CHINA E O FUTEBOL MILIONÁRIO

Muito dinheiro e jogadores brasileiros.

A soma desses dois fatores é a estratégia usada pela China para evoluir o seu futebol desde 2013.

É o que revela Kimberly Morris, chefe de Integridade e Compliance do FIFA TMS, o sistema de transferências usado por clubes de todo o mundo.

Dados divulgados por ela indicam que os chineses gastaram 447 milhões de dólares só em atletas brasileiros desde 2013. Isso representa quase metade de tudo que foi gasto pelos times da China no período, que foi 997,8 milhões de dólares.

Com base na conversão do dólar para o real fechada em cada ano em tal intervalo, o montante representa R$ 1,6 bilhão gastos apenas em jogadores do Brasil.

Kimberly ainda reitera que o valor não se refere a muitos atletas.

São grandes quantidades de dinheiros destinadas a poucos jogadores.

A Associação Asiática de Futebol (AFC) restringe um lugar entre os cinco possíveis estrangeiros contratados para um asiático.

Valor gasto pela China em jogadores brasileiros

2013: Total – US$ 27,8 milhões / Em brasileiros – US$ 22 milhões (R$ 65,6 milhões na conversão da época

2014: Total – US$ 101 milhões / Em brasileiros: US$ 35 milhões (R$ 268,66 milhões na conversão da época)

2015: Total – US$ 168 milhões / Em brasileiros: US$ 82 milhões (R$ 325,54 milhões na conversão da época)

2016: Total – US$ 450 milhões / Em brasileiros: US$ 200 milhões (R$ 650 milhões na conversão da época)

2017: Total – US$ 251 milhões / Em brasileiros: US$ 108 milhões (R$ 343,44 milihões na conversão atual)

– Toda essa quantidade de dinheiro foi gasta em poucas transferências.

É bom lembrar da regra da AFC.

Em 2013, dos 27,8 milhões de dólares gastos pela China, 22 foram em cima de brasileiros e apenas em 20 transferências.

Em 2017, 108 milhões de dólares foram destinados a jogadores brasileiros do total de 251 milhões gastos pela China.

E em apenas 11 transferências, reforçou a diretora da FIFA.

É importante frisar que a maior parte desse valor foi desembolsado para contratar os atletas que atuavam na Europa, como o volante Ramires, o meia Oscar, os atacante Alexandre Pato, Hulk e Alex Teixeira.

Mesmo assim, o diretor de Registros e Transferências da CBF, Reynaldo Buzzoni, faz um alerta aos clubes do país.

É preciso ficar atento à fatia destinada aos times que formaram os jogadores.

– A grande maioria desses valores não são de jogadores saindo do Brasil.

É o Oscar, o Hulk, o Alex Teixeira.

Os brasileiros foram o Renato Augusto, Jadson, Marinho, com valores bem menores.

O que é interessante é os clubes brasileiros que formaram esses atletas irem atrás do dinheiro do mecanismo de solidariedade.

Se botar 5% de 500 milhões são 25 milhões de dólares.

Vezes três, da conversão, dá 75 milhões de reais.

Tem que ir atrás, tem direito a isso, comentou Buzzoni.

– A grande maioria desses valores não são de jogadores saindo do Brasil.

É o Oscar, o Hulk, o Alex Teixeira.

Os brasileiros foram o Renato Augusto, Jadson, Marinho, com valores bem menores.

O que é interessante é os clubes brasileiros que formaram esses atletas irem atrás do dinheiro do mecanismo de solidariedade.

Se botar 5% de 500 milhões são 25 milhões de dólares.

Vezes três, da conversão, dá 75 milhões de reais. Tem que ir atrás, tem direito a isso – comentou Buzzoni.

Reportagem: Globoesporte.globo.com

Adaptação: Eduardo Oliveira

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

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