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Primeiramente, peço desculpas pelo título óbvio. Em segundo lugar, peço perdão pelas imagens que verão a seguir. Em terceiro lugar, começarei meu texto sobre aquilo que promete ser a nova novela do futebol brasileiro, após o fim da trama “Para onde vai Paolo Guerrero?”. Dessa vez, queremos quem vai levar (vai mesmo?) Alexandre Pato, que entrou com uma ação na justiça, cobrando Corinthians e São Paulo por atrasos no pagamento dos direitos de imagem.

Segundo o Professor Ari Riboldi, há pelo menos duas origens para a expressão “Pagar o Pato”. A primeira conta que a expressão pode ter se originado em uma história do século XV. Um camponês passou em frente à casa de uma mulher casada, com um pato na mão. A mulher ficou interessada em ter o pato, e propôs ao camponês pagá-lo com favores sexuais. Mas o homem queria prolongar o ato, enquanto a mulher achava que já tinham feito sexo o suficiente para o que julgava valer o animal. A partir disso, começou uma discussão e, em meio ao debate, chegou o marido da mulher, e quis saber porque eles discutiam. A mulher então explicou que a desavença era em função do dinheiro que faltava para chegar ao valor desejado pelo camponês. O marido deu o dinheiro. E, literalmente, pagou o pato.
A outra versão, bem menos legal, aponta que, numa brincadeira antiga, um pato era amarrado a um poste. Os participantes deviam correr até o poste e cortar as amarras que prendiam o animal de um só golpe. Quem não conseguisse deveria pagar o pato.
Depois desse show de referência bibliográfica e de cultura, vamos ao que interessa. Alexandre Pato entrou na Justiça para livrar-se do contrato com o Corinthians, clube que detém seus direitos federativos, alegando atrasos nos direitos de imagem (que representam boa parte do salário total), e falta do recolhimento correto do FGTS. Houve também uma ação contra o São Paulo, seu clube atual, cobrando o valor de R$300 mil por atrasos de pagamentos.
Segundo o presidente Carlos Miguel Aidar, o Tricolor quitou esse débito, e está tranquilo em relação à ação movida pelo atacante. Mais do que isso, o mandatário defendeu a postura do atacante dizendo que o mesmo não tinha alternativa.
Estima-se que o salário do jogador gire em torno de 800 mil picanhas reais por mês, sendo que metade seria paga pelo Corinthians, e a outra metade pelo São Paulo Futebol Clube. Esse valor inclui o salário em carteira (CLT) e os tais direitos de imagem.
Não me lembro de notícias sobre jogadores obrigando clubes a pagarem salários astronômicos. Os dirigentes, sobretudo do Corinthians, que foram buscá-lo em baixa no também decadente Milan pela bagatela de R$40 milhões, mais o salário destacado acima. Alexandre Pato está correto de buscar seus direitos. Quem o critica por ser mercenário, amar dinheiro e tudo mais, deveria fazer uma análise de como agiria se ficasse um mês sem receber, seja lá por qual motivo. A questão não é se ele ganha muito ou não. A questão é: comprou, pague!
Vale lembrar também, que o atacante não acionou a justiça desportiva, que, de acordo com o novo regulamento, poderia penalizar os clubes envolvidos com perda de pontos no Campeonato Brasileiro.
Há quem diga que a ação foi motivada por propostas de outros clubes, que o levariam, se o mesmo conseguisse uma liberação na justiça. Dessa forma, a equipe que o contratasse, pagaria “apenas” os salários do atleta. Muito tem se falado em futebol europeu, especialmente a Itália, onde Pato criou um vínculo muito grande por conta de sua passagem pelo Milan. Entretanto, há uma certa tensão no clube do Morumbi, pois completando o 7º jogo, na semana que vem, Pato não poderia atuar por outro time brasileiro na temporada.
Quem vai pagar para ter o Pato?