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Pra quem gosta de futebol (ainda não sei como alguém pode não gostar), o dia 05/11/2014 certamente ficará guardado na memória por um bom tempo. Foi daqueles dias em que diversas emoções tomaram conta dos torcedores, estando eles envolvidos nos jogos ou não. O esporte bretão começou a rolar cedo, com a Champions League, mas o dia foi tão louco, que este que vos escreve, estava ocupado demais com seu West Ham no FIFA 15. Janela de transferências é coisa séria no videogame, por isso precisei assistir os compactos e melhores lances da UCL. Mas acho que não querem saber quem contratei, né?

Então vamos lá. Lembram que Cristiano Ronaldo estava a um gol de igualar a marca de Raul, como maior artilheiro da história da competição europeia? Pois bem. Teve um baixinho aí que já o ultrapassou. Messi, a unanimidade do Esquema de Jogo (procede, André?), marcou os dois gols da vitória do Barça sobre o Ajax na Bob Marley Arena e igualou o feito do ídolo do Real Madrid. Tá bom, eu sei que o CR7 vai marcar uma porrada de gols ainda. Esses dois vão protagonizar uma disputa espetacular com a quebra desse recorde por muitos anos ainda. Mais um pouco de pimenta nessa grande rivalidade entre Real e Barça, CR7 e Messi, Dedé (salve, guerreiro!) e eu. Sorte de quem pode conferir.
A Champions teve também as classificações antecipadas de Barça, PSG, Bayern (que bateu na Roma de novo. Chupa, Danilo) e Porto. O Shakthar, do artilheiro da competição, Luiz Adriano, ainda precisa de uma vitória para garantir classificação.
Pela Série B da Libertadores Copa Sulamericana, o São Paulo sofreu uma incrível pressão do fraco Emelec, no Equador. O roteiro com tons de drama do jogo de ida não foi o bastante para o confronto, que reservava doses cavalares de tensão para brasileiros e equatorianos. No primeiro lance da partida, o Emelec se aproveitou de uma zaga desatenta e abriu o placar com Bolaños. Aí o caldeirão estava formado. Muita correria pra cima de um São Paulo que vem de uma maratona de jogos e viagens que desgastaria até o mais resistentes. Ainda assim, no primeiro tempo o São Paulo soube pôr a bola no chão e cadenciar o jogo. Alan Kardec e Ganso viraram o jogo para o Tricolor, que foi em vantagem para o intervalo. Mais que isso, havia igualado os gols fora de casa marcados pelo Emelec. Tranquilo? Claro que não. Veio o segundo tempo e os donos da casa tentaram prevalecer às custas da deficiência física do time brasileiro. E deu certo. Uma pressão insana do primeiro ao último minuto resultou em dois pênaltis, que foram convertidos pelo encapetado Roberto Bolaños, que adquiriu o direito de pedir Julio Jaramillo no Fantástico. Sim, pesquisei “cantor equatoriano” no google. No fim, entre isoladas, bolas na trave e muita sorte, o São Paulo segurou o 3 a 2 e passou à semifinal para encarar o Atlético Nacional, da Colômbia.

Resumir o que aconteceu pela Copa do Brasil é bem mais complicado. Aquilo foi irresumível, se é que existe essa palavra. O Santos recebeu o Cruzeiro na Vila Belmiro após perder de apenas 1 a 0 no Mineirão. Apesar de não ter marcado fora de casa, a missão não era impossível. Com apenas um minuto de jogo, Robinho abriu o placar para o alvinegro praiano, mas Marcelo Moreno empatou 7 minutos depois. Em uma jogada confusa, o Santos teve um pênalti convertido por Gabigol, no fim da primeira etapa. Aos 13 do segunto tempo RibeRildo fez o gol que classificaria o Santos. Eis que faltando dez minutos para acabar a partida, Willian – que segundo o Danilo é comparável ao Van Basten – foi o herói cruzeirense que manteve vivo o sonho de uma nova tríplice coroa. O atacante marcou também aos 50 minutos, para agonia dos santistas.

No Mineirão, mais um show de gritos “EU ACREDITO”. E os atleticanos têm motivo para acreditar tanto. Nunca vi algo parecido com esse time, que desde o ano passado reverte resultados que são irreversíveis. Como se não bastasse reverter um placar de 2 0, contra dois grandes clubes, o Galo parece que faz questão de levar o primeiro gol, só pra deixar tudo com um sabor especial. Lembram do que aconteceu com o Corinthians no Mineirão? Pois bem. Aconteceu a mesma coisa com o Flamengo (chupa, Roberto). A grande verdade é que o Atlético esmagou o time do Pofexô Luxa desde o começo. 4 a 1 ficou MUITO barato quando analisamos a quantidade de chances criadas. Mesmo após dispensar três jogadores, o Galo manteve seu espírito de superação e Carlos, Maicosuel, Dátolo (que está jogando muito) e Luan, o Tupanzinho do Galo garantiram o time na final da Copa do Brasil. Ah, importante mencionar que o treinador é Levir Culpi. Sim, o cara que estava há anos afastado do futebol. Isso me leva a crer que essa mística atleticana não tem nada a ver com o comandante, e sim com a camisa, afinal o azarado Cuca também se consagrou em BH. Épico!
Teremos o maior Cruzeiro x Atlético da história. Uma final espetacular, que esfrega mais um “chupa” na cara de quem pensa que o melhor futebol do país está no eixo Rio-São Paulo. Façam suas apostas, chamem seus amigos, comprem a cerveja, mas o mais importante de tudo: recuperem-se dessa overdose de adrenalina que essa quarta-feira, 05/11 nos proporcionou.