Physical Address
304 North Cardinal St.
Dorchester Center, MA 02124
Physical Address
304 North Cardinal St.
Dorchester Center, MA 02124

Hoje no Equador, Emily Lima não fecha portas ao Brasil.
Treinando o Equador desde o início do ano, Emily Lima conta que quis deixar o Brasil, mas não fecha nenhuma porta.
No início deste ano, Emily Lima partiu para um novo desafio na carreira: deixou o Santos para comandar a seleção do Equador de futebol feminino.
Conhecida fora de campo por seus posicionamentos firmes, a ex-técnica da seleção brasileira tem aproveitado a experiência em um país estrangeiro, mas não fecha portas nem ao Brasil, nem a lugar algum.
“Eu me preparo para o mercado, não escolho lugares. A minha prioridade em 2020 era sair do Brasil devido a alguns problemas que eu tive na seleção, em 2017, no Santos também… Eu sou uma pessoa que falo o que penso e falo o que eu acho que é o correto. Não sou política e muitas pessoas falam que eu preciso aprender a ser, mas eu não estou a fim. Eu prefiro usar minha energia para aprender o que eu realmente preciso, que é o futebol”, disse Emily em entrevista exclusiva ao Olimpíada Todo Dia.
“Mas claro que se eu recebo uma proposta interessante… E nem digo na parte financeira, porque para mim ela é importante, mas o mais importante é entender o projeto que o clube ou seleção queira me apresentar. Então eu estou aberta e tento não fechar portas, mesmo sendo da maneira que eu sou”, completou.
Diferenças no Equador: Como é de se imaginar, há muitas diferenças entre o Brasil e o Equador, inclusive no futebol.
Mas no país estrangeiro, Emily encontrou algo que tanto buscou na terra natal, mas nunca achou.
“A primeira diferença, que eu sempre busquei no Brasil e nunca encontrei, é poder apresentar um projeto a ser desenvolvido e os gestores entenderem esse processo. Eu nunca tive isso no Brasil, nem em seleção, nem em clubes. Ninguém nunca me pediu um projeto para entender qual era o nosso plano de trabalho, objetivos, estratégias. Nunca tive essa oportunidade e uma das minhas brigas era essa busca. As pessoas não estão acostumadas a trabalhar dessa forma no Brasil de modo geral e eu encontrei isso no Equador”.
Dentro de campo, Emily Lima reconhece que o Equador ainda está atrás em relação ao Brasil, muito em razão da cultura dos países.
No entanto, a treinadora vê um potencial de evolução no futebol feminino equatoriano e projeta um futuro promissor.
“A diferença técnica do Equador para o Brasil eu acho que é o tempo de vivência. No Brasil ele acaba sendo maior, mas nós temos planos futuros muito interessantes para uma evolução bastante significativa para o futebol equatoriano. Não digo que a gente vai ganhar tudo, nada disso, mas digo o desenvolvimento de maneira geral no país. E claro que futuramente a seleção vai ter resultados positivos devido ao trabalho muito forte que a gente tem feito, desde a base até a categoria principal”, concluiu.
Reportagem: Olimpiadatododia.com.br
Adaptação: Eduardo Oliveira
Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro