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Positivo para Covid-19, Angelotti defende retorno do Catarinense em 14 dias: “Se cumprir protocolo do governo não tem futebol”.
Presidente da Federação Catarinense de Futebol pretende conversar com a Secretaria Estadual de Saúde para alinhar a retomada do estadual.
O presidente da Federação Catarinense de Futebol, Rubens Angelotti, testou positivo para o Covid-19, mas sem apresentar sintomas.
Em entrevista à CBN/Diário, afirmou que realizou o teste na terça-feira, porém a contraprova realizada no fim da semana não mostrou a presença do vírus.
Ele disse estar bem, assim como sua esposa que também testou negativo.
Neste sábado (11), ele assinou portaria que determina o adiamento dos jogos de volta das quartas de final do Campeonato Catarinense, após notificação da Superintendência de Vigilância em Saúde Estadual em função dos 14 casos do Covid-19 na Chapecoense, segundo o governo, além de outros positivos no Joinville, Criciúma, Figueirense e Marcílio Dias. Rubens Angelotti espera que o estadual retorne em no máximo duas semanas, mas ainda depende do aval das autoridades.
O presidente disse que tenta uma reunião virtual ainda nesta segunda-feira com membros do governo de Santa Catarina para flexibilizar o artigo oitavo, inciso XXIX, da portaria nº 466, que regulamentou a volta do estadual.
Ele determina o afastamento de todos os jogadores e profissionais que tiveram contato com alguém positivado para a doença.
Nesse caso, os elencos da Chapecoense, Marcílio Dias, Criciúma, Figueirense e Joinville deveriam cumprir quarentena até apresentarem a liberação médica.
Os clubes confirmaram casos positivos ao longo da semana.
“Vamos tentar uma conversa com o secretário para retornar em 14 dias, que é o prazo da quarentena. A partir de ontem (sábado) está valendo. Então nestes 14 dias, voltaremos com o futebol com um acerto com a secretaria. Mas temos que mudar o protocolo para terminar o estadual. O teste PCR pode ser regra e o protocolo seguir outros exemplos, como da indústria, onde haja um elemento contaminado, que ele seja afastado e os outros permaneçam. Quem for contaminado, que seja afastado, e os outros monitorados assim como é na indústria e comércio”, defendeu Rubinho.
Para ele, o futebol profissional não tem recebido o mesmo tratamento que outras modalidades, como o futsal, por exemplo, que só exige a medição de temperatura antes das partidas, o que não garante nenhuma segurança aos envolvidos.
“O protocolo da indústria, só o infectado é afastado e os demais ficam sob monitoramento. Quem apresentar sintomas, é afastado também. Se for cumprir o protocolo do governo não tem mais futebol. Vamos tentar mudar.”
Próximos passos: Uma das soluções encontradas pela federação para tentar a retomada dos jogos é exigir o método de testagem RT-PCR, que é mais caro, porém mais seguro e confiável em comparação aos testes rápidos, com preços mais acessíveis.
Ele é feito através de swabs (uma espécie de cotonete especial), que coletam amostras do nariz e da garganta para a identificação.
Esse teste não é obrigatório segundo o decreto estadual, o que aumenta a confiança da entidade em flexibilizar a medida.
Das oito cidades que recebem os jogos das quartas de final, apenas a prefeitura de Florianópolis determinou que todos os clubes que vieram atuar na capital, precisam apresentar relatório com essa testagem.
Desta forma a Chapecoense descobriu o alto número de casos no elenco, já que viajou para a capital na sexta-feira (10), onde enfrentaria o Avaí neste domingo, na Ressacada.
O clube, porém, já tinha realizado o teste PCR por iniciativa própria em outras duas oportunidades.
“Vamos alinhar a conversa com governo, se alguém falhou, vamos tentar não falhar. A vida em primeiro lugar, e a saúde de todos também. Mas precisamos terminar o campeonato. Assim como outros estão jogando sem esse rigor que não estão sendo pedidos aos outros”.
Rubinho completou:
“No futebol de salão só é feito a temperatura, porque no futebol é importante. Sei que não está seguro, mas o Fluminense testou um jogador, vai parar o campeonato ou vai afastar o atleta? Defendo o afastamento e faz a testagem em todos. Quem estiver liberado, está apto a jogar. Se for assim, não tem F-1, não tem MMA. E aí, como fica? Fui testado positivo na terça-feira, fiz com os árbitros em Camboriú e deu positivo. Depois, fiz outro e deu negativo. Fiz na terça, deu positivo, me isolei, mandei a esposa fazer, deu negativo. Aí fiz outro exame e deu negativo. É muito subjetivo isso”.
A tendência é que nesta segunda-feira (13), a entidade se manifeste oficialmente sobre um possível entendimento com o governo para a retomada do Campeonato Catarinense.
Entenda a paralisação: Na tarde deste sábado (11), a Superintendência de Vigilância em Saúde Estadual notificou Avaí, Chapecoense e a Federação Catarinense de Futebol (FCF) após a confirmação de 14 casos de Covid-19 no elenco e comissão técnica do Verdão do Oeste e cancelou a partida.
Além da situação do clube alviverde, outros casos de coronavírus foram confirmados após exames durante a semana e pesaram na decisão:
Moisés Egert, técnico do Marcílio Dias.
Patrick, volante do Figueirense.
Dois jogadores do Criciúma, o clube não revelou os nomes.
Dois atletas e dois membros do departamento médico no Joinville, o clube não revelou os nomes.
Horas após o cancelamento de Avaí x Chapecoense pelo Governo de Santa Catarina, a Federação Catarinense de Futebol (FCF) anunciou o adiamento dos outros três jogos das quartas de final que seriam realizados neste domingo (12): Marcílio Dias-SC X Criciúma-SC, Figueirense-SC X Juventus-SC e Brusque-SC X Joinville-SC.
Em comunicado, a entidade afirmou que “remarcará, oportunamente, as datas dos jogos de volta das quartas-de-final, da segunda fase, bem como da terceira fase (semifinais) e da quarta fase (finais)”.
A competição em Santa Catarina foi retomada na última quarta-feira, 8 de julho, quase quatro meses depois da paralisação em razão da pandemia de coronavírus.
No período sem jogos, os atletas receberam férias, realizaram testes de Covid-19 antes da reapresentação e voltaram aos treinamentos com restrições.
Reportagem: Globoesporte.globo.com
Adaptação: Eduardo Oliveira
Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro