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Indústria da mídia

Fortalecimento e transformação das marcas.

Kings League Brazil mira expansão nacional e maior maturidade do negócio.

Em entrevista exclusiva ao MKTEsportivo, Anadege Freitas, nova diretora-geral da competição no país, detalha prioridades para fortalecer a operação, ampliar a audiência e aprofundar a relação com presidentes

A Kings League Brazil inicia uma nova etapa de desenvolvimento com o objetivo de transformar o crescimento de sua audiência em uma operação comercial mais estruturada.

Recém-chegada ao comando da competição no país, Anadege Freitas pretende concentrar sua atuação na expansão regional, na sustentabilidade do negócio e no fortalecimento das relações com os times e seus presidentes.

Em entrevista exclusiva ao MKTEsportivo, a executiva apresentou as prioridades de sua gestão e explicou como pretende utilizar a experiência acumulada em empresas de tecnologia e entretenimento para desenvolver a Kings League no mercado brasileiro.

Entre os principais pontos está a necessidade de preservar a capacidade de inovação da competição enquanto a estrutura empresarial avança para um novo estágio.

Anunciada em setembro como diretora-geral da Kings League Brazil, Anadege possui mais de 20 anos de experiência profissional, com passagens por Amazon/Twitch, Activision Blizzard, Nintendo e Paramount Pictures.

Sua trajetória inclui atuação em negócios relacionados ao consumo de conteúdo, entretenimento digital e relacionamento com comunidades, áreas diretamente ligadas ao formato desenvolvido pela Kings League.

A executiva chega à organização em um momento no qual a competição procura ampliar suas oportunidades comerciais e consolidar uma operação capaz de sustentar o crescimento de audiência e engajamento registrado desde sua chegada ao Brasil.

Expansão regional e sustentabilidade do negócio: A ampliação da presença da Kings League fora dos principais centros de consumo esportivo aparece entre as prioridades identificadas por Anadege.

Segundo a diretora-geral, a competição já observa uma expansão de audiência para outras regiões brasileiras, especialmente no Nordeste, movimento que abre novas possibilidades de desenvolvimento comercial.

A executiva considera que o próximo estágio dependerá da capacidade de transformar essa presença em uma estrutura de negócios consistente, mantendo o engajamento do público e criando condições para o crescimento da operação.

“O Brasil é um dos maiores mercados do mundo para a Kings League. A gente tem expandido muito a nossa audiência fora do eixo São Paulo-Rio. Vamos um crescimento no Nordeste, então essa fórmula de sucesso tem se provado cada vez mais. O nosso grande desafio, principalmente no meu papel aqui, é como continuar essa expansão dentro do Brasil em audiência e engajamento, mas muito mais também na questão de sustentabilidade e da solidez do negócio aqui no Brasil. Tem muitas oportunidades e esse é o próximo passo: a maturidade do negócio”, disse Anadege.

A declaração coloca a consolidação empresarial no centro das prioridades da nova gestão.

A expansão geográfica representa uma oportunidade para desenvolver o relacionamento com diferentes públicos e mercados, enquanto a sustentabilidade mencionada pela executiva envolve a construção de uma operação capaz de manter sua trajetória de crescimento.

Experiência em tecnologia e entretenimento: A trajetória profissional da nova diretora-geral está ligada a empresas que desenvolveram negócios a partir da relação direta entre conteúdo e audiência.

Na Twitch, por exemplo, a participação do público nas transmissões integra a experiência oferecida pela plataforma, característica que também aparece na dinâmica da Kings League.

Anadege identifica nessa experiência uma conexão com o funcionamento da competição, especialmente pela presença dos presidentes das equipes, que participam da produção de conteúdo e mantêm relacionamento com suas próprias comunidades.

“Entretenimento e tecnologia tem tudo a ver com a Kings League, além da construção de comunidades, que é algo que vivi muito na época de outras empresas como Twitch, Amazon e Activision Blizzard também. A comunidade fazendo parte do conteúdo, não somente assistindo, e construindo junto com o presidente as suas transmissões, é uma coisa essencial. Para mim, a construção de comunidade unindo entretenimento com tecnologia é uma das fontes de sucesso que posso contribuir”, detalhou.

A executiva relaciona sua experiência anterior à possibilidade de ampliar a participação dos torcedores no ambiente da Kings League.

Nesse formato, a audiência acompanha as partidas e também participa das interações desenvolvidas pelos presidentes, equipes e criadores envolvidos na competição.

Outro aspecto destacado por Anadege é a velocidade com que a Kings League desenvolve e adapta seus formatos.

A diretora-geral afirma ter encontrado uma organização com capacidade de realizar mudanças rápidas, característica que associa ao perfil de uma audiência jovem e habituada a consumir diferentes experiências de entretenimento.

Para a executiva, essa dinâmica está presente desde a criação da competição, que surgiu com a proposta de incorporar elementos de inovação à estrutura tradicional do futebol.

“Uma das coisas que mais me impressionou é ser uma empresa extremamente ágil. Acho que a Kings League, exatamente pela natureza que ela tem de ter nascido da inovação e pensando em como inovar o futebol, já tem essa essência de testar caminhos diferentes e trazer as comunidades para dentro desse mundo, o que exige mudanças rápidas e adaptação. Pra mim é uma surpresa muito bacana, porque basicamente essa audiência jovem espera isso: ela não quer as mesmas coisas sempre, ela muda rapidamente, e a Kings League é exatamente isso.”

A capacidade de adaptação mencionada por Anadege também influencia a maneira como a liga organiza suas experiências e desenvolve novos formatos de conteúdo.

Ao assumir a direção da operação brasileira, a executiva passa a trabalhar com a necessidade de conciliar essa velocidade de execução com os processos de estruturação comercial e administrativa previstos para a próxima fase do negócio.

Presidentes e equipes na construção da próxima fase: A relação com os presidentes das equipes também terá espaço na atuação da nova diretora-geral.

Na Kings League, esses participantes exercem funções que ultrapassam a representação esportiva dos times, com presença nas transmissões, na produção de conteúdo e no relacionamento com as comunidades.

Anadege pretende aprofundar a colaboração entre a organização da competição e os representantes das equipes, envolvendo-os nas decisões relacionadas ao desenvolvimento do produto esportivo e à experiência oferecida aos torcedores.

“Eles [os presidentes] são parte fundamental do nosso ecossistema. Estamos construindo cada vez mais, principalmente com essa nova fase de maturidade da Kings League no negócio, uma relação mais próxima com os times e presidentes. Hoje essa relação vai muito além somente de ouvi-los: é de construção em conjunto, a quatro mãos. Os presidentes não têm somente voz em termos de falar as posições, mas em construir junto com a gente esse novo momento da Kings League, trazendo inovações no desenvolvimento dos times e dos atletas, e na competição esportiva e experiência dos fãs. É nisso que a gente vai trabalhar nos próximos meses: uma construção em conjunto”, finalizou.

Reportagem: Mktesportivo.com

Adaptação: Eduardo Oliveira

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro