Precisamos falar sobre Ganso

ganso triste
Não está fácil esse 2014

Faz mais ou menos uns 4 anos, talvez não tenha sido exatamente em fevereiro, pode ter sido janeiro, março, antes ou depois do carnaval, isso não importa muito. Em 2010 as coisas eram muito diferentes, eu, por exemplo, morava em São Paulo durante a semana, o Dunga era técnico da seleção e ainda não tinhas noção do tamanho do perigo que era dar a camisa 5 para o Felipe Melo e a reserva no meio-campo para Julio Batista. Não sabíamos direito quem era Neymar e nem se seria o “novo Robinho”, o Santos esperava por “novos Robinhos” em 2010.

Foi no Paulistinha de 2010 (inha, pois o campeão não mereceria o ão), um jogo qualquer contra algum adversário do interior, o camisa 20 do Santos, um garoto de 20 anos grandão, meio lento, joga um absurdo de partida e junto com Marquinhos, Neymar e André, estraçalharam a pequena vítima. Marquinhos, que não é nenhum craque deu lugar ao camisa 10 do Santos, o Messias Giovanni, paraense como o garoto Paulo Henrique Lima, o Ganso, à época, mentor do garoto e dono da 10 santista (bom lembrar: o Santos não usava numeração fixa em 2010, exceto quando Giovanni e Robinho iam ao banco, um usava a 7 e ou outro usava a 10, Neymar começou usando a 7 em 2010).

Conforme as atuações do Santos se tornavam mais famosas, as jogadas de Neymar, geralmente com passes de Ganso rodavam o Brasil, acompanhados de dancinhas de gosto duvidoso e uma pressão quase insuportável para Dunga, o futuro burro do futebol nacional, levasse pelo menos um dos dois Meninos da Vila™ para a África do Sul. A dúvida não era se um dos dois se tornariam craques em nível mundial e sim qual dos dois seria o melhor no futuro. Muita gente tinha certeza que era Ganso.

Dunga não levou nenhum dos dois, levou uma tungada da Holanda e um pé na bunda da CBF. Neymar melhorou a cada jogo que fez pelo Santos e que faz pela Seleção e pelo Barcelona. Ganso parou em 2011.

Não que Paulo Henrique tenha se aposentado, muito longe disso. Ganso foi importante para a conquista da Libertadores de 2011 pelo Santos, patinou em meio a contusões e uma guerra psicológica com a diretoria do Santos (mais aqui). Foi parar no São Paulo, onde causou desconforto, que começou a derrubar Ney Franco, não conseguiu render com Paulo Autuori (assim como o time todo) e reencontrou Muricy, o comandante do maior título da sua carreira. Sem problemas de contusões e titular absoluto, parecia que ia reencontrar o Ganso de um passado não tão remoto assim.

O então camisa 8 do Morumbi ainda ajudou a trazer o Pato, já que Muricy não queria o 8 e o 10 juntos em campo, Jadson perdeu espaço e começou a forçar a negociação mais surpreendente e rápida dos últimos tempos. Aí pegou a 10 e não rendeu como o esperado. Tanto que foi parar no Banco para o jogo contra o seu ex-clube desde domingo.

O comandante do São Paulo foi de Douglas (por respeito ao leitor não emitirei quaisquer opiniões sobre este atleta) e Maicon (idem) no meio-campo, e o São Paulo fez uma boa atuação contra o Santos, um dos melhores times do Paulista (ão ou inha o resultado dirá), Ganso entrou aos 25 e o time piorou com sua presença, com o Santos tendo seu melhor momento com a entrada dele.

2010 e 2011 vão ficando cada vez mais distante da vida de Ganso, a Copa de 2014 está a anos-luz, as boas atuações são raras e não têm sido o suficiente. O futebol não espera muito por ninguém. Já tem gente que acha que estão esperando muito por Ganso.

 

, , , , , , , , , , , , , , ,

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Confirme que você não é um robô. *