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Messi lidera lista de craques que estão livres para assinar pré-contrato com outro clube.
Veja.
Jogadores que têm compromisso até o fim de junho podem sair sem custo no fim da temporada ou acertar uma transferência abaixo do valor de mercado em janeiro.
A janela de transferências do inverno europeu acaba de começar com uma grande especulação que talvez só tenha resposta no meio do ano: qual será o destino de Lionel Messi?
A seis meses do fim do compromisso atual com o Barcelona, o craque argentino está livre a partir desta sexta-feira (1º de janeiro de 2021) para assinar um pré-contrato com qualquer outro clube e deixar o Barça gratuitamente no fim da temporada, após 16 anos vestindo a camisa da equipe catalã, a única que defendeu na carreira.
Embora uma eventual saída seja esperada apenas na janela de verão na Europa, a possibilidade de perder seu valioso camisa 10 de graça em julho pode fazer o Barcelona aceitar uma oferta abaixo do gigantesco valor de mercado do craque e negociá-lo já em janeiro.
A multa rescisória de Messi é de 700 milhões de euros (R$ 4,46 bilhões).
Outros jogadores de renome internacional vivem a mesma situação, alguns deles também muito identificados com seus clubes, como o zagueiro espanhol Sergio Ramos, capitão do Real Madrid, o zagueiro alemão Jérôme Boateng, do Bayern de Munique, o atacante argentino Sergio Kun Agüero, do Manchester City, e o meia argentino Ángel Di María, do Paris Saint-Germain.
Também estão livres para assinar um pré-contrato o lateral-esquerdo David Alaba, do Bayern de Munique, o goleiro Gianluigi Donnaruma, do Milan, o lateral-esquerdo Juan Bernat e o meia Julian Draxler, ambos do Paris Saint-Germain, e o meia Georginio Wijnaldum, do Liverpoool, entre outros.
O burofax da discórdia na última janela: Nenhuma dessas eventuais transferências, porém, movimenta o mercado como uma possível saída de Messi do Barcelona.
O craque seis vezes eleito melhor do mundo pela FIFA tornou público pela primeira vez o desejo de deixar o Barça no dia 25 de agosto, nove dias após o time espanhol ser eliminado pelo Bayern de Munique nas quartas de final da Liga dos Campeões da UEFA (União das Associações Europeia de Futebol) com uma humilhante goleada por 8 a 2.
Messi enviou ao Barcelona um documento oficial, chamado burofax, dizendo que gostaria de acionar a cláusula do seu contrato que permitia a saída sem custos na janela de transferências da temporada 2020/2021, a um ano do fim do contrato.
Embora não tenha havido uma proposta concreta, o Manchester City, do técnico Pep Guardiola, com quem Messi viveu quatro temporadas de êxito no Barça, era considerado o destino mais provável. Havia rumores também de um possível interesse do Paris Saint-Germain.
Empate melancólico no encerramento de 2020: A diretoria do Barcelona, no entanto, não aceitou o pedido de Messi, alegando que o craque perdeu o prazo para formalizar a solicitação de transferência gratuita, que era até dez de junho, o camisa 10 entendia que a extensão da temporada, que terminou no fim de agosto por causa da pandemia de Covid-19, mudava o prazo, mas não conseguiu sucesso.
Messi acabou ficando no Barcelona, e a péssima temporada do clube espanhol aumenta a expectativa pela saída do jogador, que fará 34 anos em junho, em busca de um clube competitivo para conquistar novos títulos na parte final da carreira.
O Barcelona, que não conquistou nada em 2020, é apenas o sexto colocado no Campeonato Espanhol, com 25 pontos, dez a menos que o líder Atlético de Madrid.
Na última terça-feira (29), o time empatou com o Eibar em 1 a 1, no Camp Nou, sem Messi, que ganhou uma folga extra após o Natal e apenas assistiu ao jogo no estádio.
Na Liga dos Campeões da UEFA, o Barça se classificou em segundo lugar no grupo G, atrás da Juventus de Cristiano Ronaldo, e vai enfrentar o Paris Saint-Germain nas oitavas de final.
Reportagem: Globoesporte.globo.com
Adaptação: Eduardo Oliveira
Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro