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Para Rafael Plastina, diretor de marketing da Informídia, consultoria especializada em pesquisas esportivas, trabalhar com seriedade e transparência é essencial para se destacar nesse mercado.
“Esse é um setor que ainda peca pela credibilidade e que, em períodos que precedem grandes eventos, como Copa do Mundo e Olimpíadas, recebe muitos oportunistas em busca de lucro rápido”, afirma.
Segundo ele, um dos principais atrativos do negócio é permitir ao empreendedor atuar em vários ramos, como gerenciamento de carreira e imagem de atletas, organização de eventos e promoção de palestras motivacionais.
Poucas são as empresas, porém, que operam em todas as áreas.
A maioria prefere especializar-se em um segmento, como Chvindelman, da Arena Sports Marketing Esportivo.
A agência embolsa entre 15% e 20% do valor pago aos técnicos e atletas para fazer eventos de motivação entre funcionários de grandes empresas.
“O segredo está em escolher a personalidade esportiva certa para a necessidade de cada cliente”, afirma Chvindelman.
“Apesar de todos serem ligados ao esporte, cada um tem uma especialidade. Bernardinho, por exemplo, fala muito bem sobre motivação e trabalho em equipe, enquanto Amyr Klink é um expert em logística e gestão de projetos.”
A escolha do time de esportistas é base para o sucesso.
“O atleta ou dirigente deve ter uma conduta vitoriosa no esporte e na vida. Qualquer escorregão pode levar à rescisão de contratos e à perda de muito dinheiro, como aconteceu recentemente com o melhor golfista do mundo, Tiger Woods, que foi acusado de infidelidade”, diz Ricardo Andreu, fundador da Galeria de Esportes, agência de marketing esportivo especializada em gerenciamento de carreira de atletas e promoção de eventos.
Vale observar, também, que para cada empresa e produto existe uma modalidade esportiva adequada para fortalecer a marca e aumentar o volume de vendas.
“Se o público-alvo é o consumidor de baixa renda, por exemplo, não dá para investir em esportes de elite, como o golfe e o automobilismo”, diz Luiz Henrique Moreira Gullaci, professor de marketing da FGV Management.
“O trabalho da agência está em resolver essa equação, levando em conta a identificação com o potencial cliente, a atuação geográfica da empresa e a mensagem que deseja passar.”
Com a experiência de quem é um dos pioneiros na área, Andreu afirma que conquistar a confiança dos clientes exige tempo, profissionalismo e muito trabalho.
“Ninguém está disposto a desembolsar entre R$ 3 milhões e R$ 6 milhões para patrocinar um time de vôlei, por exemplo, e correr o risco de jogar dinheiro fora. Tudo deve ser bem planejado”, diz.
“Esse não é um negócio para amadores e nem tampouco de lucro imediato. Se o objetivo é esse, não vale a pena nem começar.”
Futebol: São mais de 38 milhões de praticantes.
Gera R$ 250 bilhões em negócios e responde por 63% de tudo o que é investido em patrocínio no Brasil
Vôlei: É o segundo esporte mais praticado no país.
Atrai 15% das verbas de patrocínio.
Tem boa visibilidade na quadra e na areia
Natação: Tem forte ligação com o público, atletas de nível internacional e agrega atributos interessantes para as marcas, como saúde, vigor, performance e tecnologia
Tênis: Figura entre os cinco esportes mais vistos na TV fechada e fala com um nicho de mercado com bom poder aquisitivo
Basquete: Tende a ganhar maior visibilidade no país, que possui atletas de nível internacional. Voltou a ocupar espaço na mídia
Futsal: O calendário de campeonatos é bem organizado e são mais de 10 milhões de praticantes.
Reportagem: Revistapegn.globo.com/Revista
Adaptação: Eduardo Oliveira
Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro