ESTATÍSTICA DO BAYERN NOS ÚLTIMOS CINCO ANOS

Nos últimos 5 anos, contando a partir de março de 2012, somente 55 jogadores passaram pelo elenco principal do Bayern Munique.

Pelo Real Madrid passaram 64.

Pelo Barcelona passaram 66.

Nos últimos 5 anos, esses 3 times conquistaram 4 Mundiais de Clubes, 4 Champions League e 8 títulos nacionais ou ‘ligas’.

Nesses últimos 5 anos, essa fantástica coleção de grandes títulos dos três clubes foi conquistada por 185 jogadores.

Não coloquei na conta as copas nacionais diversas.

Nesses mesmos 5 anos, 137 jogadores vestiram e jogaram com a camisa do Genoa.

A camisa do Granada foi usada por 129 atletas.

E a do Chievo Verona por 117.

Os tiffosi do monstro sagrado de muito tempo, o Internazionale ou, como é mais comum dizermos, a Inter de Milão, viram 111 atletas jogarem com seu manto sagrado.

Os da Fiorentina viram um a mais – 112.

Entre a ponta dos que menos trocaram e a ponta dos mudancistas juramentados, como talvez dissesse o saudoso Odorico Paraguaçu, e mais próximos da ponta dos vencedores, temos os dois grandes times de Manchester: o United teve 74 jogadores, com mais trocas na era pós-Ferguson, e o City teve 73 jogadores.

Esses dados foram levantados pelo CIES Football Observatory e divulgados no boletim de ontem, comemorando, justamente, o 5º aniversário da divulgação dos dados que levantam sobre o futebol europeu e, especialmente, sobre as Big Five: Premier League, Bundesliga,

La Liga, Serie A e Ligue 1.

É importante destacar que os analistas do FO consideraram somente os jogos das ligas domésticas, ou seja, todos os clubes analisados tiveram a mesma base.

Por isso mesmo, ao invés dos 98 clubes que disputam as cinco grandes ligas, esse levantamento traz apenas 54 times, justamente os que estiveram presentes em todas as cinco edições das ligas domésticas a partir de 2012.

Na tabela abaixo, vemos logo depois do nome do time o nome do jogador que mais tempo, em minutos dentro de campo, vestiu a camisa da equipe.

Se Manuel Neuer vestiu a camisa do Bayern por 14.302 minutos, equivalentes a, praticamente, 159 jogos nesse período, ninguém chega perto do goleiro do Saint-Etienne, Stéphane Ruffier, que esteve em campo por 16.650 minutos ou exatas 185 partidas.

Esse levantamento dos minutos jogados cobre apenas os jogos das ligas domésticas, como foi dito mais acima e convém ressaltar.

Se vocês repararem no início da tabela, verão que dos 11 times que tiveram mais de 100 jogadores no período, nada menos que 8 são italianos.

Essa turma inclui a Roma e o Milan e mais Atalanta e Udinese completando o turma de oito.

Esses números não refletem apenas o caráter especulativo do mercado de transferências italiano, como dizem os analistas.

Em minha visão, refletem sobretudo a bagunça administrativa que tomou conta dos clubes do Calcio, com destaque, justamente, para os dois grandes clubes milaneses.

Nem mesmo ‘la Vecchia Signora di Torino’, a Juventus ou Juve, escapa muito dessa sina.

Hoje novamente poderosa, seus tiffosi viram 87 jogadores vestirem sua camisa nesses 5 anos.

Considerando outros membros da turma dos grandes europeus, o Liverpool teve 4 jogadores a mais – 91 e o Chelsea 5 a menos 82; pelo Atlético de Madrid passaram 79 jogadores, 65 pelo Arsenal e 64 pelo Paris Saint-Germain.

Podemos desenvolver vários raciocínios a partir desses números, como é natural, mas um deles é dominante, com certeza:

Times vencedores têm elencos mais estáveis.

Essa é, em minha visão, uma das principais respostas à pergunta formulada no primeiro parágrafo:

Por que alguns clubes ganham mais que outros?

Ah… E por que são mais estáveis?

Por que ganham mais que outros?

É o dinheiro?

Não, creio que não, pois todos eles têm dinheiro, uns mais, outros pouco menos.

Penso que é a gestão.

Ranking com as equipes nos últimos cinco anos. (Foto: Globoesporte.globo.com)
Penso que é o dinheiro disponível bem empregado.

Penso que é dar tranquilidade e boas condições de trabalho aos treinadores.

É por aí.

Em tempo: elencos estáveis também são importantes para times com menos recursos se sustentarem com dignidade e não fazer feio nas ligas.

Reportagem: Blog Olhar Esportivo Crônico

Adaptação: Eduardo Oliveira

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

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