O último rugido

Emerson Leão. Sempre que falamos esse nome, nos vem à mente um homem polêmico.  Um cara de personalidade forte e de veadagem vaidade acima da média para seu tempo.

Leão já foi um bom técnico. Fez bons trabalhos sim. Tanto é que chegou à seleção brasileira. Seu ego, porém, sempre o atrapalhou.

Nessa última passagem pelo São Paulo, porém, Emerson Leão parecia diferente. Aparentava estar mais tranquilo. Às vezes até aparecia em público sorrindo, o que vai de encontro com sua imagem séria e carrancuda.

Leão foi contratado no ano passado para “disciplinar” o elenco tricolor, recheado de jovens e que estava tão mal após as passagens de Ricardo Gomes, Sérgio Baresi e Carpegiani. Pelas circunstâncias o ano terminou bem para o São Paulo, que quase beliscou uma vaga na Libertadores.

Chega 2012 e Leão tem seu contrato renovado. O time vinha sendo competitivo até que o Sr. Juvenal Fudêncio Juvêncio (Não vou falar muito sobre esse senhor apreciador de bons destilados pois pretendo escrever um post em outra ocasião), e afasta Paulo Miranda, zagueiro titular de Leão. Independente da qualidade do jogador, nenhum técnico gosta de interferências em seu trabalho. A partir daí o time ficou sem comando. A equipe que não brilhava, mas vinha com alguns resultados interessantes ao longo do ano, passa a parecer uma equipe de pelada. Jogadores distribuídos de qualquer maneira dentro de campo com um capitão completamente descontrolado.

Vem a eliminação na Copa do Brasil diante do bem treinado Coritiba. Depois uma derrota no Brasileirão para um dos times mais cotados ao rebaixamento. Leão caiu, da mesma forma que Carpegiani no ano passado e da mesma forma que Pep Guardiola cairia se lá estivesse. O problema no São Paulo é muito maior que elenco e comissão técnica. Mas aguardem o próximo post sobre o Juju, porque esse aqui já foi difícil de escrever.

Não acredito que Leão consiga outro emprego no futebol. Seus métodos estão ultrapassados. Hoje, mais do que nunca, seu trabalho tem prazo de validade. E olha que esse prazo é bem curto. O futebol brasileiro precisa de novidades e não buscar no passado a solução para o presente.

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