Baú do Esquema: Carlos Gamarra

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Dando sequência ao Baú do Esquema, ainda que muito atrasado, já que deveria ter entrado na última sexta-feira, vamos falar sobre um dos maiores zagueiros estrangeiros que já jogaram no Brasil. O paraguaio (para quê?) Carlos Gamarra.

imagesGamarra começou a jogar pelo Cerro Porteño, um dos dois times tradicionais do Paraguai, em 1991. No ano seguinte, foi para o Independiente, da Argentina e retornou ao clube que o lançou na temporada 1993. Lá ficou até 1995, quando foi contratado pelo Internacional, dando início a uma bela história em solo brasileiro.

A técnica do beque paraguaio sempre chamou a atenção por onde passou. Aliás, Gamarra mostrou ao Mundo que um zagueiro não precisa ser alto como um poste para ser eficiente. A perfeita combinação de garra e qualidade fez com que o jogador fizesse sucesso por onde passou. Do Internacional saiu para sua primeira experiência européia, no Benfica, em 1997. Sua passagem pela terrinha, no entanto, não foi muito boa, o que fez com que ele escolhesse voltar ao Brasil no ano seguinte.

Foi no Pôjetú Corinthians de Wanderley Luxemburgo, de 1998, que Gamarra viveu seu grande momento. Voltou a ganhar títulos e ser idolatrado pela exigente torcida corintiana. Em 1998, aliás, Gamarra liderou a Seleção Paraguaia na memorável campanha na Copa do Mundo da França, em que o time Sul Americano foi eliminada pelos anfitriões em partida muito dura. O zagueiro foi escolhido o melhor da competição e terminou o campeonato sem marcar uma falta sequer.

Após vencer o Paulistão de 1999, Gamarra transferiu-se para o Atlético de Madrid, porém o fraco time montado pelos dirigentes teve como resultado o rebaixamento à segunda divisão. Após mais um fracasso europeu, voltou ao Brasil para não receber salário recuperar o futebol no Flamengo, onde teve altos e baixos. Na temporada 2001, venceu a Copa dos Campeões.

imagesCansado dos salários atrasados no Rio, foi jogar no AEK e sagrou-se campeão da Copa da Grécia. Em 2002, realizou seu desejo de jogar numa equipe de ponta da Europa ao assinar com a Internazzionale de Milão. Na Terra da Bota venceu apenas uma Copa da Itália, mas era figura carimbada na equipe principal até 2005, quando deixou de ser aproveitado. Essa situação fez com que Gamarra voltasse a oBrasil, para jogar no Palmeiras.

Já em fim de carreira, pouco acrescentou ao tima do Parque Antártica e acabou dispensado no ano seguinte, quando assinou pelo impronunciável Ethnikos Piraeus, da Grécia. Por fim, anunciou sua aposentadoria em 2008, quando atuava pelo Olímpia, grande rival do Cerro no Paraguai.

Quem vocês querem no Baú da próxima sexta? Deixem nos comentários.

 

 

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2 thoughts on “Baú do Esquema: Carlos Gamarra

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