E o novo Mundial começa em 2021?!?!

FIFA anuncia novo Mundial de Clubes, a cada 4 anos e com 24 times. Primeira edição será em 2021.

Torneio contará com oito times europeus e seis sul-americanos e passará a ocupar janela da Copa das Confederações.

Estreia não será no Catar por conta do clima e não tem local definido.

A FIFA anunciou nesta sexta-feira a criação de um novo Mundial de Clubes, a ser disputado a cada quatro anos, com a presença de 24 times.

A primeira edição será organizada em junho e julho de 2021, em local a ser definido, ocupando a janela deixada pela Copa das Confederações no calendário mundial.

A nova competição terá 24 clubes: oito da Europa, seis da América do Sul e as demais divididas entre os demais continentes.

A FIFA deixou para cada confederação continental definir os critérios de classificação ao Mundial.

“Houve muitas discussões construtivas, com o presidente da Uefa. Estamos avançando nesse assunto. Temos a responsabilidade de tomar decisões, e tomamos a decisão, e nas próximas semanas essas discussões vão dar frutos. Hoje há clubes que representam mais do que uma cidade, um país. Há clubes que são internacionais, têm fãs por todos os lados. Será importante para eles tentar ser campeões mundiais”, afirmou o presidente da FIFA, Gianni Infantino.

Ameaça de boicote da Europa: Horas antes do anúncio da FIFA, enquanto membros do conselho ainda estavam reunidos, os gigantes europeus fizeram uma ameaça oficial de boicote à nova competição.

A Associação de Clubes Europeus (ECA, na sigla em inglês) afirmou por meio de carta para a FIFA que iria boicotar o torneio, por ser “frontalmente contra a aprovação” do novo formato e que “nenhum membro do ECA vai disputar essa competição”.

O documento está assinado por representantes de 15 dos maiores clubes da Europa, incluindo Juventus, Real Madrid, Ajax, Paris Saint-Germain, Barcelona, Bayern de Munique, Manchester United e Benfica.

Trata-se de mais uma batalha na guerra entre a FIFA e os grandes clubes europeus, que também se opuseram ao aumento do número de participantes da Copa do Mundo para 48 seleções, mas foram derrotados.

No lugar da Copa das Confederações: O Mundial de Clubes reformado vai substituir no calendário dois torneios que eram considerados fracasso de público, crítica e qualidade técnica: o velho Mundial de Clubes (disputado por sete clubes em dezembro) e a Copa das Confederações, que desaparece do calendário.

Ainda haverá duas edições do velho Mundial com sete clubes, em 2019 e 2020.

A edição de 2021 ainda não tem local definido, uma vez que o calor do verão no Catar, no meio do ano, inviabilizaria a prática do futebol em alto nível. Desta forma, o torneio não será um evento-teste para as instalações da Copa do Mundo.

Clubes europeus ameaçam boicotar novo Mundial de Clubes que a FIFA quer aprovar.

Representantes de 15 times, incluindo Barcelona e Real Madrid, assinam carta de protesto contra novo torneio.

A Associação de Clubes Europeus (ECA, na sigla em inglês) afirmou por meio de carta para a FIFA que vai boicotar o novo Mundial de Clubes que poderia ser aprovado nesta sexta-feira (15).

A associação enviou uma carta para a FIFA na qual detalha os motivos para rejeitar o novo torneio, que seria disputado a partir de 2021 a cada quatro anos, com a presença de 24 participantes, oito deles da Europa e seis da América do Sul.

A carta foi divulgada inicialmente pelo jornal alemão Süddeutsche Zeitung e está assinada por representantes de 15 dos maiores clubes da Europa, incluindo Juventus, Real Madrid, Ajax, Paris Saint-Germain, Barcelona, Bayern de Munique, Manchester United e Benfica.

O documento diz que os clubes são “frontalmente contra a aprovação de um novo Mundial de Clubes neste momento e confirma que nenhum membro da ECA vai disputar essa competição”.

O calendário da FIFA já está montado até 2024, e os clubes europeus afirmam que não é possível discutir mudanças e criação de novos torneios antes disso.

O novo Mundial de Clubes substituiria o “velho” Mundial de Clubes e também a Copa das Confederações.

Trata-se de mais uma batalha na guerra entre a FIFA e os grandes clubes europeus, que também se opuseram ao aumento do número de participantes da Copa do Mundo para 48 seleções, mas foram derrotados.

O Conselho da FIFA, que se reúne nesta sexta-feira em Miami, vai ter que decidir se leva em consideração a ameaça dos clubes ricos da Europa.

Dentro da FIFA, há apoio de sobra para a aprovação da proposta.

Clubes brasileiros opinam sobre novo formato do Mundial de Clubes.

Dos 13 clubes procurados pelo GloboEsporte.com, apenas seis responderam sobre o que acharam da mudança feita pela FIFA.

Nesta sexta-feira (15), a FIFA anunciou o novo formato do Mundial de Clubes.

Veja aqui todos os detalhes de como ficará o torneio.

A maioria dos clubes brasileiros ouvidos pela reportagem do GloboEsporte.com preferiu esperar mais detalhes para se manifestar.

Os poucos que opinaram foram favoráveis ao novo formato.

Vejas as opiniões:

Grêmio-RS – Romildo Bolzan Júnior, presidente: “Recebo bem, acho interessante (o novo formato), valoriza os clubes, o processo dos clubes, cria um novo financiamento no futebol mundial, uma disputa mais legítima para definir um campeão, está dentro do escopo. Um avanço significativo”.

Flamengo-RJ – Marcos Braz, vice de futebol: “Acho que é justo. Vai ficar mais difícil, mas, quem for campeão, será com contundência. Exige planejamento a longo prazo. Mesmo que seja campeão da Taça Libertadores da América, é preciso manter um time altamente competitivo. É importante essa mudança para passar grandeza e unidade. Espero que seja uma contribuição para um calendário unificado, que é importantíssimo. O Brasil precisa se adequar. Que o Flamengo possa ganhar para estar em 2021. Temos que aproveitar agora, porque depois será de quatro em quatro anos”.

Fluminense-RJ – Pedro Abad, presidente: “O Mundial de Clubes sempre contou com apenas um represente da América do Sul que, atualmente, precisa jogar duas vezes para chegar à final. Com a ascensão das equipes asiáticas e africanas tornou-se necessário fazer um torneio maior, aumentando o número de jogos e legitimando ainda mais o campeão. Com isso, aumentam as chances de os times sul-americanos participarem e, consequentemente, conquistarem a competição”.

Cruzeiro-MG – Marcelo Dijan, diretor de futebol: “Para nós, é interessante este aumento de vagas e, sendo respeitadas as datas do Campeonato Brasileiro, vejo com bons olhos. Mas acho que vai ser tudo uma experiência nova, tem que aguardar a primeira edição para a gente analisar se realmente é uma coisa que vai dar resultado. É difícil de opinar, mas é interessante pelo número de vagas, que vai aumentar. A gente também não sabe como vai ser a escolha (dos times), porque vai ser de quatro em quatro anos, e hoje é disputado anualmente. Tem muita coisa em aberto, temos que ver se vai ser o campeão da Libertadores de cada ano, da Copa Sul-Americana… Aumentando o número (de vagas), vai ser uma coisa diferente”.

Internacional-RS – Marcelo Medeiros, presidente: “As informações são muito embrionárias. O que se conclui é que a mudança se deve pelo insucesso da Copa das Confederações, que não teve o interesse desejado, mas é melhor a gente aguardar os critérios para que a próxima, para que a ideia que está sendo entabulada tenha opinião mais formada. Vamos aguardar as regras da FIFA e os critérios da Conmebol. Mas se for pelo bem do futebol, o Internacional vai aplaudir a decisão”.

