Entrevista: João Ricardo comemora chegada à Chapecoense

O goleiro João Ricardo está de casa nova em 2019. Após quatro anos defendendo o América-MG, o jogador acertou com a Chapecoense, clube que defenderá nos próximos dois anos.

João chega com a missão de substituir Jandrei, um dos destaques do time de Chapecó no ano passado e que se transferiu para o Genoa, da Itália. O arqueiro chega à equipe credenciado pelas ótimas atuações no clube mineiro, onde conquistou um estadual e a Série B em 2017.

Em um bate-papo com o Esquema de Jogo, João Ricardo falou, entre outros assuntos, sobre a escolha pela Chapecoense e a queda do América-MG no último Brasileirão.

Confira:

Esquema de Jogo: A Chapecoense vem de um histórico recente de goleiros que se destacaram no futebol brasileiro, como Danilo e Jandrei. Por que você acha que foi o escolhido para manter essa seqüência?

João Ricardo: Eu acho que me escolheram pelo que eu demonstrei nesses últimos anos com a camisa do América, por ser muito próximo ao que o Jandrei e o Danilo vinham fazendo. Acredito que também pelo meu histórico de vida, por se adequar ao que a Chapecoense espera de um goleiro.

EJ: Você teve propostas de outros clubes brasileiros? Quais os motivos que o fizeram optar pela Chape?

JR: Sim, tive sondagens de outros clubes, mas escolhi a Chapecoense para ficar mais próximo da minha família, tanto a minha como a da minha esposa (João Ricardo é natural de Mariano Morro, 150 quilômetros distante de Chapecó). Escolhi também pelo fato da Chape ser uma equipe muito séria e a cidade ser muito boa, então isso me fez ficar com muita vontade de vir para cá.

EJ: Fale um pouco sobre este início de pré-temporada e a sua impressão sobre o clube.

JR: Esse início de pré-temporada é trabalho puxado. Eu fiquei muito feliz por ver que a Chapecoense é muito organizada, posso dizer que é um clube gigante da Série A. Fui muito bem recebido aqui pelos funcionários, os jogadores também me acolheram muito bem, então posso dizer que é um ambiente muito feliz. Já estou me sentindo praticamente em casa.

EJ: Você encara a Sul-Americana como prioridade do clube para 2019?

JR: O Brasileiro da Série A é um campeonato que eu acho mais importante para a Chapecoense, por mais que uma competição sul-americana também seja. O clube vai jogar quatro competições importantes (Estadual, Copa do Brasil, Copa Sul-Americana e Brasileirão), então vai ser um ano muito positivo e com muitos jogos, mas acredito que o mais importante seja o Brasileiro.

EJ: Durante quatro temporadas no América, você viveu os altos e baixos do clube: título mineiro, acesso e dois rebaixamentos. Por que o clube não conseguiu se firmar na série A?

JR: Olha, difícil falar. As coisas estavam tão fáceis em 2018 para a permanência do América que no final acabou sendo até uma tragédia a queda para a Série B. Acho que não adianta a gente ficar achando culpados e pensar no que poderia ter feito diferente. Já aconteceu, lamentamos, mas vida que segue, agora o pensamento é aqui na Chapecoense.

Foto: Mourão Panda / América

EJ: Você considera a saída do Enderson Moreira o principal fator para a queda do América, considerando que ele estava desde 2016 no clube?

JR: Eu acho que não dá para se cravar como fator importante a saída de um treinador ou a entrada de outro. Chegou um momento em que as coisas não estavam dando certo; teve troca de comando, as coisas melhoraram, começaram a não dar certo de novo e assim foi. Eu acho que é tudo um contexto, não adianta achar que simplesmente a chegada ou saída de um treinador é o fator decisivo para o descenso.

EJ: Em um determinado momento do campeonato, ainda sob o comando do Adílson Batista, deu-se a impressão de que o América cresceria ainda mais, tendo em vista as boas atuações contra equipes da parte de cima da tabela. Vocês também tinham essa sensação?

JR: Com a chegada do Adílson o time deu uma evoluída boa e criou-se uma expectativa muito grande. Naquele momento do campeonato ninguém cravava que o América iria cair, todo mundo falava em vaga na Sul-Americana. Então, a gente também tinha essa sensação.

Crédito da foto de capa: Márcio Cunha/Chapecoense

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