
A noite do dia 11 de novembro e início da madrugada do dia 12 foram históricos para as colônias portuguesas de São Paulo e do Rio de Janeiro.
Enquanto um representante do Ministério Público fluminense explicava um por um os 80 milhões de pedidos de impugnação dos votos dos sócios vascaínos, os promotores do estado vizinho anunciam que o famigerado caso Héverton poderia ter sido premeditado, com pagamentos de propina e tudo o que você, tolo e ingênuo, achava que só acontecia em Brasília e demais centros de poder político.
Política é uma das especialidades de Eurico Miranda, ex-deputado federal, que protagonizou cenas lamentáveis na CPI CBF-Nike, quando a bancada da bola aprovou um relatório paralelo da Comissão parlamentares. Tão lamentável como o episódio da queda do alambrado, em que bradava de suspensório e charuto que a final deveria acontecer de qualquer maneira e ofendendo o Governador de então “chamando de viado, frouxo e incompetente”. O Ex-deputado e seu charuto não faziam a menor falta.
Quem faz falta na série A do Brasileirão são Vasco e Portuguesa. Se o clube que homenageia o grande navegador caiu sem nenhuma contestação, dada a ineficiência e bagunça do clube, a Portuguesa foi valente no brasileiro do ano passado, Uma campanha que não foi brilhante, mas foi honesta. Até a hora que entrou Héverton-com-agá, um cara tão relevante que não precisava ter entrado. A entrada dele salvou o Flamengo, que escalou André Santos, também irregular e o Fluminense, rebaixado no campo, salvo no tapetão.
O rebaixamento e todas as incertezas da Lusa em 2014 jogaram o clube em uma crise que feriu provavelmente de morte o clube, que por enquanto cai para a Série C, pode despencar ainda mais, pode cair pelo escândalo, assim como o outro clube envolvido (se houve realmente o pagamento) deve ser rebaixado pra Série Z do campeonato capixaba e inclusive contar com a presidência de um triunvirato formado por Eurico Miranda, Manoel da Lupa e Roberto DInamite.
Dinamite, por sua vez, recebeu o Vasco da Gama quebrado e na segunda divisão. Fez uma gestão que teve seus bons momentos, uma Copa do Brasil, mas no geral foi um desastre. E tal como a Lusitana roda (pergunte pra alguém mais velho), o mundo gira e o vasco para no mesmo lugar. Na Série B, quebrado e nas mãos, suspensórios e charutos do Eurico.






