Baú do Esquema: Evair

Evair, o matador do Palestra
Evair, o matador do Palestra

Demorou mas chegou. O Baú do Esquema de Jogo chega atrasado para falar de um cara que nunca chegava atrasado nas bolas. Evair Aparecido Paulino, centroavante que marcou época, principalmente no Palmeiras. Poucos sabem, mas o matador era simpatizante do Santos durante a infância, em Ouro Fino (MG). Entretanto, nunca atuou no clube de infância.

O primeiro clube profissional de Evair foi o Guarani, de Capinas
O primeiro clube profissional de Evair foi o Guarani, de Campinas

Em 1979, o garoto Evair resolveu se lançar no futebol e fez testes em escolinhas do São Paulo Futeol Clube. Entretanto, não foi aprovado pelo clube da capital Paulista e apenas no ano seguinte teria nova oportunidade. Dessa vez, graças a uma indicação de um amigo de seu pai, que também conhecia um diretor do Guarani. Após ser aprovado, o até então meio campo, foi morar no alojamento do clube, em Campinas, longe da família.

Em 1984, Evair foi promovido ao time principal do Bugre, pelas mãos do então treinador Lori Sandri, que também foi o responsável por mudar a posição do jovem para o ataque. Durante o Campeonato Brasileiro de 1986, Evair disputou a artilharia da competição com Careca, jogador que estava no Sâo Paulo, mas que também havia começado no Bugre. No fim da competição, acabou um gol atrás do rival, que marcou 25 vezes contra 24 do jogador do time de Campinas.

Figurinha (quem não gosta de colecionar, né?) de Evair em ação pela Atalanta, no Calcio
Figurinha de Evair em ação pela Atalanta, no Calcio

Em 1987, o centroavante foi premiado com a convoação para defender a Seleção Brasileira nos Jogos Pan-Americanos. No ano seguinte, foi o maior goleador do Campeonato Paulista, e contratado pela Atalanta, da Itália. Ficou na terra da bota por três temporadas, onde disputou 76 partidas e marcou 25 gols.

Em 1991, Evair retornou ao Brasil para defender as cores do Palmeiras, onde viveu seu melhor momento, mas também foi no Palestra que viveu um dos momentos mais difíceis de sua carreira. Em 1992, o treinador Nelsinho Baptista (sabe tudo de bola, hein?) afastou o jogador do elenco principal por… DEFICIÊNCIA TÉCNICA, acreditem. Abaixo, declaração de Evair em seu site sobre o momento que viveu com o treinador:

“Tinha acabado de voltar da Itália e sofri muito. Recebia os salários, mas não podia trabalhar. Foi, sem dúvida, uma situação deprimente”

Tudo mudou de figura quando Otacílio Gonçalves chegou. O treinador reincorporou Evair ao elenco principal. A medida foi fundamental tanto para o atacante, quanto para o clube, que acabou vencendo o Paulistão de 1993, o que não acontecia há 16 anos. Esse foi também, o primeiro título de Evair por um clube. De 1991 a 1994, Evair jogou 221 vezes pelo Palmeiras e marcou 117 gols. Imaginem o que ele teria feito se não fosse afastado. Ao todo, foram dois Campeonatos Brasileiros, dois Paulistas e um Rio-São Paulo em sua primeira passagem pelo Alvi-Verde.

No fim de 1994, resolveu aceitar um novo desafio na carreira: passou dois anos jogando no Japão, pelo Yokohama Flugels. Como o futebol no Japão ainda engatinhava do outro lado do planeta, Evair aceitou proposta do Atlético-MG. Começou aí a peregrinação de Evair por diversas equipes. Destaque mesmo, apenas no Vasco da Gama, onde venceu seu 3º Brasileirão, jogando ao lado de Edmundo. Portuguesa, São Paulo, Goiás e Coritiba, foram algumas das equipes pelas quais Evair passou, marcando seus gols, mas sem grande destaque.

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Em 1999, o atacante regressou ao Palmeiras e venceu o maior título da história do clube: a Libertadores da América, marcando mais uma vez seu nome na hitória, inclusive, com gol na final. Pelo Palestra, foram 127 gols em 245 jogos. Média altíssima, que lhe rendeu o apelido de “El Matador”.

Em 2003, Evair assinou contrato com o Figueirense, mas não chegou a cumprí-lo até o fim. Sentiu que não poderia render o que dele se esperava, e encerrou assim sua vitoriosa carreira como jogador. Aproveitou a aposentadoria para auxiliar no tratamento de saúde do pai.

Evair deu início a sua carreira de treinador em 2004 pelo Vila Nova (GO). Desde então, foram seis clubes de pouca expressão como Anápolis, CRAC, Itumbiara, Uberlândia e Americana como auxiliar. Vamos acompanhar o que o futuro reserva para esse grande ídolo da Sociedade Esportiva Palmeiras.

Deixem nos comentários as suas sugestões para o próximo Baú do Esquema.

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