Fim dos Jogos Pan-Americanos de 2019

Rafaela Silva e diversidade marcam encerramento do Pan, o maior evento da história do Peru.

Jogos de Lima terminam com a melhor participação do Brasil e na cerimônia falam um pouco mais da história do país; campeã de tudo, judoca é a porta-bandeira brasileira.

Agora, é Santiago em 2023.

Neste domingo (11) chegou ao fim os Jogos Pan-Americanos de Lima, no Peru.

E os peruanos fizeram mais uma bonita festa para encerrar bem todo o espetáculo que promoveram durante os 19 dias de competição, naquele que foi o maior evento esportivo na história do país.

Na cerimônia de encerramento, a campeã de tudo Rafaela Silva foi a encarregada de ser a porta-bandeira do Brasil e mostrou uma alegria dourada ao entrar no estádio.

Surpresa na delegação brasileira foi a aparição de Jéssica Linhares, medalha de bronze no caratê, que estava de cadeira de rodas por causa de uma fissura no terceiro metatarso do pé direito.

No mais, a apresentação das delegações transcorreu sem problemas.

Os atletas entraram no estádio nacional antes de começar o espetáculo de dança organizado com mais de mil trajes e que representavam a diversidade do país.

A ideia do espetáculo era contar um pouco mais da história peruana desde antes da chegada dos espanhóis à América.

Hábitos, rituais e outros símbolos foram representados durante a parte artística da cerimônia.

Logo depois da apresentação artística com danças e músicas típicas do Peru, o presidente do Comitê Organizador do Pan, Carlos Neuhaus, tomou a palavra.

Neuhaus fez questão de exaltar a força dos atletas e o empenho apresentado desde voluntários até torcedores.

“Já jogamos todos (em referência ao lema “Jogamos Juntos” desta edição do Pan). E essa noite celebramos todos. Celebramos os incríveis feitos conseguidos por esses notáveis atletas. Sua coragem, ambição, empenho, força, velocidade, sua humildade na vitória, sua dignidade na derrota. Nos mostraram como competir com os valores de amizade e respeito. Atletas, vocês nos inspiraram. Obrigado!”

Após da declaração do fim dos jogos e a descida da bandeira pan-americana, foi a vez de passar à apresentação da próxima cidade-sede: Santiago, capital do Chile.

A cantora chilena Francisca Valenzuela deu show, seguida de Gian Marco Zignago.

Com o fim dos Jogos Pan-Americanos a contagem regressiva para a próxima edição começa e também vai ficando mais perto da Olimpíada Tóquio de 2020.

Falta menos de um ano para os Jogos do Japão, que começam no dia 24 de julho.

Brasil fecha Pan com recorde de medalhas e vice-liderança no quadro que não vinha há 56 anos.

Mesmo com menos atletas que nas últimas três edições, delegação conquista o maior número de medalhas na história, quebra o recorde de ouros, e termina atrás apenas dos Estados Unidos.

Barba, cabelo e bigode.

A delegação brasileira conquistou, nos Jogos Pan-Americanos de Lima, no Peru, encerrados neste domingo (11), os três maiores objetivos que poderiam ser atingidos: quebrou o recorde de medalhas de ouro, levando 55, três a mais que no Pan de 2007, no Rio de Janeiro, foi ao pódio como jamais havia feito, 171, 14 vezes a mais do que a marca anterior, e encerrou o evento em segundo no quadro geral, atrás apenas dos Estados Unidos, repetindo o ocorrido em 1963, no Pan de São Paulo.

Portanto, o Brasil fechou com 55 ouros, 45 pratas e 71 bronzes.

Confira o quadro de medalhas dos Jogos Pan-Americanos:

https://interativos.globoesporte.globo.com/jogos-pan-americanos/quadro-de-medalhas/quadro-de-medalhas

O Comitê Olímpico do Brasil (COB) não tinha colocado uma meta em número de medalhas ou de pódios, nem posição no quadro.

Para a entidade que comanda o esporte no país, o importante era a conquista de vagas olímpicas e a melhora do desempenho da maioria dos esporte com relação a Toronto 2015.

O país garantiu, pelo Pan, um lugar na Olimpíada no handebol, hipismo, tiro com arco, tênis de mesa, tênis, pentatlo e vela, mas acabou sucumbindo no handebol masculino e no tiro esportivo.

Outro recorde interessante atingido pelo Brasil foi o de número de modalidades que foi ao pódio.

O Brasil conquistou medalha em 41, mais que os 40 do Rio 2007.

Nos títulos, foram 22 modalidades com ouros, repetindo as 22 de 2007. Com menos de 500 atletas, delegação foi a menor desde 2003, o Brasil se destacou muito mais em esportes individuais do que nos coletivos.

O carro chefe do Brasil foi, pela quarta vez seguida, a natação.

Da piscina de Lima vieram 10 medalhas de ouro, e um total de 30 medalhas.

A vela, sempre tão tradicional no país, conquistou cinco títulos em onze possíveis, em um aproveitamento espetacular.

Atletismo e ginástica(artística e rítmica), com seis e cinco douradas respectivamente, superaram o resultado ruim de Toronto 2015 e voltaram a colocar o país como potência no continente.

O que não faltou para o Brasil foram feitos inéditos.

Primeiro título no badminton e nas águas abertas, primeiro ouro feminino no boxe, patinação, taekwondo e triatlo, primeira dobradinha do individual geral da ginástica, primeiro pódio nos saltos ornamentais sincronizado…

Até a pelota basca conseguiu o bronze que nunca tinha conquistado.

Mas também teve a manutenção de hegemonias históricas.

O handebol feminino conquistou o hexa-campeonato e a ginástica rítmica, apesar de alguns erros, conseguiu trazer um ouro também pela sexta vez seguida.

O revezamento 4x100m da natação manteve a tradição de não perder a prova: a última derrota foi em 1995, no Pan de Mar del Plata.

Nos Pans de 2007, no Rio de Janeiro, e de 2011, em Guadalajara, no México, a briga pela segunda posição foi com Cuba, com os caribenhos levando a melhor com uma grande quantidade de ouros nos últimos dias.

Em Toronto 2015, não teve muito jeito: o Canadá ficou em segundo lugar com grande tranquilidade.

Para Lima 2019, o Brasil demorou alguns dias para deixar o México para trás e, nos últimos dias, segurou o ímpeto do Canadá, para se consolidar no segundo posto do quadro.

Os Estados Unidos mantiveram a hegemonia.

Pela décima sexta vez em 18 Pans ficaram na frente do quadro de medalhas.

Foram, ao todo, 117 ouros, 87 pratas e 83 bronzes, totalizando 287 pódios e a primeira posição no ranking.

O próximo passo agora é a Olimpíada de Tóquio 2020, que tem início no dia 24 de julho.

O Comitê Olímpico do Brasil (COB) opta por não falar em metas de medalha ou posição no quadro de medalhas, mas é claro que há um objetivo plausível para os Jogos: superar os 19 pódios conquistados na Rio 2016.

E, com a inclusão de surfe e skate no programa de provas, a chance é clara.

Após conquistas do Pan, Brasil chega a 104 vagas confirmadas para a Olimpíada de Tóquio 2020: Brasileiros aproveitam Jogos Pan-Americanos de Lima para se classificarem para Tóquio, enquanto vôlei masculino e feminino se classificam por meio dos pré-olímpicos.

Faltando menos de um ano para os Jogos Olímpicos de Tóquio, a delegação brasileira começa a se tornar mais numerosa, mas ainda com poucos nomes definidos.

As últimas duas semanas foram importantes neste quesito, com várias vagas vindas através dos Jogos Pan-Americanos de Lima, além das seleções masculina e feminina de vôlei, que venceram seus pré-olímpicos mundiais.

No total, o Brasil agora tem 104 vagas confirmadas em 2020.

No Pan de Lima, o destaque ficou por conta do hipismo, que conseguiu classificar a equipe nas três categorias: adestramento, CCE e saltos.

O país ainda garantiu um lugar no tênis de mesa, tênis e pentatlo moderno, além da dupla da classe 49er da vela.

Na maioria dos esportes, os nomes ainda não estão garantidos, mas o Brasil já tem um lugar assegurado.

Casos dos quatro esportes coletivos femininos, rugby, handebol, futebol e vôlei, e dos revezamentos da natação.

Em outras modalidades, alguns atletas estão praticamente certos, casos de Robert Scheidt, Martine Grael, Kahena Kunze e Jorge Zarif da vela, além de Iêda Guimarães do pentatlo.

Vale lembrar que alguns brasileiros já atingiram o índice olímpico no atletismo, mas como a Confederação Brasileira (CBAt) ainda não definiu o critério de classificação, os nomes não estão contabilizados.

Vagas brasileiras:

18 atletas no futebol feminino

12 rugby feminino

12 vôlei feminino

12 vôlei masculino

14 hand feminino

12 natação (revezamentos 4x100m e 4x200m livre, e 4x100m medley)

10 vela (classes 49erFX, 49er, 470 feminino, Laser, Finn e Nacra 17)

1 Águas abertas (Ana Marcela nos 10km)

1 Pentatlo (Ieda Guimarães)

9 atletas no hipismo (adestramento, CCE e saltos por equipes)

1 tênis (João Menezes – precisa estar entre os 300 do ranking mundial em junho do ano que vem)

1 tênis de mesa

1 tiro com arco

Reportagem: Globoesporte.globo.com

Adaptação: Eduardo Oliveira

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

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