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Clubes acionam Justiça Desportiva para impedir reinício do Campeonato Mineiro.
Tupynambás e Villa Nova-MG pedem no TJD-MG (Tribunal de Justiça Desportiva de Minas Gerais) cancelamento do retorno do Estadual, previsto para 26 de julho, e anulação do rebaixamento.
A Federação Mineira de Futebol (FMF) anunciou nessa semana que o Campeonato Mineiro será reiniciado no dia 26 de julho.
Após a paralisação do torneio a duas rodadas do fim da primeira fase em 15 de março, o plano é terminar o Estadual até agosto.
Mas dois clubes não concordam com a retomada da competição e acionaram a Justiça Desportiva para impedir a volta do futebol profissional em Minas Gerais.
A reportagem entrou em contato com a Federação Mineira de Futebol solicitando posicionamento.
A FMF informou que não irá se manifestar neste momento.
Villa Nova-MG e Tupynambás entraram nessa sexta-feira (10) com pedidos de liminar no Tribunal de TJD-MG solicitando o cancelamento do reinício da competição, ou suspensão dos jogos de que fazem parte, no caso de negativa ao primeiro pedido, e a anulação do rebaixamento na atual edição do Campeonato Mineiro, até o julgamento da ação.
“Entramos com uma liminar ontem para cancelar o reinício da competição e também elidir a possibilidade do rebaixamento em Minas Gerais. Além de ser uma coisa indevida, temos duas situações no Brasil: a Federação Gaúcha e dois clubes do Rio de Janeiro, Nova Iguaçu e Cabofriense, que entraram com medida judicial e conseguiram liminar para não homologar o rebaixamento dos dois. Na terça-feira (7) é o julgamento no TJD-RJ (Tribunal de Justiça Desportiva do Rio de Janeiro). Nesse caso, além do presidente do TJD-RJ ter dado a liminar, a Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (FERJ) apresentou contestação em favor dos clubes, considerando que existe razão para o clube não ser rebaixado”, defendeu o advogado Alexandre José da Costa Franco, que representa as duas equipes mineiras.
De acordo com o advogado, que reforçou que as equipes não se negam a entrar em campo, o pedido se dá por diversas razões.
Entre as principais ele elenca o alto índice de contaminação da pandemia no estado de Minas Gerais, a queda de receitas dos clubes, o curto prazo para contratação e preparação de profissionais até 26 de julho, a impossibilidade de realizar treinos nas cidades das duas equipes e o desequilíbrio técnico observado antes e depois da paralisação do campeonato em razão da pandemia.
“Os clubes foram todos desmontados, porque existia o planejamento de janeiro a abril e tinham que pagar as rescisões. É evidente que isso vai prejudicar as equipes tanto da parte de cima, quanto da parte de baixo da tabela. Além da inviabilidade de treinamento e mobilização, as equipes vão ter elencos totalmente desfigurados. O Villa rescindiu com todos os jogadores e o Tupynambás, também. A Lei Pelé trata do descenso, mas tem que existir uma flexibilização das leis, e para isso existe o judiciário. Os clubes tentaram que a Federação entendesse dessa maneira, mas ela não viu assim”, relatou o representante, que disse que a liminar será analisada pelo presidente do TJD-MG, Bruno Dias Cândido.
Situação dos clubes: Tupynambás e Villa Nova-MG ocupam, respectivamente, última e penúltima colocações no Campeonato Mineiro após nove rodadas.
O time de Juiz de Fora tem pela frente nos últimos dois compromissos Caldense e Boa Esporte, enquanto a equipe de Nova Lima vai enfrentar Uberlândia e Coimbra.
Enquanto se movimentam no tribunal para evitar entrar em campo no dia 26 de julho, os dois times mantêm o planejamento no futebol.
O Villa Nova tem apresentação marcada para segunda-feira, quando estão previstos testes para detecção do novo coronavírus nos jogadores.
O time será dirigido pelo técnico Ademir Fonseca.
Em Juiz de Fora, o Tupynambás, que dispensou elenco e comissão técnica em março, seguirá sob comando de Guiba.
Sem atletas contratados, o clube, que tem a Série D do Brasileiro no calendário do segundo semestre, pretende contratar atletas para cumprir tabela nos confrontos restantes do Estadual.
Reportagem: Globoesporte.globo.com
Adaptação: Eduardo Oliveira
Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro