New Maraca, a saga

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Saiu o sorteio da Copa das Confederações, lá em dezembro, às vésperas do fim do mundo e do título da Sulamiranda 2012. Naquela longíngua data surge um jogo. México x Itália, 16 de junho no Maracanã. “Jogão”, pensei. “Viva México” pensou o Bruno Rios, o otário parceiro de templos do futebol, como o Ulricanã e a Arena Mansueto, a Bomboneira calunga. Resolvemos ir ao jogo.

Jogos de futebol pra mim, em geral, significam perrengue. Desde terminar jogo em corredor de Pronto-socorro, depois assalto a um amigo na Vila Belmiro, fila de quarenta minutos (perdendo o primeiro tempo) para ver Brasil x Africa do Sul no Morumbi; multa pro carro na Padre Lebret e uma corrida em disparada, pela mesma Lebret para encontrar o cabeça de nós todos para ver a final da Sula. Dessa vez, tudo indicava que não seria diferente.

Você que não tentou comprar ingresso para a Copa das Confederações, funcionava assim: Você se cadastra no site da dona Fifa, vai pra uma loteria (caso tenham mais interessados em ver os jogos que ingressos disponíveis), depois disso você é cobrado e o ingresso é seu.

Depois que fui contemplado com meu ingresso, fiquei esperando notícias. Ela veio: ingresso você retira e só em cidade-sede, da Copa do Mundo, Doutro Blatter? Não, animal, da Copa das Confederações! Imagina, moro em Santos, longe pra cacete do RJ. Teve que ficar pro dia do jogo.

O plano era ir de avião, assistir o jogo e dar uma volta no Rio de Janeiro, que eu não conhecia e voltar de avião. Demoramos para comprar, e os preços proibitivos obrigaram a mudança dos planos. Vamos de ônibus, voltamos de ônibus.

A maior preocupação era a retirada de ingressos. Durante essa primera semana, foram registradas filas de até 3 horas para a retirada em todos os pontos das sedes. Definimos então que a primeira coisa que iriamos fazer no RJ era ir ao posto do Galeão às sete da manhã (hora que abrem os postos), pegar a fila que fosse e depois, se desse, uma volta pela cidade, senão era jogo direto.

Depois de 7 horas de viagem de ônibus Santos-Rio de Janeiro, pegamos um taxi e fomos direto ao Galeão retirar. Encontramos uma fila considerável, mas que não ia nem até à porta do aeroporto. Não tinha divisão entre os que marcaram ou não a retirada. Surpreendentemente o único incidente foi quando uma voluntária tomou uma decisão de passar um grupo na frente porque teóricamente eles seriam os únicos a retirar os jogos do dia. Mas quase todos estavam lá para retirá-los, problemas resolvidos, em bem menos de uma hora, os ingressos estavam na mão. Nem deu tempo da tal frase.

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Ingresso na mão, era hora de arrumar um local para tomar café da manhã. Bruno sugeriu a Confeitaria Colombo do Centro do Rio de Janeiro. Eu imaginei que talvez estivesse fechado, já que o RJ tem praia, não precisa encher o centrão de atrações turísticas, ou seja, estava fechada. Rumamos à Copacabana, no Forte, onde eles também servem café da manhã.

Tomamos um outro ônibus e fomos ao bairro, graças à cobradora do ônibus (lembram deles, os cobradores, santistas?), descemos no local certo e comemos um belo café da manhã. Depois disso, caminhada pela orla, um chope em um quiosque e bora pro jogo.

Havia boa sinalização para chegar ao estádio, a estação do metrô que embarcamos tinha banners e voluntários orientando cada estação para descer, baldeações e tudo mais que precisávamos para chegar ao local certo do estádio. Os setores dos ingressos eram diferentes, portanto descemos na mesma estação para combinar um ponto de encontro após o jogo. Placas indicavam qual sentido deveríamos seguir para ir ao estádio, essa que vocês vêem aqui no topo do post. Chegada sem problemas.

No acesso ao estádio havia uma revista bem minuciosa, em especial às mochilas e bolsas. Como estava com uma mochila com algumas coisas, precisei pegar essa fila. Um dos monitores fazia graça falando que para os cariocas era setor “É” e para os paulistas, o modo correto, é claro, setor “Ê”. Bela piada, até, se não fosse repetida umas 30 vezes enquanto eu estava na fila. Não acharam nenhuma bomba na minha mochila, nenhuma arma nos meus bolsos, fui liberado para entrar. Lá dentro, tinham espaços de todos os patrocinadores. Campeonato de embaixadinha da Sony, alguma coisa de fotos do Itaú, fotinho com o Cafu na Liberty Seguros. E o bar da Budweiser.

Era um local com belas garotas, vestidas com vestidos curtos e onde se cobrava a quantia de R$ 12,00, sim, Doze reais, não entendeu? DOUZE DILMAS em uma lata de cerveja. Que local é esse meninos? É a casa da Dona Fifa.

Tinham outras coisas com preços incríveis, como o pão com salsicha a oito reais, mas o maior exemplo é a cerveja com preço de…

Como nada daquela ações modernosas de marketing chamou minha atenção (exceto as meninas da Budweiser) fui ao que interessava, meu assento no estádio. Não queria tirar foto com a cafusa e muito menos levar um fuleco para a casa. Todos os orientadores foram atenciosos e encontrei meu setor/bloco/fileira/caderia rapidamente. Uma rápida confusão com uma família que errou o setor e sentei eu na cadeira, faltando meia-hora para o início do jogo.

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Quando eu vi os dois jogos anteriores eu tive a impressão que o Maracanã tinha perdido o jeito de estádio grande de antes. Não perdeu, mas não tem cara de estádio brasileiro, parece um estádio europeu. Isso não é uma crítica, nem um elogio, é uma constatação. Mas vendo como ficou o Maracanã, acho que foi melhor não terem mexido no Morumbi para virar o New Morumba.

O público era mais animado e interagia mais com o jogo que o público de seleção brasileira, mas não era um público de clube brasileiro. Sobre a “alma do Maracanã” que falam, é melhor esperar o futebol de verdade começar por lá.

Não se se vou me acostumar a ver jogos de futebol sentado em cadeiras. A regra era ficar sentado e se ficasse em pé, acontecia de alguém ficar gritando “senta, babaca”. Mas aí começou o “eu sou brasileiro/ com muito orgulho/ com muito amor”; “é liga mundial? Erraram a porta do Maracanãzinho!” disse o rapaz da fileira de cima.

A salvação foi uma hora que o público de trás do gol (ingresso mais barato, imagino) puxou o clássico “Domingo, eu vou no Maracanâ…”, mandaram muito bem.

O jogo em si, foi o que o Danilo disse aqui. Mas acrescento que não vi Zico, mas vi Pirlo, como bateu aquela falta, além de jogar uma ignorância, joga fácil demais. E Balotelli que foi agraciado com o coro de “Balotelli, viado” e “Ah! É Balotelli!” no espaço de cinco minutos, jogou bem, mito é mito. Chicharito joga sozinho, Giovani do Santos é uma enganação e o 22 a Itália é horrível.

Depois do jogo procuramos um bar para ver o outro jogão da noite, Espanha x Uruguai. Os voluntários deram a dica de um bar na avenida que cruza o estádio, achamos. Lá vejo 3 ligações não atendidas da minha mãe falando dos protestos. Não cheguei a ver nenhum tumulto, não sei como aconteceu de fato. Era sobre os gastos com a Copa? Estão corretos, o estádio custou 1 bilhão, só faltava ficar feio.

Saímos do bar rumo à rodoviária, incrível, não aconteceu nada de errado, nenhum problema! Pegamos o ônibus e voltamos. Deu tudo certo, eu não precisei dizer nenhum “imagina na Copa?” Mas teve gente com problemas.

Bolão do Esquema

Seguindo com o Bolão, amanhã temos os jogos do grupo A, com o Brasil enfrentando o México e a Itália enfrentando o Japão. Seguem os palpites

Bruno (9 pontos) Brasil 2 x 1 México, Itália 1 x 0 Japão

Danilo (6 pontos) Brasil 2 x 0 México, Itália 1 x 0 Japão

Felipe (4 pontos) Brasil 3 x 1 México, Itália 3 x 0 Japão

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