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Empresário japonês admite ter dado presentes para membros do COI (Comitê Olímpico Internacional) na escolha da sede olímpica.
Segundo a agência Reuters, Haruyuki Takahashi assumiu ter distribuídos presentes em troca de votos em favor de Tóquio.
A cidade de Tóquio ganhou, em 2013, o direito de ser sede dos Jogos Olímpicos que seriam realizados em 2020, e agora estão marcados para 2021 por conta da pandemia do novo coronavírus.
Mas a disputa para decidir a cidade que receberia os Jogos segue rodeadas de denúncias.
Nesta terça-feira (31), Haruyuki Takahashi, ex-executivo da influente agência de publicidade Dentsu Incl, disse à agência de notícias Reuters, que deu presentes para alguns membros do Comitê Olímpico Internacional (COI) que seriam votantes da eleição
“Você não fica de mãos vazias, é senso comum. Os presentes são baratos”, disse.
A Agência Reuters teve acesso a um relatório, que indica que Takahashi enviou presentes para Diack, como câmeras, um relógio de 46,5 mil euros ( R$ 250 mil), além de outros presentes entregues em festas da candidatura japonesa.
Takahashi admitiu ter pedido a Lamine Diack, dirigente importante da Federação Internacional de Atletismo, para apoiar a campanha de Tóquio, mas negou ter pago subornos ou feito algo errado.
Lamine Diack aguarda julgamento em Paris, acusado de corrupção relacionada a vários eventos esportivos, inclusive a escolha para as Olimpíadas do Rio de Janeiro, em 2016.
Segundo os registros bancários fornecidos aos promotores franceses, que fazem a investigação, o comitê de Tóquio pagou US $ 2,3 milhões por meio de um consultor de Singapura para obter o apoio de Diack ao Japão para sediar os Jogos 2020.
O COI disse que não teria conhecimento de pagamentos entre partes privadas ou presentes dados aos membros do COI.
Ex-executivo da agência de publicidade Dentsu Inc, Haruyuki Takahashi foi contratado com esta missão e confirmou à agência de notícias que a sua intenção era pressionar membros específicos do COI.
A Justiça francesa também está investigando o filho de Diack, Papa Diack, sob suspeita de que ele tenha recebido a maior parte do dinheiro pago e repassado dinheiro ao pai para garantir votos em Tóquio.
O filho de Diack também negou qualquer irregularidade.
O Comitê Olímpico Internacional afirmou não ter conhecimento de pagamentos em festas particulares ou presentes dados aos membros da entidade.
Reportagem: Globoesporte.globo.com
Adaptação: Eduardo Oliveira
Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro