Mundiais de ginástica.

Campeã olímpica recoloca o Brasil no pódio e se torna a primeira brasileira a faturar três ouros em uma mesma prova do Mundial de ginástica artística.

Rebeca Andrade voltou ao topo do pódio do Mundial de ginástica artística. 

Sob o olhar de Simone Biles em Roterdã, a campeã olímpica brilhou na final do salto com dois voos quase perfeitos para conquistar o tricampeonato mundial do aparelho. 

Neste sábado (24), a ginasta de 27 anos recolocou o Brasil no pódio de um Mundial e conquistou sua décima medalha na competição para somar às 6 condecorações olímpicas.

Os canais sportv transmitem ao vivo as finais do Mundial de ginástica artística.

Rebeca se tornou a segunda tricampeã mundial do salto da história. 

Apenas a chinesa Cheng Fei havia alcançado esse feito, algo que nem Simone Biles conseguiu, bicampeã mundial do salto.

A ginasta de 27 anos também se tornou a primeira brasileira tricampeã mundial, apenas Diego Hypolito no solo e a própria Rebeca no salto tinham 2 títulos de uma mesma prova.

Dona de seis medalhas olímpicas (2 medalhas de ouro), Rebeca chegou a 10 medalhas em Mundiais, sendo 4 medalhas de ouro, além dos 3 títulos do salto, foi campeã do individual geral em 2022. 

Contando apenas provas individuais, a brasileira entrou para o top-10 da história no quadro de medalhas, empatada com a soviética Yelena Shushunova na nona posição. 

Rebeca tem um lugar no hall de lendas da ginástica artística.

Sob o olhar de Simone Biles: Ginasta mais condecorada da história com 30 medalhas em Mundiais e 11 em Olimpíadas, Simone Biles foi convidada de honra do Mundial de Roterdã. 

A americana de 29 anos não compete desde os Jogos de Paris. 

Não confirmou seu retorno à ginástica, mas também não descartou competir em Los Angeles em 2028. 

Os Estados Unidos garantiram a classificação da equipe feminina com a prata na Holanda.

A final: Bronze nas Olimpíadas de Tóquio e maior concorrente de Rebeca, Yeo Seojeong abriu a disputa com um ótimo primeiro voo para 14,600 (5,4 de dificuldade), a maior nota em um único salto neste Mundial. 

Só que a sul-coreana não conseguiu altura no Yurchenko com dupla pirueta (DTY) e sofreu a queda, derrubando a média para 13,716.

Atual vice-campeã pan-americana do salto, a canadense Lia-Monica Fontaine acertou o DTY e o Lopez, só teve saltos grandes nas chegadas e ficou com média 14,083. 

Campeã do individual geral no Mundial de Roterdã, a americana Skye Blakely fez os mesmos saltos que Lia-Monica com execução ligeiramente melhor: média 14,166. 

A britânica Abigail Martin também apresentou a dobradinha DTY e Lopez, com mais falhas de execução: média 13,716. 

A canadense Ellie Black apresentou saltos muito bem executados, mas com menor dificuldade e conseguiu média de 13,966.

Chegada a vez da campeã olímpica, Rebeca foi perfeita no DTY repetindo os 14,400 da classificatória e da final por equipes, só teve um pequeno passo na chegada. 

A brasileira também fez um Lopez muito bem executado, apenas com um pequeno passo na aterrissagem para 14,133. 

Com os 0,2 de bonificação, ela ficou com média 14,466 para assumir a liderança e já garantir o pódio.

Reportagem: Globoesporte.globo.com

Adaptação: Eduardo Oliveira

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro