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Desiludido na França, Lyon aposta fichas de azarão em possível última aventura europeia até 2021.
Equipe usa vantagem contra a Juventus como motivação para sonho na Champions, torneio que restou na temporada em que Francês foi interrompido, e time ficou sem vagas continentais.
Entre as equipes que ainda disputam o título da Liga dos Campeões, o Lyon é a que se encontra em situação de “tudo ou nada”.
Entre o sonho e o pesadelo.
Em uma temporada conturbada, em que precisou trocar de técnico ainda no começo do Campeonato Francês e viu a liga ser interrompida enquanto tentava uma recuperação, o clube tem neste super agosto a chance de apostar todas as suas fichas em um título que seria inédito em sua história e transformaria totalmente a sensação sobre 2019/2020.
E, para acreditar em um título de um torneio em que é considerado apenas um azarão, o clube francês usa como impulso a possibilidade de eliminar a Juventus, vista como uma das favoritas no começo da temporada.
A chance é real, uma vez que o Lyon construiu vantagem no jogo de ida, quando venceu por 1 a 0.
Na próxima sexta-feira (7), às 16 horas (horário de Brasília), em Turim, um empate basta para ir às quartas de final, e ficar a dois jogos de uma possível final.
Um novo 1 a 0 a favor da Juve leva o duelo para prorrogação (e pênaltis, se necessário), e qualquer outra derrota por apenas um gol, marcando fora de casa, ainda garante a vaga ao Lyon.
Nos próximos dias, o globo esporte segue publicando análises individuais dos oito times que ainda lutam por vaga nas quartas de final do torneio.
Confira o que mudou desde a última vez que a equipe francesa entrou em campo na Champions e como o time se prepara para a partida de volta.
A temporada: O Lyon iniciou a temporada 2019/2020 com ares de “nova era”, com a chegada dos brasileiros Juninho Pernambucano, ídolo do clube, como diretor esportivo, e de Sylvinho como treinador.
Entretanto, o desempenho do time em campo ficou longe do esperado.
Depois de duas boas vitórias no começo da Ligue 1, com direito a uma goleada por 6 a 0 sobre o Angers, o time acumulou maus resultados e teve o seu pior início de Campeonato Francês em 14 anos, somando apenas nove pontos nas primeiras nove rodadas.
Desta forma, Sylvinho não resistiu à pressão e foi demitido com apenas 11 jogos no comando, ainda em outubro.
Ele acumulou três vitórias, quatro empates e quatro derrotas no período, e chegou a comandar o time em dois duelos da Liga dos Campeões: a estreia com empate com o Zenit, em casa, e a vitória sobre RasenBallsport Leipzig, na Alemanha.
Apesar dos resultados satisfatórios no torneio continental, que acabaram sendo importantes para a classificação às oitavas de final, o início da temporada acabou cobrando um preço caro do time no Campeonato Francês.
Quando Sylvinho deixou o clube, o Lyon estava na décima quarta colocação, com duas vitórias e três empates.
Rudi Garcia chegou dias depois e conseguiu 10 de 12 pontos em seus primeiros quatro jogos na liga, mas depois o time não manteve a regularidade.
Desde a chegada do francês, foram 19 jogos, com nove vitórias, quatro empates e seis derrotas.
E uma corrida para tentar a parte intermediária da tabela e chegar à zona de classificação para as competições europeias em 2020/2021.
Mas veio a pandemia e a paralisação do futebol em toda a Europa.
E, junto, a indefinição com relação ao futuro do Campeonato Francês, com 10 rodadas a serem disputadas.
O Lyon acompanhou as discussões sobre a retomada ou não dos esportes na França em uma incômoda sétima colocação, que o deixaria fora de ambições europeias na próxima temporada, em qualquer cenário.
O time somava 40 pontos, um atrás do Reims e do Nice, a nove do Lille, quarto colocado e na zona da Liga Europa.
A terceira colocação estava com o Rennes, com 50 pontos, deixando a busca por um lugar na próxima Champions distante.
A busca por formas de retomada da liga levaram um banho de água fria depois de o primeiro-ministro da França, Edouard Philippe, afirmar no fim de abril que nenhuma competição esportiva poderia ser realizada até agosto no país, mesmo com portões fechados.
Na mesma semana, a Ligue 1 se reuniu e decidiu encerrar as duas primeiras divisões de forma prematura, temendo não haver tempo hábil para concluir a temporada sem atrasar a próxima.
Desta forma, foi aplicada na Ligue 1 o critério de pontos por jogo para determinar campeão, rebaixados e classificados para torneios europeus, o que praticamente manteve a classificação original, uma vez que só Paris Saint-Germain e Strasbourg tinham um jogo a menos.
Os parisienses foram confirmados campeões, e o Lyon ficou na sétima colocação, sem vagas europeias.
A decisão deixou o clube revoltado, e o presidente Jean-Michel Aulas não hesitou de ir a público inúmeras vezes para contestá-la.
O clube, inclusive, entrou na Justiça contra o fim precoce da liga, mas acabou derrotado.
E o tempo mostrou que a decisão na França acabou sendo precipitada, uma vez que os eventos esportivos recomeçaram ainda em julho, inclusive com a presença de público, respeitando as normas de distanciamento.
Foi neste cenário em que a equipe disputou seu primeiro e único jogo após a paralisação, na semana passada: a final da Copa da Liga da França, contra o Paris Saint-Germain.
Esta era uma das últimas fichas do time para tentar garantir uma vaga na próxima Liga Europa, caso conquistasse o título.
