CHINA VENCEU E CLASSIFICOU O BRASIL

A Fase Final do Grand Prix teve três seleções em quadra em um único jogo, nesta sexta-feira (4), em Nanjing, na China.

Com uma derrota e uma vitória na etapa, o Brasil torceu muito para que a China vencesse a Holanda e, assim, garantisse sua classificação para as semifinais.

Deu certo!

Em um jogo emocionante, com direito a seis match points salvos, as chinesas venceram a Holanda por 3 sets a 2, com parciais de 25/22, 22/25, 25/23, 20/25 e 18/16, e permitiram que a seleção brasileira seguisse em busca do décimo segundo título título na competição.

Com a vitória da China, o Brasil terminou em segundo lugar no grupo, atrás apenas das donas da casa.

A Holanda ficou em terceiro e último lugar e se despediu do torneio.

Só as duas melhores seleções de cada grupo avançavam para as semifinais.

Neste sábado (5), o time do técnico Zé Roberto Guimarães enfrenta a Sérvia, às 4 horas da madrugada, com transmissão ao vivo da TV Globo e do SporTV.

A China encara a Itália, às 9 horas.

O jogo já começou mais equilibrado do que se imaginava.

No segundo ponto, um rali de 56 segundos foi o cartão de visitas do duelo. Com a craque Zhu em quadra, a China começou um pouco melhor.

Mas as holandesas tinham do outro lado um jovem talento, a oposta Plak, de apenas 21 anos.

Com a ajuda dela e aproveitando os erros de recepção das chinesas, a Holanda chegou a vencer com quatro pontos de vantagem (15 a 11), mas a China cresceu a sua muralha, virou o jogo e garantiu a vitória parcial, com mais um bloqueio, por 25 a 23.

China já abriu três pontos no início do segundo set, mas logo teve dificudades.

Depois de um bloqueio e de uma pancada de Plak, a Holanda virou o placar: 14 a 13.

Além de Plak, as holandesas passaram a contar também com Daalderop, que entrou no jogo para fazer a diferença. Zhu ainda tentou evitar a derrota salvando dois sets points com uma pancada e uma largadinha em seguida, mas não adiantou.

As holandesas fizeram 25 a 23 e deixaram tudo igual no placar do jogo.

No terceiro set, a China começou bem e garantiu a melhor vantagem do jogo, depois de mais um belo ataque da imparável Zhu: 8 a 3.

As holandesas seguiram forçando no saque e tentaram reagir.

A diferença, porém, era difícil de tirar. Além de Zhu, as chinesas também diversificaram mais os ataques, como a bola rápida na Yuan.

Aos poucos, porém, a Holanda foi encostando e deu trabalho para as rivais no fim do set. Mas, com outra bola pelo meio de Yuan, a China fechou em 25 a 23.

O equilíbrio marcou o quarto set.

A primeira vantagem veio depois de um rali com incríveis defesas da líbero holandesa Myrthe Schoot, seguido por mais um ponto de ataque da Plak: 8 a 6.

Com seu terceiro ace no jogo, Plak conseguiu aumentar a diferença no placar.

Na quadra chinesa, erros consecutivos, principalmente na recepção, facilitaram ainda mais o bom momento holandês no jogo.

Inspirada, Daalderop comandou o time até fechar o set em 25 a 20 e levar a decisão para o quinto set.

A emoção foi até o fim.

No início do quinto set, foi ponto lá e cá, até Liu explorar o bloqueio e conseguir abrir em 6 a 4 para as chinesas.

A Holanda reagiu e conseguiu arrancar a virada, aproveitando uma recepção ruim chinesa: 11 a 10.

A China parecia perdida em quadra, chegou a ficar quatro pontos atrás no placar, mas ressurgiu no momento decisivo, salvando seis match points.

A vitória, que já parecia impossível, saiu, por 18 a 16 e 3 sets a 2, para alegria das chinesas e do Brasil.

Reportagem: Globoesporte.globo.com

Adaptação: Eduardo Oliveira

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

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