Baú do Esquema: José Ferreira, o “craque” Neto

Poucas pessoas no Mundo podem se auto-intitular "CRAQUES". Neto faz isso e as pessoas repetem
Poucas pessoas no Mundo podem se auto-intitular “CRAQUES”. Neto faz isso e todos repetem

Você, estimado leitor do Esquema de Jogo, já se considerou bom em alguma coisa e clamou isso aos sete ventos? Sei lá, de repente você é um bom eletricista, do tipo que mexe com força e tem um curto entre as pernas e, para se promover, diz ao Mundo que é o Melhor Eletricista da Região. De repente você pode ser o melhor contador, melhor químico ou, no meu caso, o melhor jornalista do Mundo. Quanta petulância e quanta arrogância, né?

No entanto, há um sujeito que se diz jornalista mas não sabe pronunciar “Emerson” na televisão brasileira, que toda hora se diz um dos maiores batedores de faltas de todos os tempos, um dos maiores ídolos do Corinthians e se auto-intitulou como “craque”. O pior é que isso fica na cabeça e todo mundo repete. É como nosso ex-Presidente molusco, que acrescentou “Lula” ao nome. Ele não é mais Luiz Inácio da Silva. Ele é Luiz Inácio “Lula” da Silva. José Ferreira, por sua vez, não é mais o Neto. Agora ele virou José Ferreira “Craque” Neto. Enfim, vamos começar o Baú, antes que vocêes digam que é perseguição.

Baita duma introdussão, digassi di passaji
Baita duma introdussão, digassi di passagi

Neto nasceu em Erechim – RS Santo Antônio de Posse, interior de São Paulo em 9 de setembro de 1966. Começou sua trajetória no futebol pelo juvenil da Ponte Preta, em 1979. Mas no ano seguinte, acabou se transferindo para o maior rival, onde sua carreira deslancharia em 1984, quando foi promovido ao profissional.

Baita duma quantidade de times, digasse di passagi
Baita duma quantidade de times, digasse di passagi

No Brinco de Ouro da Princesa, Neto despertou o interesse de grandes clubes do Brasil e chegou a ser considerado um novo Maradona. Mesmo com todo o assédio, transferiu-se para o presídio mais famoso do Rio Bangu. Somente em 1987, chegou a um time grande, quando jogou no São Paulo Futebol Clube. Pouparei o nosso tempo, e resumirei a maioria dos clubes por onde ele passou, afinal foi praticamente um por ano. Melhor e mais fácil ver a tabela que eu roubei na cara larga peguei da Wikipedia.

Todos sabemos que além do Guarani e da Band, Neto só se destacou mesmo pelo Corinthians. Mas que destaque, diga-se de passagem (mal ae craque. Escrevi errado). Até hoje é conhecido como “Xodó da Fiel” por sua passagem marcante pelo Parque São Jorge. Somando-se as duas passagens pelo Corinthinas (entre 1989 e 1993 e entre 1996 e 97), Neto entrou em campo 227 vezes e marcou 80 gols.

neto friboi
Neto, o Friboi da Fiel

Em 1990, o Corinthians teve em Neto seu principal jogador na conquista de seu primeiro título nacional. A sabedoria pópular diz que o time de 90 era limitadíssimo tecnicamente, o que aumentou ainda mais a importância do camisa dez, que teve como apoio Ronaldo Giovanelli, Tupãzinho, Marcelo Dijian e Márcio Bittencourt, aquele mesmo, que dirigiu o Corinthians em 2005 e foi substituído pelo Antonio Lopes sem mais nem menos, perdendo assim a chance de ser Campeão Brasileiro como treinador.

A campanha em sí, foi muito irregular na primeira fase. O time se classificou em penúltimo para a fase final. Mas na base da superação, passou por Atlético MG, Bahia e, finalmente, o São Paulo, de Telê Santana. O Corinthians venceu o primeiro jogo por 1 a 0, com assistência de Neto. Na segunda partida, com mais de 100 mil pessoas no Morumbi, quem brilhou foi Tupãzinho, que marcou o único gol.

 

Seleção Brasileira

Esteve na campanha que deu ao Brasil a medalha de prata, nos Jogos Olímpicos de Seul, em 1988. Até hoje, o “Craque” Neto ironiza Sebastião Lazaroni por não levá-lo à Copa do Mundo de 1990. Ele deve pensar que sozinho, seria a solução para aquele time decepcionante. Vai saber, né?

Após o fracasso na Itália, Lazaroni caiu e Paulo Roberto Falcão assumiu a Seleção. A partir daí, o principal jogador em atividade no país da época passou a ser convocado. Ao todo, Neto jogou 26 partidas pela Canarinho e marcou sete gols.

Polêmicas

Esse cara sempre foi polêmico. Além da briga com Lazaroni, teve problemas com Emerson Leão (quem nunca?) no Palmeiras. Mas a maior de todas, e a que mais marcou sua vida foi a cusparada no árbitro José Aparecido de Oliveira.

Num jogo entre Corinthians e Palmeiras, pelo Paulistão de 1991, Neto se irritou com o juiz que o expulsou. Deu então uma catarrada no “professor”. Em diversos momentos, Neto se disse arrependido, mas em 27/5 desse ano, o Craque (notem que dessa vez não teve áspas) recebeu Aparecido em seu programa, Os Donos da Bola, e disse que o que fez foi sujeira.

Logo mais, teremos mais um Baú, para pagar o que estamos devendo da semana passada. Gostaram desse?

baita dum post

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