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Copa do Brasil 2020 chega com duelo de campeões históricos entre Santo André e Criciúma.
Ramalhão e Tigre abrem a competição nesta quarta-feira (5) com inspiração no passado.
Site da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) conversou com Chamusca e Felipão, históricos técnicos dos clubes.
Mais uma edição de Copa do Brasil começa oficialmente nesta quarta-feira (5).
E a competição mais democrática do país já chega em 2020 com um duelo entre campeões na rodada de abertura.
O vencedor de 2004, Santo André-SP, recebe o Criciúma-SC, que levou o torneio em 1991.
Maior glória de cada um dos clubes, a conquista do passado serve como inspiração para as duas equipes nesta temporada.
Só a campanha vitoriosa já seria um bom modelo.
Mas o fator surpresa, presente em ambas, é o que, com certeza, mantém vivo o sonho de um bicampeonato para Ramalhão e Tigre em 2020.
A bola rola na casa do Santo André, o Estádio Bruno José Daniel, localizado na cidade que dá nome ao time, às 16h30 (horário de Brasília).
O site da CBF conversou com personagens importantes das duas conquistas para relembrá-las.
O Santo André de 2004 foi comandado pelo técnico Péricles Chamusca.
O treinador recorda a decisão diante do Flamengo, com vitória por 2 a 0 em pleno Maracanã, e revela que coloca este entre os maiores feitos da sua carreira.
O comandante também faz questão de destacar a personalidade dos seus atletas.
“A conquista deste título foi uma das maiores da minha carreira como treinador. Empatamos o primeiro jogo em 2 a 2 e o Flamengo foi para o último duelo precisando apenas do 0 a 0 para ser campeão. O peso de ter que ganhar deles no Maracanã foi facilitado pelo perfil do nosso grupo. Eram jogadores de muita personalidade e experientes, como Dedimar, Romerito, Sandro Gaúcho, Ramalho… Eram atletas que davam um certo equilíbrio ao nosso time. A qualidade que vinham demonstrando no aspecto psicológico durante a competição deixava a gente bastante confiante da possibilidade de conquista”, declarou.
O responsável pelo comando técnico do Criciúma era um ainda jovem treinador chamado Luiz Felipe Scolari.
Aquele foi o primeiro título de expressão da carreira de Felipão como técnico.
O comandante do pentacampeonato mundial da Seleção, que depois ainda conquistou a Copa do Brasil outras três vezes por Grêmio e Palmeiras (duas vezes, também exaltou o feito dos atletas.
Assim como Chamusca, o treinador não considera a conquista uma “zebra”.
“Acredito que a nossa vitória sobre o Grêmio tenha sido normal pela equipe que o Criciúma possuía. Eram rapazes com boa qualidade, querendo oportunidades em equipes maiores e oferecendo ao técnico tudo aquilo que ele precisava no sentido de trabalho, organização, dedicação e união. Eles enfrentaram o Grêmio, em Porto Alegre, em uma igualdade que a gente já esperava. Em casa, nos últimos 15 minutos, quando tínhamos um jogador a mais e trancamos o jogo, ficamos mais fechados. Conseguimos o resultado que queríamos e conquistamos o título da Copa do Brasil. O mérito é deles pela dedicação, qualidade dos atletas e por tudo aquilo que fizeram para que o Criciúma conquistasse aquele título”, afirmou.
Esta fase da Copa do Brasil é disputada em jogo único. Sendo assim, apenas um dos dois campeões poderá seguir em busca do bi.
A história mostra que não faltará inspiração para Santo André e Criciúma em busca do objetivo.
Reportagem: CBF.com.br
Adaptação: Eduardo Oliveira
Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro