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FPF (Federação Paulista de Futebol) priorizará jogos de seis times com calendários apertados para convencer MP a liberar Paulistão.
Federação tenta autorização para realizar jogos durante fase emergencial decretada em São Paulo.
Para tentar convencer o Ministério Público a apoiar a liberação de partidas do Campeonato Paulista no estado de São Paulo, a Federação Paulista de Futebol vai sugerir que apenas alguns jogos, aqueles que envolvam equipes com calendários mais apertados, sejam disputados até o dia 11 de abril, quando se encerra o atual período de fase emergencial.
A preocupação é com Corinthians, Palmeiras, Santos, São Paulo, Ponte Preta e Red Bull Bragantino, que disputam outros campeonatos além do Paulistão.
Desses, o Palmeiras é quem gera mais apreensão.
Campeão da Copa do Brasil e da Taça Libertadores da América, o time disputará a Recopa Sul-Americana contra o Defensa y Justicia, em jogos de ida e volta, e a Supercopa do Brasil contra o Flamengo, em Brasília.
Os duelos contra os argentinos estão marcados para os dias 7 de abril, no país vizinho, e 14 de abril, em São Paulo.
No meio, dia 11 de abril, joga a Supercopa no Distrito Federal.
O Palmeiras já tinha um jogo a menos no Paulista por ter jogado a final da Copa do Brasil de 2020 no começo desse mês.
Para se igualar aos outros times no número de jogos, enfrentou o São Bento em Volta Redonda, no Rio de Janeiro, na semana passada.
Atualmente, a maioria dos times do Paulista disputou quatro jogos.
As exceções são Corinthians e Mirassol, que também se enfrentaram na semana passada no interior do Rio e têm cinco jogos feitos.
A FPF aproveitou a brecha para adiantar uma rodada, tentou o fazer o mesmo com Ponte Preta-SP X Santos-SP, que chegou a ser agendado para São Januário, mas acabou vetado pela prefeitura do Rio de Janeiro.
Por causa desse estrangulamento no calendário, a necessidade de voltar a procurar cidades fora de São Paulo que aceitem receber jogos do Paulista ainda não descartada.
Há grande dificuldade em encontrar esses locais, mas é uma opção ainda considerada caso o Ministério Público mantenha a posição de recomendar a suspensão das partidas.
Por outro lado, a possibilidade de acionar a Justiça para forçar a retomada do torneio, algo que gerou grande repercussão negativa, é uma opção deixada de lado por enquanto.
Nesta segunda-feira (29), os 16 clubes da primeira divisão estadual se reuniram em encontro virtual e decidiram tentar retomar o diálogo com o Ministério Público.
Para isso, produziram um novo protocolo de realização de jogos, ainda mais rígido do que o anterior.
A FPF prevê confinar jogadores e comissões técnicas em “bolhas”, ampliar o número de testes e reduzir de maneira radical o número de pessoas autorizadas a trabalhar nos estádios nos dias de jogos.
O novo plano deve ser apresentado nesta segunda-feira ao MP (Ministério Público).
A intenção é convencer o órgão, derrubando o argumento que sustenta a decisão do governo estadual, que se fia na recomendação dos promotores para manter eventos esportivos suspensos.
O Campeonato Paulista está paralisado desde a quarta rodada por causa da determinação do governo João Doria (PSDB) de aumentar as restrições no estado por causa da pandemia de Covid-19.
Nesse período, só Mirassol-SP X Corinthians-SP e São Bento-SP X Palmeiras-SP foram disputados, ambos em Volta Redonda.
O Corinthians também jogou contra o Retrô, de Pernambuco, em Saquarema, no Rio, pela segunda fase da Copa do Brasil, a partida estava marcada para São Paulo.
Reportagem: Globoesporte.globo.com
Adaptação: Eduardo Oliveira
Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro