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Um ano de compromissos cumpridos.
Gestão com números recordes, conquistas dentro de campo e realização de grandes eventos marcam primeiro ano de Rogério Caboclo na presidência da CBF (Confederação Brasileira de Futebol).
Em 9 de abril de 2019, Rogério Caboclo assumiu a presidência da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) com a meta de elevar o patamar do futebol brasileiro de clubes e Seleções, dentro e fora de campo.
O balanço do primeiro ano da gestão demonstra que esse compromisso vem sendo cumprido, de acordo com as propostas apresentadas pelo presidente em seu discurso de posse.
Nossas Seleções assumiram o protagonismo nas competições que disputaram. O futebol feminino ganhou novos investimentos.
E os 20 campeonatos organizados pela instituição foram bem sucedidos.
Em 2019, a CBF investiu R$ 535 milhões no futebol, em todas as suas áreas, o maior valor da história.
O faturamento e o superávit representaram o recorde da entidade, com R$ 957 milhões e R$ 190 milhões, respectivamente.
Como a entidade, os principais clubes nacionais também apresentaram avanço importante em suas receitas no ano passado, elevando a participação do futebol na economia nacional.
DENTRO DE CAMPO: As boas notícias começam com oito conquistas de nossas Seleções Nacionais.
A Seleção Principal Masculina venceu a Copa América, o torneio continental mais antigo do mundo e um dos mais disputados.
Na base, recuperamos o nosso papel de liderança. Levantamos em casa a taça da Copa do Mundo Sub-17.
Vencemos também os títulos Sul-Americano Sub-15 e da Liga Sul-Americana Sub-20 Feminina.
O título do Torneio de Toulon (Sub-23) marcou o início de um projeto de sucesso, que culminou com a conquista da vaga para os jogos de Tóquio pela nossa Seleção Masculina, a exemplo do que já tinha sido obtido pela Seleção Feminina.
Nossas jogadoras conquistaram o país com sua dedicação e talento na Copa do Mundo da França.
E partem ainda mais fortes para novos desafios, agora sob o comando de Pia Sundhage.
A CBF contratou uma das treinadoras mais vencedoras e experientes do esporte mundial para trabalhar com Marta, Formiga e as nossas demais craques.
“Não medimos esforços para devolver à Seleção Brasileira o protagonismo em todas as categorias. As condições de trabalho oferecidas a todas as comissões técnicas masculinas e femininas são excepcionais e, também por isso, os resultados estão sendo tão significativos. Queremos uma mentalidade vencedora desde a base. Assim, consolidaremos cada vez mais a Seleção Brasileira como a maior do mundo”, afirma Caboclo.
A CBF criou subcategorias para Seleções Brasileiras de Base, de acordo com o ano de nascimento dos atletas, dando oportunidade a jogadores com idades intermediárias de treinarem, jogarem e ganharem experiência com a camisa amarela.
Como por exemplo, as Seleções Sub-16 e Sub-18.
RELAÇÕES INSTITUCIONAIS: A CBF vive um momento muito especial em suas relações institucionais com todas as entidades do futebol mundial, com Governos e com os órgãos representativos das classes que integram o sistema do futebol nacional.
Com FIFA e CONMEBOL (Confederação Sul-Americana de Futebol), a CBF tem uma relação de cooperação e diálogo permanentes, buscando entendimento e conquistas para o Brasil.
Ao mesmo tempo, o futebol brasileiro passa por um período de enorme união, com CBF, Federações Estaduais e Clubes trabalhando conjuntamente pelo desenvolvimento do esporte.
Um nítido exemplo disso é a plena atividade da Comissão Nacional de Clubes, órgão estatutário da CBF gerido pelos clubes de maneira independente com todo suporte e infraestrutura da entidade.
A CNC passou a centralizar as negociações coletivas de contratos para os clubes das diversas Séries do Campeonato Brasileiro.
O mesmo acontece em relação às entidades representativas de atletas, treinadores e árbitros, que têm na CBF todo o suporte necessário para os pleitos dessas categorias.
No âmbito governamental, o relacionamento com os poderes Executivo e Legislativo se dá em ambiente colaborativo e republicano nos níveis Federal, Estadual e Municipal.
“Temos dialogado com todas as entidades para o bem do futebol. Os presidentes Gianni Infantino e Alejandro Domínguez têm sido muito receptivos ao futebol brasileiro e evoluímos em todas as pautas que temos proposto. A CBF se coloca sempre proativamente como representante da estrutura do futebol brasileiro para todos os temas. Esse é nosso papel”, afirma Caboclo.
SEDE DE GRANDES EVENTOS: O Brasil sediou em 2019 duas competições internacionais: a Conmebol Copa América e a Copa do Mundo Sub-17.
Tanto a conquista da sede como a organização foram lideradas pela entidade.
Os dois eventos foram muito bem sucedidos, e com resultados chancelados pelas principais entidades do futebol mundial.
Mais uma demonstração de capacidade de organizar eventos do mais alto nível, que movimentam a indústria do futebol brasileiro e impactam positivamente a economia local, além de possibilitar que os torcedores acompanhem, de perto, disputas internacionais de alto nível.
A Copa América teve recorde de público e faturamento.
Já em relação à Copa do Mundo Sub-17, a vinda da competição representou para o Brasil a possibilidade de disputá-la e, posteriormente, conquistá-la de uma forma vibrante, engajando os torcedores de todo o país.
Os dois eventos impulsionam o Brasil a se apresentar como forte candidato a receber novos campeonatos internacionais.
Um deles já conquistado: a final única da Taça Libertadores da América de 2020 no Maracanã.
Outra disputa, em fase final de decisão, é para a sede da Copa do Mundo Feminina de 2023, na qual o Brasil é forte candidato.
COMPETIÇÕES NACIONAIS: Em 2019, a CBF organizou 19 competições, arcando integralmente com o custo da grande maioria delas. Parte importante desses campeonatos é voltada ao futebol de base e feminino.
As Séries A1 e A2 do Campeonato Brasileiro Feminino mobilizaram torcedores em todo o país.
O ingresso dos grandes clubes do futebol masculino nas competições femininas aumentou ainda mais a visibilidade e atratividade destes certames.
Esta participação é condição para o processo de licenciamento de clubes da CBF.
No total, foram 2.383 partidas coordenadas pela entidade em todos os estados do Brasil, com pontualidade de quase 100%.
A Série A do Campeonato Brasileiro teve uma das maiores médias de público de sua história, num torneio marcado por belos jogos e um alto nível técnico.
A Copa do Brasil se consolidou como objeto de desejo de todos os clubes do país, com jogos eletrizantes e premiação milionária.
Em 2020, a CBF lançou sua vigésima competição, que já nasceu com grande destaque: a Supercopa do Brasil, envolvendo os campeões da Série A e da Copa do Brasil de 2019.
Um grande jogo, cheio de emoção, logo no início da temporada.
Em diálogo com as Federações Estaduais e com a Conmebol, a CBF construiu mudanças no calendário, liberando as chamadas Datas FIFA para que não ocorram partidas de clubes brasileiros quando a Seleção Nacional se apresenta.
A Comissão Nacional de Arbitragem passou por uma profunda reformulação com a chegada de Leonardo Gaciba para comandar a área.
O destaque do ano foi a implementação do VAR em nível nacional.
Graças a um investimento de mais de R$ 12 milhões da CBF e ao apoio integral dos clubes, a arbitragem viveu um salto de qualidade com a introdução do Árbitro de Vídeo em todos os 380 jogos do Brasileirão Série A.
No total, o Brasil usou o sistema de árbitro de vídeo em 456 jogos, mais do que qualquer outro país.
Além da gestão das competições, a entidade realizou também duas campanhas nacionais de publicidade.
Uma de mobilização das torcidas para o Campeonato Brasileiro e a outra, de valorização do respeito à arbitragem e às regras do jogo.
Ambas tiveram resultados positivos, com ampla repercussão em todo o país.
GESTÃO: Como o anunciado pelo presidente em sua posse, ex-jogadores passaram a fazer parte da gestão da CBF.
Juninho Paulista assumiu como diretor de Desenvolvimento do Futebol e depois como Coordenador da Seleção Brasileira.
Branco coordenou o vitorioso trabalho das Seleções de Base.
E foi criado o Conselho de Craques, formado por ex-jogadores e ex-jogadoras, que vem agregando importantes contribuições para a entidade no debate sobre o desenvolvimento do futebol brasileiro.
Recentemente, inclusive, as duas integrantes do Conselho de Craques, Pretinha e Michael Jackson, passaram a fazer parte da equipe da candidatura do Brasil à sede da Copa do Mundo Feminina 2023.
No primeiro dia da nova gestão, a entidade lançou seu portal de governança, avançando no processo de transparência de gestão, equiparado ao das maiores empresas do país.
A CBF deu início ao ambicioso projeto de construção do Centro de Desenvolvimento do Futebol, reunindo no mesmo espaço nove atividades, unindo formação de excelência a projetos de responsabilidade social.
O projeto está em andamento, com a conclusão dos estudos técnicos relativos ao terreno e à incorporação, por parte da entidade, de terreno contíguo, o que dará maior dimensão às obras.
“Os atletas, que são os grandes protagonistas do futebol, fazem parte do processo decisório da CBF. Estamos cada vez mais abertos à participação de toda a estrutura do futebol em nossa gestão. Os objetivos de todos convergem para o futebol brasileiro cada vez mais forte”, afirma Caboclo.
O presidente da CBF destaca ainda projetos para auxiliar a busca dos clubes brasileiros por uma profissionalização ainda maior, como as novas normas de licenciamento e a aplicação das regras de Fair Play Financeiro.
A entidade lançou em 9 de abril de 2019 sua nova marca.
Mais que uma mudança estética, ela traduz os conceitos de uma empresa moderna, sempre em busca da liderança e do crescimento.
MOMENTO ATUAL: A virada para o segundo ano da gestão está sendo marcada pelo enfrentamento do enorme desafio gerado pela epidemia da Covid-19, que levou à paralisação do esporte mundial.
As medidas já anunciadas pela CBF somaram um total de R$ 36 milhões entre doações e adiantamentos para 160 clubes das Séries B, C e D do Campeonato Brasileiro e das Séries A1 e A2 do Campeonato Brasileiro Feminino, além de árbitros e Federações Estaduais.
“A CBF está preparada para retomar as atividades do futebol brasileiro no menor prazo possível, assim que tenhamos garantias à saúde e segurança de jogadores, profissionais e torcedores. Estamos atentos desde o primeiro momento a esta crise, com responsabilidade e seriedade. A maior contribuição que a instituição pode dar é manter a estabilidade das competições, garantindo aos clubes os recursos previstos em seus contratos correspondentes”, conclui o presidente.
Reportagem: CBF.com.br
Adaptação: Eduardo Oliveira
Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro