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CAMPEONATO PAULISTA. CEM DIAS SEM JOGOS.
Análise

100 dias sem jogos

100 dias sem Paulistão: veja balanço dos clubes durante a pandemia.

Quem chegou?

Quem saiu?

Reduziu salários?

GloboEsporte.com mostra panorama dos times.

O Campeonato Paulista completa 100 dias de paralisação nesta quarta-feira (24).

A última vez que a bola rolou no estadual foi na décima rodada, na metade de março.

Restam ainda duas rodadas da fase de classificação e os jogos das quartas de final, semifinal e final.

As 16 equipes se preparam para o retorno aos treinos a partir do dia 1º de julho e têm, até agora, feito testes nos jogadores para o novo coronavírus, além de outros testes físicos e fisiológicos.

Ainda não há uma data certa para o retorno dos jogos do Paulistão.

Mas nesse período de paralisação por conta da pandemia do novo coronavírus, o que aconteceu com o seu time?

Contratou alguém?

Perdeu jogadores?

Cortou salários?

Abaixo, o GloboEsporte.com dá o panorama dos clubes que disputam a Série A1.

Corinthians-sp: O Timão está em crise.

O clube deve dois meses de salários aos jogadores, e o presidente Andrés Sanchez foi alvo de protestos e pichações da torcida nos muros do Parque São Jorge.

É um dos piores momentos financeiros do Corinthians.

Com uma série de processos judiciais para resolver, o clube está com R$ 23 milhões bloqueados pela Justiça por uma dívida antiga e precisará quase fazer mágica para terminar 2020 em paz.

O ano, cabe ressaltar, é eleitoral.Em meio a tudo isso, o Corinthians conseguiu acertar a contratação de Jô.

Nesta semana, o clube divulgou que 21 de seus 28 jogadores foram infectados pelo coronavírus durante a quarentena. Treze já estão recuperados e oito afastados.

Contratações: o atacante Jô, que estava no japonês Nagoya Grampus.

Jogadores que saíram: Vagner Love (contrato rescindido) e André Luis (vendido definitivamente ao Daejeon Hana Citizen, da Coreia do Sul).

Como ficaram os salários: os jogadores tiveram redução de 25%.

O clube deve os meses de março (valor cheio) e maio (valor reduzido) ao elenco.

Os demais funcionários estão divididos em dois grupos: o que estão em home-office (redução de 50%) e os que estão afastados (70%).

Como está no Paulistão: a situação é dramática.

É o terceiro colocado do Grupo D, com os mesmos 11 pontos da lanterna Ferroviária e cinco pontos atrás do segundo colocado Guarani, e não depende das próprias forças para classificar.

Palmeiras-SP: O Palmeiras fez um corte de 25% dos salários do elenco e, a fim de não demitir funcionários, também suspendeu momentaneamente o contrato de seus colaboradores com base na MP 936, o valor final dos vencimentos permaneceu o mesmo na somatória do auxílio pago pelo governo com a ajuda compensatória do próprio clube.

No mercado, a diretoria não fez movimentações de chegadas e partidas no atual elenco.

Por outro lado, negociou de forma definitiva Arthur Cabral com o Basel, da Suíça, após o atacante, até então emprestado, atingir a meta de 12 gols no clube.

Deyverson, por sua vez, está com futuro incerto após o Getafe, da Espanha, anunciar que não vai prorrogar o empréstimo.

Contratações: nenhuma.

Jogadores que saíram: ninguém.

Como ficaram os salários: o clube reduziu 25% do salário em carteira dos jogadores, do técnico Vanderlei Luxemburgo e de dois executivos (o gerente Cícero Souza e o diretor Anderson Barros).

O pagamento dos direitos de imagem dos atletas também foi postergado com parcelas até junho de 2021.

Como está no Paulistão: no segundo lugar do Grupo B, com os mesmos 19 pontos do Santo André, mas em desvantagem no número de vitórias.

O Novorizontino é o terceiro colocado, com 16 pontos.

Santos-SP: Não fez muitas movimentações. As únicas definições até agora foram as saídas de Felipe Aguilar (para o Athletico) e Evandro (não teve contrato prorrogado), além da renovação de Lucas Veríssimo até o fim de 2024.

Punido pela FIFA, o Santos não pode fazer contratações.

Por conta disso, inclusive, o técnico Jesualdo Ferreira pode ir em busca de reforços caseiros e seguir apostando em garotos da base na retomada do futebol.

O Peixe ainda tenta manter Yuri Alberto, em fim de contrato, mas vê a situação travada.

A respeito dos cortes salariais, o clube forçou uma redução de 70% de todos os funcionários que recebem mais de R$ 6 mil, incluindo atletas, mesmo sem acordo.

Contratações: nenhuma.

Jogadores que saíram: Felipe Aguilar (Athletico) e Evandro (não renovou).

Como ficaram os salários: o Santos reduziu em até 70% o salário de todos seus funcionários que recebem mais de R$ 6 mil, incluindo jogadores e comissão técnica, de abril, maio e junho.

O episódio causou polêmica no clube, já que a redução foi feita sem o consentimento dos jogadores.

Como está no Paulistão: é líder do Grupo A.

Em dez jogos, venceu quatro, empatou quatro e perdeu três.

São Paulo-SP: O Tricolor teve dias calmos, na maioria do tempo.

O clube foi um dos primeiros a definir um corte salarial para o elenco, de 50%.

Houve resistência, mas o desconto foi aplicado mesmo assim.

Os demais funcionários, entre eles os diretores, também tiveram os vencimentos diminuídos.

O técnico Fernando Diniz não ganhou nenhum reforço, mas perdeu Antony, vendido no início do ano e que se muda para o Ajax no próximo mês.

Contratações: nenhuma.

Jogadores que saíram: Antony (Ajax) e Léo Natel (Corinthians).

Como ficaram os salários: o clube cortou 50% dos salários do elenco e suspendeu pagamento de direitos de imagem.

Há a promessa de reembolso dos valores descontados quando as receitas voltarem ao normal.

Os demais funcionários também tiveram desconto, primeiro de 25%, depois de 50%.

Como está no Paulistão: já está classificado para o mata-mata.

É o líder do Grupo C, com 18 pontos, e ainda precisa enfrentar Bragantino e Guarani.

Água Santa-SP: Não contratou nenhum jogador e irá revisar os acordos dos jogadores emprestados e que estão em processo final de renovação.

Com a pandemia, definiu uma redução de 30% em média dos vencimentos de jogadores, comissão técnica e funcionários, mas segue com os salários em dia.

Contratações: nenhuma.

Jogadores que saíram: ninguém.

Como ficaram os salários: o clube cortou, em média, 30% dos salários dos jogadores e funcionários.

Como está no Paulistão: é o terceiro colocado do Grupo A, décimo quarto na classificação geral e luta para não cair.

Botafogo-SP: O time protagonizou uma disputa tão acirrada fora de campo quanto a que trava para escapar da degola no Estadual, onde ocupa a vice-lanterna geral, com oito pontos, sem chances de classificação no Grupo C.

Uma desavença entre conselheiros do clube e do presidente do Conselho Administrativo da S/A, acionista minoritária (40%), marcou o cotidiano do clube durante a pandemia.

Nenhum reforço foi oficializado e o clube perdeu dois atletas, entre eles o capitão e zagueiro Didi, que foi para o Guarani.

Contratações: nenhuma.

Jogadores que saíram: Didi (zagueiro, Guarani) e Willian Oliveira (volante, Ceará).

Como ficaram os salários: cortou os direitos de imagem, o que corresponde a 40% do total.

Como está no Paulistão: está na lanterna do Grupo C, com oito pontos, e na vice-lanterna geral.

Bragantino-SP: Após 30 dias de férias, o elenco do Bragantino retornou às atividades em 4 de maio com treinos online.

As atividades à distância foram realizadas por um mês.

Em 2 de junho, o Massa Bruta obteve a liberação da Prefeitura de Bragança Paulista para voltar a treinar no centro de treinamento.

As atividades no Centro de Treinamentos foram apenas físicas e seguiram um protocolo de segurança criado pelo clube.

O time fez testes de Covid-19 em todo o elenco, e o meia Vitinho foi afastado para tratamento domiciliar após ser identificado com o vírus.

Porém, os treinos no Centro de Treinamentos foram suspensos no último dia 10 de junho.

Após reunião na Federação Paulista de Futebol, o Bragantino voltou a fazer apenas treinos online e esperar o retorno dos demais clubes paulistas.

Contratações: renovou o empréstimo de Vitinho.

Jogadores que saíram: empréstimo de Leandrinho se encerra em junho, e clube tenta renovação.

Pedro Naressi foi para o Red Bull Brasil.

Como ficaram os salários: o clube não cortou os salários dos atletas e funcionários.

Como está no Paulistão: na liderança do Grupo D e classificado às quartas de final.

Ferroviária-SP: Conseguiu fazer o que poucos clubes profissionais fizeram nesta pandemia: manteve o pagamento os salários.

A Locomotiva direcionou o departamento de atenção psicológica para acompanhar todos os atletas, entre masculino, feminino e da base.

Todos os jogadores e funcionários foram testados logo após o primeiro mês de paralisação, e o exame deve ser refeito.

Oito atletas foram contratados, além do técnico Dado Cavalcanti.

Peças experientes como o meia Tony e o goleiro Saulo, tiveram o contrato renovado, visando também a Série D e a sequência na Copa do Brasil.

Aproveitou a parada para reformar o gramado da Fonte Luminosa e já tem a liberação da prefeitura de Araraquara para treinos presenciais, mas ainda não confirmou datas.

Contratações: zagueiros Anderson Salles, Fabão e Matheus Salustiano, os volantes Dener e Dudu Vieira, o meia Salomão e os atacante Will Viana e Bruno Mezenga. Tony e Saulo renovaram.

Jogadores que saíram: Rayan (zagueiro, Ponte Preta) e Ceará (atacante, sem clube).

Como ficaram os salários: não houve redução.

Como está no Paulistão: em quarto no Grupo D, com 11 pontos, empatado em pontos com Corinthians, ainda com chances pequenas tanto de classificação quanto de queda.

Guarani-SP: O Bugre contratou dois jogadores e perdeu seis atletas,entre peças que estavam fora dos planos, jogadores importantes que não renovaram e outros que foram liberados devido à necessidade de readequação financeira.

Com a pandemia, definiu uma redução de 25% em média dos vencimentos de jogadores, comissão técnica e funcionários, mas segue com parte dos salários atrasada.

Contratações: Arthur Rezende (Bahia) e o zagueiro Didi (Botafogo-SP)

Jogadores que saíram: os zagueiros Vitor Mendes e Leandro Almeida, o meia Bady, os atacantes Júnior Todinho e Juninho e o lateral-esquerdo Thallyson.

Como ficaram os salários: o clube cortou, em média, 25% dos salários dos jogadores e funcionários.

Como está no Paulistão: está em segundo no Grupo D, sexto na classificação geral e briga pela classificação às quartas.

Internacional de Limeira-SP: Não fez contratações, mas terá à disposição 24 dos 26 atletas inscritos inicialmente no Paulistão, além do técnico Elano, que permanece.

Os salários dos contratos antigos foram pagos integralmente, mas renegociados no contrato novo, já que a grande maioria dos profissionais prorrogou o vínculo que tinha previsão de se encerrar no período da pandemia.

Contratações: nenhuma.

Jogadores que saíram: Thomaz (Operário-PR) e Nata (aposentado).

Como ficaram os salários: o clube renegociou os salários para os contratos novos; apenas o CEO do clube teve os vencimentos cortados em 40% durante a paralisação

Como está no Paulistão: está em terceiro no Grupo C, nono na classificação geral e briga pela permanência na elite

Ituano-SP: Além de pensar no retorno para a reta final do Campeonato Paulista, no qual luta contra o rebaixamento, o Ituano teve de se reforçar para a disputa da Série C, ainda sem data.

A questão salarial é um mistério.

O clube não divulgou como estão os vencimentos dos jogadores do elenco.

Contratações: o zagueiro Leo, o volante Xavier, o meia Guilherme e os atacantes Matheus Barbosa e Marquinho.

Jogadores que saíram: o zagueiro Ricardo Silva, o lateral Jonas e os atacantes Minho, Keké e Yago

Como ficaram os salários: não foi divulgado.

Como está no Paulistão: é o lanterna do Grupo C, fora da zona de classificação à próxima fase.

No geral, é o décimo terceiro colocado entre os 16 clubes que disputam a competição, ainda brigando contra o rebaixamento.

Mirassol-SP: A equipe terá de se reinventar quando a bola voltar a rolar, como disse o técnico Ricardo Catalá.

Isso porque o Mirassol perdeu 75% do elenco.

A aposta da diretoria para encerrar a competição será na base: mais especificamente nos atletas do sub-20.

Contratações: nenhuma.

Jogadores que saíram: os laterais Carlos Renato e Romário; os zagueiros Tiago Alves, Diego Giaretta e Luiz Otávio.

Os volantes André Castro, Ernandes, João Denoni, Neto Moura e Paulo Roberto; os meias Camilo e Chico, além dos atacantes Claudinho, Dellatorre, Maranhão, Marcelo Toscano e Rafael Silva.

Como ficaram os salários: não cortou vencimentos de jogadores e funcionários.

Como está no Paulistão: é vice-líder do Grupo C do Campeonato Paulista, muito próximo de uma vaga nas quartas de final.

Novorizontino-SP: Os salários dos jogadores não foram reduzidos, mas o elenco, sim.

Oito jogadores deixaram a equipe durante a pandemia.

Ainda há esperança de classificação às quartas de final.

Contratações: nenhuma.

Jogadores que saíram: o goleiro Gustavo; os laterais Celsinho e Willian Formiga; o zagueiro Everton Sena.

O meia Higor Leite, além dos atacantes Thiago Ribeiro, Jenison e Capixaba.

Como ficaram os salários: não houve redução.

Como está no Paulistão: é o terceiro colocado do Grupo B, fora da zona de classificação à próxima fase.

E tem a sétima melhor campanha entre os 16 clubes participantes.

Oeste-SP: Sem novas contratações e com apenas uma perda, o Oeste deve voltar ao Paulistão com o mesmo time de antes da paralisação.

O clube não divulgou como estão os salários do elenco e se houve (ou não) redução dos vencimentos.

Durante a parada, o time foi flagrado treinando sem autorização de prefeitura de Barueri e do governo do estado.

Contratações: nenhuma.

Jogadores que saíram: o lateral-esquerdo Rael.

Como ficaram os salários: não divulgou.

Como está no Paulistão: é o vice-líder do Grupo A, com dez pontos, e ainda sonha com a vaga nas quartas de final, ao mesmo tempo que tem de ficar de olho na briga contra o descenso.

Ponte Preta-SP: A Macaca contratou cinco jogadores e não perdeu ninguém, já que renovou o contrato do meia senegalês Papa Faye, único com vínculo restante mais curto.

O experiente meia Camilo, ex-Botafogo-RJ e com passagem pela Seleção, é o principal reforço para a sequência da temporada depois de se destacar no Paulistão pelo Mirassol, onde fez cinco gols.

Devido à dificuldade financeira por conta da pandemia, confirmou a redução de até 25% dos salários de jogadores e funcionários do clube.

Contratações: os zagueiros Rayan (Ferroviária) e Luizão (Santo André), os meias Neto Moura (Mirassol) e Camilo (Mirassol), o lateral-esquerdo Ernandes (Mirassol).

O atacante Moisés, do Concórdia, tem tudo certo para defender o clube após o estadual, mas ainda não foi anunciado.

Jogadores que saíram: ninguém.

Como ficaram os salários: o clube cortou até 25% dos salários dos jogadores e funcionários.

Como está no Paulistão: está em último no Grupo A e na classificação geral. Briga para não cair.

Santo André-SP: Não contratou nenhum jogador e perdeu quatro, entre destaques que não renovaram e outros liberados devido à necessidade de readequação financeira.

Com a pandemia, o clube aderiu aos planos oferecidos pelo governo federal de auxílio às empresas, mas segue com parte dos salários dos jogadores atrasado.

Contratações: nenhuma.

Jogadores que saíram: os atacantes Ronaldo e Johnny, o goleiro Fernando Henrique e o zagueiro Luizão.

Como ficaram os salários: aderiu aos planos do governo, mas está em atraso.

Como está no Paulistão: está em primeiro no Grupo B, primeiro na classificação geral e praticamente classificado às quartas de final.

Reportagem: Globoesporte.globo.com

Adaptação: Eduardo Oliveira

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

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