BRASIL EM MAIS UMA COPA

Segura que eu quero ver!”.

Com permissão de Galvão Bueno, seu bordão explica o Brasil. Coutinho pega a bola, dribla, vai pra cima, dribla de novo, tabela e gol.

Neymar pega a bola passar por um, por dois, dribla, chuta e gol.

Assim foi construída a vitória por 3 a 0, completada por Marcelo, após sublime troca de passes, sobre o Paraguai, que selou a classificação para a Copa do Mundo, com a ajuda do Peru, que venceu o Uruguai.

Uma equipe que tem posse de bola, mas não fica no passinho pra cá, passinho pra lá.

Gosta do drible, e quanto mais apanha, mais dribla.

A segurança coletiva permitiu que o talento de Coutinho e Neymar, apesar de um pênalti perdido, decidissem.

Um jogo tranquilo, mas não fácil.

O Paraguai não mostrou força para atacar, mas conseguiu tirar espaços do Brasil com um time bem compacto e faltoso.

Neymar apanhou duas vezes em quatro minutos.

Saiu da esquerda para o meio, continuou driblando e atraindo a marcação, tanto que deixaram Coutinho, na direita, no mano a mano.

O garoto do Liverpool arrancou, levou para dentro, tabelou com Paulinho e bateu de esquerda, no cantinho.

Neymar voltou para o gramado sem jamais ter feito um gol no Paraguai, e decidido a mudar a história.

Na primeira arrancada, foi derrubado e o árbitro peruano Victor Carillo marcou pênalti.

O goleiro Antony Silva defendeu a cobrança do craque.

O melhor estava por vir.

Numa disparada sensacional pela esquerda, a jato, Neymar deixou dois para trás, invadiu a área e, enfim, colocou o Paraguai na lista de vítimas.

O camisa 10 ainda teve um gol anulado por impedimento, mas participou, com Coutinho e Paulinho, do golaço de Marcelo.

O Brasil podia ter feito mais. Mas fez a alegria e o orgulho do brasileiro.

Nada melhor que isso.

Um público de 44.378 pessoas estiveram na Arena Corinthians e geraram uma renda de R$ 12.323.925,00.

É a segunda maior renda da história do futebol brasileiro, atrás apenas da final da Libertadores de 2013, no jogo entre Atlético-MG e Olímpia, no Mineirão.

As equipes só voltam a jogar pelas eliminatórias nos dias 31 de agosto e 5 de setembro.

O Brasil receberá o Equador, em cidade ainda indefinida, e visitará a Colômbia, em Barranquilla.

O Paraguai, nas mesmas datas, pegará Chile (fora) e Uruguai (em casa).

Antes, porém, nos dias 9 e 13 de junho, o Brasil disputará amistosos contra Argentina e Austrália, respectivamente, ambos na cidade de Melbourne.

O Brasil, com 33 pontos, está classificado.

Com a vitória, garantiu pelo menos o quarto lugar porque o Uruguai perdeu para o Peru, em Lima.

A Celeste tem 23 pontos e enfrenta a Argentina (22 pontos) na próxima rodada.

Com o confronto entre as duas seleções, ao menos uma delas não conseguirá alcançar o Brasil, cenário que dá a vaga ao Mundial à Seleção.

O Paraguai, por sua vez, com 18 pontos, está quatro atrás da atual quinta colocada, a Argentina.

A Argentina tinha apenas três titulares repetidos da vitória contra o Chile, mas de todas as ausências, uma era disparada a mais importante.

Suspenso por quatro jogos por ofensas ao auxiliar de arbitragem brasileiro Emerson Carvalho, Messi desfalcou a equipe de Edgardo Bauza em La Paz nesta terça-feira (28).

Sem a ameaça do craque argentino e com a altitude a seu favor, a Bolívia aproveitou para ir para cima e, com gols de Juan Arce e Marcelo Moreno, venceu por 2 a 0 para complicar a vida dos hermanos nas eliminatórias para a Copa de 2018.

Pékerman estava pressionado, James Rodríguez era constantemente criticado e chegou a hostilizar a imprensa, e a Colômbia não estava convencendo.

Tudo mudou na noite desta terça-feira (28).

Com grande atuação, os cafeteros venceram o Equador por 2 a 0, no Olímpico Atahualpa, em Quito, e assumiram a segunda posição das eliminatórias.

Os equatorianos, por sua vez, ficam fora da zona de classificação para a Copa do Mundo pela primeira vez.

Não sabe como desperdiçar um gol atrás do outro e complicar uma partida sem qualquer perigo até então?

Pergunte ao Chile.

A seleção de Juan Antonio Pizzi atropelou a Venezuela nos primeiros minutos do jogo desta terça-feira (28), em Santiago, e fez três gols num piscar de olhos, muito por causa da atuação brilhante de Alexis Sánchez.

Mas, depois disso, só o que fez foi perder chances, até um pênalti! e chamar o adversário para cima de si.

Animados, os venezuelanos diminuíram com Rondón de cabeça, mas esbarraram na limitação técnica e não conseguiram evitar a derrota por 3 a 1 fora de casa.

Com os resultados de Equador e Argentina, que perderam na rodada, o Chile é o atual quarto colocado das eliminatórias para a Copa do Mundo.

Acostumado a entrar em campo com torcida brasileira por causa de Cueva (por parte da torcida do São Paulo) e da dupla Guerrero e Trauco (por causa dos flamenguistas), o Peru, talvez pela primeira vez, enfrentou o Uruguai na madrugada desta terça-feira (28) para quarta-feira (29) com os olhares do país inteiro.

E não decepcionou.

Com gols de Guerrero e Édison Flores, o time peruano venceu por 2 a 1 de virada em Lima, manteve vivo o seu sonho de se classificar para a Copa do Mundo e, por tabela, ainda garantiu o Brasil matematicamente na Rússia em 2018.

Reportagem: Globoesporte.globo.com

Adaptação: Eduardo Oliveira

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

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