Depois de quase dois meses treinando, o time segurou o temido time de Thomas Tuchel no tempo regulamentar, mas perdeu na disputa de pênaltis, por 6 a 5.
Desta forma, conquistar a Liga dos Campeões surge como a única oportunidade para disputar uma competição continental em 2020/2021, o que pode provocar grande impacto no orçamento da equipe.
Caso não leve o título, o Lyon não terá nenhuma aventura europeia para apostar até o meio do ano que vem.
Antes e depois da pausa: O duelo de ida contra o Lyon foi o penúltimo realizado pela Juventus antes da paralisação por conta da pandemia do novo coronavírus.
Após a retomada, a equipe não teve grandes mudanças, mantendo a formação em 4-3-3.
Cuadrado se consolidou como titular na lateral direita, com Pjanic, Rabiot e Matuidi (ou Betancur) no meio.
No ataque, Cristiano Ronaldo pela esquerda, Dybala centralizado e Bernardeschi alternando com Douglas Costa na direita.
Último jogo antes da paralisação: Lille (França) 1 X 0 Lyon (França) – 08/03/2020.
Primeiro (e único) jogo pós-pausa: Paris Saint-Germain (França) 0 X 0 Lyon (França) – 31/07/2020
Período sem jogos: Quatro meses e 23 dias.
Lyon antes da paralisação:O aproveitamento na temporada 2019/2020 até março, antes da pausa.
Vitórias: 21
Empates: 10
Derrotas: 15
Pré-paralisação:
Aproveitamento: 52,9%
Gols marcados: 76
Gols sofridos: 48
Destaques: Em uma temporada em que perdeu dois destaques por boas cifras, o lateral Mendy, que foi para o Manchester City, e o meia Ndombélé, que rumou para o Tottenham, o Lyon apostou em alguns reforços brasileiros.
O time comprou os volantes Jean Lucas ao Flamengo e Thiago Mendes ao Lille, ainda no começo da temporada.
E, em janeiro, veio o meia Bruno Guimarães, um dos destaques de 2019 no Brasil, com a camisa do Athletico Paranaense.
Mas o grande destaque da temporada até a virada para 2020 vinha sendo um velho conhecido dos fãs: Memphis Depay.
O atacante de 26 anos, que chegou a jogar no Manchester United, segue sendo o principal nome no ataque da equipe e tinha 14 gols marcados (cinco na Champions) em 19 jogos quando sofreu uma grave lesão no joelho esquerdo, em dezembro.
A princípio, ele não voltaria a atuar em 2019/2020 e até poderia perder a Eurocopa, que seria realizada em junho.
Mas a paralisação acabou dando ao holandês a oportunidade de atuar novamente na Liga dos Campeões, e seu talento pode ser fundamental, ainda mais diante de uma defesa que vem se mostrando pouco confiável, como tem sido a da Juventus nos últimos jogos.
Na ausência de Depay, Moussa Dembélé se mostrou um nome importante para o setor ofensivo, com 16 gols e duas assistências no Campeonato Francês.
Ao todo, o atacante marcou 22 vezes na temporada e é o artilheiro da equipe em 2019/2020.
Desfalques: Outro trunfo para o Lyon na partida de volta contra a Juventus é o fato de todo o elenco estar disponível para o técnico Rudi Garcia.
O departamento médico do clube ficou vazio em meio à pandemia, e não há jogadores suspensos para o confronto da próxima sexta-feira (7).
Lyon na Champions: O Guia da Liga dos Campeões 2019/2020, publicado pelo globo esporte antes da fase de grupos, apontava o Lyon apenas como uma equipe que “corria por fora” na disputa europeia.
A avaliação deu 23 pontos ao time francês, que teve a décimo terceiro maior pontuação, a Juventus, por exemplo, somou 37 pontos.
Isolamento em hotel e um campo de treino por time: veja como será o protocolo da Champions em Lisboa.
Sorteado para o grupo menos chamativo desta edição, o Lyon teve a melhor avaliação entre as equipes da chave G: o RasenBallsport Leipzig ficou com 22 pontos, o Benfica, com 19 pontos e o Zenit, com 18 pontos.
A disputa foi equilibrada entre as quatro equipes, e o Lyon se classificou como segundo colocado, com oito pontos, apenas um à frente dos lusos e dos russos.
A irregularidade no Campeonato Francês também apareceu na Liga dos Campeões.
A trajetória começou com um empate com o Zenit e depois teve uma vitória sobre o RasenBallsport Leipzig, na Alemanha.
Já com Rudi Garcia, o time perdeu para o Benfica em Portugal, mas venceu na França.
A campanha foi encerrada com uma derrota para o Zenit na Rússia e um empate com o Leipzig em casa, que garantiu a vaga nas oitavas.
O aproveitamento do time na Champions é de 52,3%, com 10 gols marcados e oito sofridos.
Lyon (França) 1 X 1 Zenit (Rússia)
RasenBallsport Leipzig (Áustria) 0 X 2 Lyon (França)
Benfica (Portugal) 2 X 1 Lyon (França)
Lyon (França) 3 X 1 Benfica (Portugal)
Zenit (Rússia) 2 X 0 Lyon (França)
Lyon (França) 2 X 2 RasenBallsport Leipzig (Áustria)
Lyon (França) 1 X 0 Juventus (Itália)
Reportagem: Globoesporte.globo.com
Adaptação: Eduardo Oliveira
Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro