TITE MUDOU A CARA DO BRASIL

Coutinho entra, melhora o time, e o Brasil vence o Equador.

Foi a história da vitória de um ano atrás, na estreia de Tite, caprichosamente repetida na Arena do Grêmio.

Dessa vez, protagonista de uma dura negociação entre Liverpool e Barcelona, o meia fez até gol.

Gol não.

Um golaço na vitória por 2 a 0, que deu à Seleção o título simbólico das eliminatórias.

Com ele no lugar de Renato Augusto, o técnico trocou o 4-1-4-1 pelo 4-2-3-1.

O jogo, que não fluía, passou a andar porque Coutinho deu ritmo, deu aula de como jogar na posição.

Lionel Messi e Luis Suárez, um em cada lado do campo.

Protagonistas do futebol europeu, personagens como Dybala, Di María e Cavani completavam a constelação no Estádio Centenário, em Montevidéu, na noite desta quinta-feira (31).

Um jogão na teoria, mas que na prática deixou bastante a desejar.

A Argentina não conseguiu furar a defesa do Uruguai, que, por sua vez, levou pouco perigo nos contra-ataques organizados.

Resultado: um 0 a 0 que frustra os planos de ambos nas eliminatórias para a Copa do Mundo.

O jogo começou lá e cá, mas sem grandes chances para nenhum dos lados.

Até que, aos 24 minutos do primeiro tempo, Vidal marcou contra à meta chilena.

A seleção paraguaia, a partir daí, soube aproveitar a vantagem e fechou bastante a marcação, investindo em contra-ataques de velocidade.

Em noite pouco inspirada, os donos da casa quase não criaram e sofreram mais dois gols na segunda etapa.

Vitória merecida para o Paraguai, que volta a sonhar com o retorno à Copa do Mundo não se classificou em 2014.

O Chile, por sua vez, se manteve em quarto lugar.

Na lanterna, a Venezuela já está fora da briga por uma vaga na Copa, mas fez um favor e tanto para chilenos, uruguaios, argentinos, equatorianos, paraguaios e até peruanos.

Mesmo eliminada, a Vinotinto arrancou um empate com a então vice-líder Colômbia, que poderia ficar bem mais perto da Rússia com uma vitória nesta quinta-feira em San Cristóbal.

Os goleiros Ospina e Fariñez, de apenas 19 anos, podem ser creditados como grande responsáveis pelo resultado após um bom jogo com inúmeras chances criadas por ambos os lados.

Dada como um peso morto nessas eliminatórias, a seleção peruana contou com uma rodada dos sonhos para se colocar definitivamente na briga por uma vaga na próxima Copa do Mundo o que não acontece desde o Mundial de 82, na Espanha.

Com os empates de Colômbia, Uruguai e Argentina e a derrota do Equador para o Brasil, bastou fazer o dever de casa diante da Bolívia na madrugada desta sexta-feira (1) para a equipe do técnico Ricardo Gareca subir para sexto e embolar a classificação.

Os gols da vitória por 2 a 1 foram marcados por Édison Flores e Cueva, com Álvarez descontando para os bolivianos.

Reportagem: Eduardo Oliveira

Adaptação: Eduardo Oliveira

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

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