Foto: Site do Rio Branco Esporte Clube
Tenho gostado do que vi até agora na Série A2 do Paulistão. Os jogos têm sido agradáveis dentro daquilo que podemos considerar agradável para uma divisão de acesso cheia de deficiências estruturais. Após três rodadas e uma semana depois do meu texto anterior, muitas coisas mudaram… Vamos a elas!
O Água Santa, caçula na A2, já não é o mesmo da primeira rodada, o time de Diadema iniciou goleando o Santo André, mas declinou nos últimos dois jogos e perdeu pro Comercial e empatou com o Paulista, em casa. Rio Branco (9), Guarani (9), São Caetano (7) e Ferroviária (7) formam o G4, respectivamente.
O time de Americana venceu seus três compromissos até aqui, no último, sapecou o Guará por 4 a 1, fora de casa. Na mesma linha segue o Bugre, que bateu o Mirassol no Brinco de Ouro (3 a 1). Já o azulão está numa crescente, depois de empatar em casa na estreia, a equipe do ABC venceu Velo Clube (2 a 0) e Batatais (3 a 0), marcando cinco gols e não sofrendo nenhum. A ferroviária venceu o Atlético Sorocaba na casa do adversário e fecha o grupo do acesso.
Quem já começa a se preocupar é o Guaratinguetá e o Velo Clube, ambos passaram em branco até aqui e seguram juntos e firmes a lanterninha da A2. Batatais e Paulista são os outros companheiros de Z4, com dois e um pontos, respectivamente.
As redes balançaram 84 vezes em 30 jogos, média de 2,8 gols por jogo. Guilherme (Novorizontino), Jobinho (Rio Branco), Rodrigo (União Barbarense) e Nunes (Guarani) são os artilheiros do certame com três gols cada. O atacante bugrino já levou a artilharia no ano passado, quando anotou dez gols pelo Santo André.
Pra quem gosta, o torneio dos cascudões está começando a esquentar e não vai parar, na quarta (09/02), temos rodada cheia, a exemplo do sábado ( 14/02) de Carnaval, exceção feita a Velo Clube e União Barbarense, que se enfrentam na quarta-feira de cinzas, completando a quinta rodada.
Copa da Simpatia
Esse final de semana vi a final da Copa da África entre Gana e Costa do Marfim, com vitória dos marfinenses nos exaustivos pênaltis. Foi um jogo mediano, mas eu confesso que tenho apreço pelo estilo de jogo africano, parece automático assumir uma seleção africana como segundo time em uma copa do mundo, por exemplo, pelo menos no meu caso. Como eu torci pra Nigéria quando caiu no grupo da Argentina, mas enfim… Parabéns aos Elefantes, após 23 anos faturam o título em cima do mesmo rival. Mas eu torci pra Argélia! Confesso!
Dudu, vai tomate cru!
Apesar das críticas que ouvi de alguns que escrevem neste blog, quero salientar que gostei da partida que fez o Dudu
diante do Timão. O rapaz acabou de chegar e já querem que ele desequilibre um clássico dessa envergadura, que faça um gol de bicicleta ou um hat trick, sei lá. Devagar! Ele se movimentou, foi ótima opção pela esquerda, tentou infiltrações, cruzamentos e dribles ousados, ele não é um jogador comum, também não é um craque, mas espera um pouco, antigamente esperavam a casca do amendoim cair na roupa pra se irritarem, mas as críticas agora estão vindo antes mesmo da compra do alentejo! Daqui uns dias gritarão: Dudu, vai tomate cru!
Nos acréscimos
Sobre essa onda de ex- jogadores voltando à ativa eu, particularmente, acho bacana (como no caso do Aloísio Chulapa, em Alagoas, Gil no Juventus da Móoca, o próprio Amaral no Capivariano), isso movimenta as pequenas cidades, mas a chegada de Muller, aos 49 do segundo tempo, quero dizer, aos 49 anos de idade, no Fernandópolis, time da quarta divisão do futebol paulista, não foi uma boa. É muito forçado, principalmente porque se trata do Muller, um cara que já foi do céu ao inferno, pastor e mulherengo, já foi considerado um falido, já tentou ser comentarista de futebol, mas deixou claro não ter talento, ou seja, há que se ter bom senso, ele não aguenta mais. A verdade é que o Muller não tem culpa disso, então, boa sorte a ele!







