Pedro Rocha fala sobre diferenças entre Roger e Felipão e vislumbra um 2016 “com muita vontade de vencer”.

A Copa São Paulo de Futebol Júnior é o principal torneio das categorias de base do futebol brasileiro. Na popular “Copinha” os atletas de grandes times têm a oportunidade de mostrar que merecem ser aproveitados na equipe profissional, mas ela também oferece a jovens de clubes mais modestos a chance de aparecerem no cenário nacional e integrarem um elenco mais forte.

Foi o que aconteceu com atacante Pedro Rocha. Rápido, ambidestro e bom finalizador, o atleta capixaba de Vila Velha disputou o torneio pela Juventus em 2012. A equipe chegou às oitavas de final, muito graças aos seis gols de Pedro, mas não conseguiu passar do Grêmio. As suas atuações, porém, foram suficientes para que o Tricolor Gaúcho se interessasse pelo ascendente talento. Os 18 tentos anotados pelo Paulista Sub-20 daquele ano também o credenciaram ao time gaúcho.

Hoje, o jovem de 21 anos é tratado como uma das principais apostas do Imortal. Em entrevista concedida por e-mail ao Esquema de Jogo, Pedro Rocha fez uma comparação entre os trabalhos de Felipão e Roger, exaltou a importância que a passagem pelo Juventus teve na sua carreira, avaliou as chances do Grêmio na Libertadores e revelou o sonho de atuar por uma equipe europeia. Abaixo, confira o bate papo na íntegra:

 

Esquema de Jogo: Com a manutenção dos principais jogadores e a contratação de Bolaños, você enxerga o Grêmio acima das outras equipes brasileiras na Libertadores?

Pedro Rocha: A Libertadores é o tipo da competição onde não existem favoritos, o Grêmio realmente se reforçou e o principal, como você mesmo disse, foi manter a base. Acredito que podemos ir longe na competição, com humildade mas sempre almejando o titulo.
EJ: Você é egresso das categorias de base do tradicional Juventus da Mooca, o quão importante esse clube foi para a sua formação como atleta?

PR: O Juventus foi quem me deu a oportunidade de mostrar o meu futebol, tive a oportunidade de disputar Copa São Paulo e também jogar no Profissional. Tenho um carinho enorme pelo Clube, acompanho e estou na torcida sempre.

EJ: Há uma ansiedade para que o Grêmio volte a vencer o campeonato gaúcho, torneio que não vence desde 2010, período em que o Internacional levou a taça por cinco vezes?

PR: o Grêmio tem pressão para vencer todas as competições em que disputa e estamos trabalhando forte para que isso aconteça em 2016 não só com o Campeonato Gaúcho.

EJ: Você teve a experiência de trabalhar com dois técnicos bastante distintos desde que ascendeu à equipe profissional do Grêmio: Felipão, da velha guarda, motivador, experiente e, para muitos, ultrapassado; e Roger, jovem proveniente de uma nova safra de treinadores e que preza mais o lado técnico. Qual estilo você prefere e o que você melhorou no seu futebol sob a batuta de ambos?

PR: Professor Felipe foi muito importante pois acreditou em meu trabalho e pude aprender bastante com ele. Já com o Roger eu tive maior sequencia de jogos e ele tem um estilo mais estudioso onde consegue passar na prática seus ensinamentos. Aprendi com os dois, espero aprender mais com o Roger e quem sabe um dia reencontrar o Professor Felipe. No geral, melhorei no sentido de posicionamento e jogar pelo time, acho que foi o maior aprendizado.

EJ: O Grêmio tem diversos jovens jogadores lutando por espaço na sua posição, de atacante pelos lados do campo; o quanto essa briga é saudável e com qual importância você se enxerga dentro do elenco tricolor?

PR: Claro, sim, sempre saudável! Todos tem o seu valor e eu espero readquirir a fase que tive no inicio do Brasileiro do ano passado para ajudar o Grêmio a conquistar títulos.

EJ: Após um 2015 de adaptação, o que se pode esperar de Pedro Rocha em 2016?

PR: Com muita vontade de vencer com essa camisa! Podem contar comigo!

EJ: Você nutre o sonho de jogar no futebol europeu? Tem alguma equipe na qual você vislumbra vestir a camisa?

PR: Eu tenho alguns sonhos dentro do futebol e jogar na Europa, em grande clube, é um deles, com certeza. Mas são etapas da nossa vida profissional, nesse momento não penso nisso, somente em alcançar meus objetivos com a camisa do grêmio.

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