Botafogo-RJ – Nelson Mufarrej, presidente: “- É uma nova mentalidade que a FIFA quer implementar nas competições internacionais. Fica a nossa expectativa para que as mudanças tornem o Mundial mais atrativo e competitivo.

Vasco-RJ – Alexandre Faria, diretor de futebol: “A principio acho difícil comentar algo antes da Conmebol definir os critérios de classificação”.

Santos-SP (resposta da assessoria de imprensa): “A assessoria de imprensa do Santos informou que o presidente José Carlos Peres está na China, com dificuldades de comunicação, e se pronunciará sobre o assunto quando voltar ao Brasil”.

Palmeiras-SP (resposta da assessoria de imprensa): “O Palmeiras, por enquanto, não vai se pronunciar oficialmente sobre a nova competição. Internamente, o clube avalia que questões importantes sobre os critérios de classificação e, principalmente, sobre a participação ou não de clubes europeus no torneio ainda precisam ser discutidas e definidas”.

Corinthians-SP (resposta da assessoria de imprensa): “A assessoria de imprensa do Corinthians disse que o clube só vai se posicionar sobre o novo Mundial de Clubes com o esclarecimento de todas as definições da nova competição”.

Athletico-PR (assessoria respondeu por e-mail): “O Clube não irá se pronunciar”.

Atlético-MG: “A diretoria do Galo não quis se manifestar”.

São Paulo-SP: “O São Paulo não se pronunciou sobre o caso até o fechamento desta reportagem”.

Grêmio, River… Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol) quer 4 campeões da Taça Libertadores da América e 2 da Copa Sul-Americana em novo Mundial.

Confederação discutirá na próxima semana divisão das vagas para torneio em 2021.

Campeões do principal torneio sul-americano de 2017 a 2020 estariam garantidos.

A Conmebol já tem um projeto de como dividir as vagas para o novo Mundial de Clubes, anunciado pela FIFA nesta sexta-feira (15).

A confederação deseja, inicialmente, oferecer quatro dos seis lugares no torneio aos quatro campeões da Taça Libertadores da América entre 2017 e 2020.

Desta forma, o Grêmio, vencedor em 2017, e o River Plate, que triunfou em 2018, já teriam vaga garantida.

As outras duas vagas ficariam com dois campeões da Copa Sul-Americana.

Para chegar a estes escolhidos, os quatro vencedores do torneio no mesmo período disputariam um playoff, valendo dois postos no Mundial.

A princípio, o campeão de 2017 enfrentaria o de 2020, e o vencedor de 2018 disputaria com o de 2019.

As partidas seriam realizadas em jogos únicos e em campo neutro.

A Conmebol fará uma reunião para discutir a divisão na próxima semana, na segunda (18) ou terça-feira (19).

Ali, os dirigentes discutirão formato e sanariam questões como encontrar uma solução em caso de um bicampeonato de uma equipe na Taça Libertadores da América.

Ameaça de boicote dos europeus: Do outro lado do Atlântico, o novo formato deixou insatisfeitos os principais clubes do continente.

Horas antes do anúncio da FIFA, enquanto membros do conselho ainda estavam reunidos, os gigantes europeus fizeram uma ameaça oficial de boicote à nova competição.

A Associação de Clubes Europeus (ECA, na sigla em inglês) afirmou por meio de carta para a FIFA que iria boicotar o torneio, por ser “frontalmente contra a aprovação” do novo formato e que “nenhum membro do ECA vai disputar essa competição”.

O documento está assinado por representantes de 15 dos maiores clubes da Europa, incluindo Juventus, Real Madrid, Ajax, Paris Saint-Germain, Barcelona, Bayern de Munique, Manchester United e Benfica.

Trata-se de mais uma batalha na guerra entre a FIFA e os grandes clubes europeus, que também se opuseram ao aumento do número de participantes da Copa do Mundo para 48 seleções, mas foram derrotados.

Reportagem: Globoesporte.globo.com

Adaptação: Eduardo Oliveira

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

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