Entre o céu e o inferno!

É com muito orgulho (ferido) que escrevo meu primeiro post aqui no Esquema de Jogo. Espero enriquecer o site com os meus comentários e não escrever tanta bobagem quanto os meus companheiros canalhas. Aliás, fica aqui o meu agradecimento oficial pelo convite aos amigos Bruno, Danilo e Estiva, fundadores, mantenedores e abastecedores de conteúdo do Esquema.

Bom, você deve estar se perguntando o que essa melação toda tem a ver com o título. É, não tem nada. Vamos ao que interessa então. Com esse título eu gostaria de abordar como as análises feitas pela mídia, torcedores e atletas à respeito do futebol variam tanto quando o cardápio do Bom Prato.

Quem não assistiu à vitória do São Paulo sobre o Botafogo no domingo passado e só acompanhou a repercussão deve ter pensado: “Bom, o Tricolor voltou aos tempos de Careca, Muller e Silas ou então ao esquadrão do saudoso Telê Santana”. Douglas, lateral-direito do São Paulo, afirmou que o time tinha tudo para ser campeão. Ganso se superou ao dizer que não vê outro meia diferenciado como ele no futebol brasileiro. O presidente Aidar disse que o time não está atrás de reforços e que com esse elenco “seremos campeões brasileiros”. Para completar, um importante veículo de internet colocou em sua página o seguinte título: “Muricy e a torcida do São Paulo podem ter mudado o futuro de Pato”.

Pois bem. Quarta-feira, três dias depois da vitória por 3 a 0 sobre o poderoso Botafogo, eis que o grande time do São Paulo perde para a superpotência CRB, de Alagoas, apresentando o mesmo futebol sofrível dos últimos tempos: passes errados, jogador expulso, falta de criatividade, preguiça, etc.” Com tudo isso, comecei a pensar e constatei como as nossas análises e emoções sobre uma vitória e derrota podem alterar nossas opiniões em questão de horas.

Pato ainda vai dar o que falar
Pato ainda vai dar o que falar

Não vou entrar em muitos detalhes do que eu acho à respeito do São Paulo. Apenas para resumir, acho que o time vive de lampejos e alguns jogadores podem formar a base de uma equipe campeã, como Rogério Ceni, Álvaro Pereira, Souza, Ganso, Pato e Luís Fabiano. Aliás, acredito que o Pato dará certo no Morumbi, mas é bom lembrar que ele fez apenas QUATRO jogos, muito pouco para fazer previsões mais conclusivas. Para pensar em título, está muito claro que faltam mais alguns bons jogadores e um pouco mais de organização, dentro e fora de campo.

Enfim, usei o caso do São Paulo apenas como exemplo, mas muitos outros poderiam ser citados. O Atlético-MG foi campeão da Libertadores há menos de um ano e foi aclamado como o melhor time do Brasil. Meses depois, o time sofre uma pressão danada após ser derrotado no jogo de ida das oitavas de final da mesma Libertadores, e olha que o time nem caiu fora ainda. O Barcelona, quem diria, após ganhar praticamente tudo desde 2009, vê seus principais jogadores e responsáveis pelos anos de glória, como Messi, Xavi, Iniesta, serem tratados como pernas-de-pau após apenas UMA temporada sem títulos.

Barcelona
Barcelona eliminado: a magia acabou?

Agora acho que deu para entender um pouco a razão do título ser esse, não é? Ainda veremos muitos casos de jogadores e clubes que irão do Céu ao Inferno em questão de meses ou dias, o que não será muito difícil de constatar, afinal, isso acontece toda semana nesse mundo maluco do futebol.

 

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