Tiroliroli, tirolirolá… E que gooolllllllll! Esse garotinho é um animal!

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Nesta quinta-feira (25/9), vamos comemorar o “Dia do Rádio”, fundado extra oficialmente em 1923, e nós, cretinos e amantes do esporte, nos identificamos demais com este veículo, afinal, as melhores narrações esportivas vêm do rádio, com certeza. Você que nos lê (eu acredito seriamente que alguém lê isso aqui), se recorda de alguma narração emocionante envolvendo seu clube do coração?

Eu me recordo de algumas, por exemplo, a narração do genial Osmar Santos na final do brasileirão de 93, entre Palmeiras e Vitória, na qual o verde sagrou-se campeão (velhos tempos hein… Deixa pra lá). Também me recordo do mesmo Osmar narrando o gol do título mundial do São Paulo frente ao Barcelona, aquele golaço de falta do craque Raí, no ângulo de Zubizarreta. Só pra constar, não torço pra nenhum dos times citados acima, mas a narração transcende a tudo isso.

Para quem acompanha o futebol de maneira mais aguda, certamente viver colado no rádio é algo natural, muito embora as emissoras já não sejam capazes de reproduzir os romantismos de outrora, no entanto, ainda assim, temos narrações sensacionais. Além disso, as coberturas do rádio são mais esmiuçadas e interessantes, com mais personagens, etc. Os fantásticos  jargões, que popularizam narradores até nas telinhas, são provenientes do rádio.

Caso Rafael Moura

Justo na semana do rádio, um episódio pitoresco envolveu um jogador de futebol, Rafael Moura, atacante do Internacional, e o narrador Luis Augusto Alano, da Rádio gaúcha de Porto Alegre. O atleta, que não marcava há nove partidas, sentiu-se ofendido após o narrador brincar com a situação: “Vou gritar (gol) novamente, porque sabe Deus quando ele vai marcar denovo”, disse Alano no momento do gol. Até nota de repúdio oficial rolou.

Uma grande bobagem, Alano foi muito bem a meu ver e o He-Man não tem nada que ficar nervosinho, afinal, nenhuma inverdade foi dita e essa particularidade, ou seja, a forma menos formal com a qual os assuntos são tratados, em especial, na área esportiva, sempre foi típico das emissoras de rádio.

Pois é, o jornalismo esportivo praticado no rádio é diferente, é mais emocionante, mais vibrante, mais real, enfim, é uma comunicação gostosa que atravessa gerações e rompe com as dúvidas sobre sua resistência ao sempre atrativo universo tecnológico. Parabéns ao rádio brasileiro, parabéns aos profissionais que o fazem, especialmente, aos que atuam na área esportiva. Sem cabresto!

osmar1Serviço

Nesta quinta-feira (25) haverá uma homenagem ao narrador Osmar Santos na Câmara Municipal de São Paulo, em comemoração ao dia do rádio.

Local: Câmara Municipal de São Paulo

Endereço: Viaduto Maria Paula, 100.

Horário: a partir das 16h

Telefone: 3396-4000

 

 

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About Roberto Vieira

Sou jornalista, apaixonado por futebol e política, mas, sobretudo, alucinado pela comunicação! Acredito no Brasil, confio nos seres humanos, sou entusiasta da transformação. Que Deus nos abençoe!
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