Paula e Hortência festejam 26 anos do título mundial do Brasil em live no GloboEsporte.com.
Conversa a partir das 19 horas (horário de Brasília) desta sexta-feira (12) trará bastidores da conquista de 1994 na Austrália.
Há exatos 26 anos, no dia 12 de junho de 1994, a seleção de Hortência, Magic Paula e Janeth escreveu seu nome na história com a conquista do Mundial da Austrália.
Uma campanha marcada pela superação, com seis vitórias em oito jogos, incluindo um “jogo da morte” diante dos Estados Unidos na semifinal e uma revanche diante da China na decisão.
Nesta sexta, Hortência e Paula se encontram para um bate-papo virtual sobre a conquista.
A live será às 19 horas (horário de Brasília) em globoesporte.com/basquete.
Em entrevista dada em 2014, a Rainha Hortência, cestinha brasileira no torneio com 221 pontos, lembra que o momento-chave foi a semi contra as americanas, que tinham na época, assim como hoje, a melhor seleção do mundo.
“Nós tínhamos campeãs pan-americanas, um título da América, não do mundo. Queríamos um título mundialmente reconhecido para marcar a geração. A equipe foi se aprimorando, crescendo e evoluindo. Perdemos dois jogos, corrigimos os defeitos e chegamos afinadas na semifinal contra os Estados Unidos. Era o jogo da morte. Sabíamos que era difícil ganhar, mas não era mais impossível naquele momento. A gente nunca temeu ninguém. Conseguimos e vencemos a China na final. A ficha caiu nos últimos segundos da partida”, destacou.
Sem favoritismo: Longe do favoritismo, as jogadoras pareciam invisíveis para as adversárias na Austrália.
Nas casas de apostas da época, a seleção brasileira aparecia na décima primeira posição em um total de 16 participantes.
Mas as comandadas de Miguel Ângelo da Luz não deixaram se abater pelas críticas e desconfianças.
Aos poucos, foram ganhando o respeito de todos.
No fim, o treinador da amarelinha tirou do bolso um papel no qual mostrava já conhecer o último capítulo da história.
“A primeira coisa que vem à cabeça quando eu me lembro da conquista é a imagem da comissão técnica se abraçando na quadra, e eu tirando um papelzinho do bolso escrito: “Eu já sabia”. Éramos os azarões, desacreditados, mas vencemos a desconfiança e as dificuldades. A filosofia era defender melhor, selecionar os arremessos e escolher o momento certo para os contra-ataques. Mesclamos a geração da Hortência e da Paula com um sangue novo. Era um grupo muito especial, de meninas talentosíssimas, que deixaram de lado a vaidade para pensar no coletivo”, destacou o treinador.
Após uma estreia tranquila contra Taiwan, a seleção sentiu o sabor amargo da derrota para Eslováquia, mas recuperou-se a tempo diante da Polônia.
Na sequência, com 38 pontos de uma jovem e endiabrada Janeth (a maior pontuação de uma atleta no torneio) o time superou uma prova de força no reencontro com Cuba, após o ouro no Pan-Americano de Havana, em 1991.
Vaga à semifinal no sufoco: Um revés para a China trouxe ensinamentos que fariam a diferença no fim.
Diante da Espanha, apenas a vitória interessava.
Por pouco, a vaga para a semifinal não escapou.
No primeiro tempo, as brasileiras estavam atrás do marcador.
Entretanto, com 26 pontos do banco e uma inspirada Janeth, que anotou 24 e acertou 18 de 20 lances livres, elas cumpriram a missão.
O jogo contra as temidas americanas foi épico.
Tanto que os Estados Unidos demorariam mais 12 anos até a próxima derrota, contra a Rússia, na semifinal do Mundial de 2006, em São Paulo.
Com uma atuação de gala, o trio verde-amarelo anotou mais de 20 pontos cada, Hortência (32), Paula (29) e Janeth (22), e ficou a um passo do tão sonhado título mundial.
Na revanche contra a forte seleção da China, o Brasil foi superior, e nem mesmo os 27 pontos marcados pela gigante pivô Zheng, de 2,04m, foram capazes de apagar o brilho das heroínas nacionais, que contrariaram todos os prognósticos, levantando a tão almejada taça na Austrália.
“O nosso jeito descontraído fora da quadra ajudou. A responsabilidade não estava nas nossas costas. Fomos matando jogo por jogo. Levamos o título com persistência e determinação”, concluiu Magic Paula.
Reportagem: Globoesporte.globo.com
Adaptação: Eduardo Oliveira
Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro





